<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308</id><updated>2012-02-08T08:03:41.847-08:00</updated><title type='text'>Ah pois é</title><subtitle type='html'>A retórica do não convencimento</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>95</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-6339396940413297099</id><published>2012-02-06T16:20:00.001-08:00</published><updated>2012-02-07T04:46:06.277-08:00</updated><title type='text'>Uma História Saudosista</title><content type='html'>Acabo de olhar um dos melhores filmes já produzidos. Os créditos ainda rolam na tela de minha televisão e meus olhos estão marejados por lágrimas que só não caíram de forte que eu sou, e que sou homem, e homem não chora.&lt;br /&gt;Eu me considero um cara esperto. Não, talvez esperto não seja a palavra. Inteligente, quem sabe. O fato é que mesmo considerando-me alguém com um pouco de conhecimento sobre uma ou outra coisa, e já tendo lido livros e mais livros e visto filmes e mais filmes, o filme que acabo de ver, e que tanto me tocou chama-se “Rei Leão”. Sim, esse mesmo Rei Leão que tu estás pensando, do Mufasa, Simba, Scar ( aquele safado), Timão, Pumba e cia Ltda. Esse é um dos melhores filmes que já olhei em toda a minha vida.&lt;br /&gt;Explico o por que. Filmes são sentimentos, são pequenos preenchedores de espaços vazios que temos na nossa alma. Filmes são sensações das mais variadas em uma mesma história. Filmes não necessariamente precisam ser inteligentes para que sejam geniais. A genialidade por vezes se esconde nos pequenos atos, e nos mais singelos personagens.&lt;br /&gt;O Rei Leão me preenche um espaço vazio da alma, pois me remete há longos 17 anos, quando eu ainda era uma pequena criança, trocando palavras e fazendo manha para ganhar um kinder ovo. O Rei Leão, desperta em mim um sentimento assaz saudosista, que me lembra do quão feliz eu era, e do quão rapidamente as coisas mudaram. Me lembra que eu cresci e que o tempo, invariavelmente apenas avança e jamais, absolutamente jamais retrocede.&lt;br /&gt;Sendo ou não um filme feito em 1994, indicado ou não indicado para crianças, o Rei Leão é uma história arrebatadora. Não se pode usar qualquer expressão diferente de arrebatadora para predicar este filme, que ao longo dos tempos veio adquirindo fãs que cresceram junto com o Simba, junto com a Nala, e despejaram lágrimas, como as que me preenchem os  olhos agora, ao lembrar da desolante morte de Mufasa. Um filme de qualidade nos mexe os sentimentos. Desperta as mais variadas reações, sejam elas positivas ou negativas, e ai, não importa se a história é criada por Beckett, ou é uma produção dos estúdios Disney, tudo se transforma e recebe apenas duas definições: bom ou ruim.&lt;br /&gt;O Rei Leão é bom. É muito bom. É um filme que me faz pensar apenas coisas boas. Me faz pensar no quanto nós, crianças dos anos de 1990, divertíamo-nos sem internet, I Phone, I Pad, I Pod...sem qualquer criação da Apple. Como éramos felizes tendo o pouco que fosse. Vivíamos numa fase iluminada, onde pega-pega, e arminhas de água eram as verdadeiras brincadeiras. Sagrávamo-nos campeões do torneio de duplinhas de futebol no meio da rua, com quatro tijolos como goleira. Fazíamos tudo isso, e quando chovia, olhávamos Rei Leão, Blink Bill – esse não tão famoso, mas mesmo assim eu era fã -, ou ainda Bernardo e Bianca. Sim, nós crianças dos anos 1990 fazíamos coisas de criança, por mais absurdo que possa parecer. Não olhávamos Big Brother, embora pareça surrealismo, e o que de mais tecnológico  tínhamos era um relógio, em casos extremos, para que soubéssemos a hora de voltar para casa.Os tempos mudaram, e com ele mudaram as crianças que não mais brincam no pátio de casa, não mais usam arminhas de água, em muitos casos não respeitam seus pais, e por último, e muito mais grave do que qualquer outra coisa que possa acontecer a uma criança da geração Z, elas não sabem quem é o Simba, menos ainda que o Scar é um safado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-6339396940413297099?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/6339396940413297099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=6339396940413297099' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6339396940413297099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6339396940413297099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2012/02/uma-historia-saudosista.html' title='Uma História Saudosista'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-4508649287181838158</id><published>2012-01-30T04:57:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T05:00:40.061-08:00</updated><title type='text'>O Fazedor de Planos</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A história de um homem que mudou por uma mulher&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de sair da cama ele já traçava os planos de como seria o seu dia. Mesmo que involuntariamente pensava: “saio da cama, e ainda sonolento vou até o banheiro onde escovarei os meus dentes, lavarei o rosto e resumidamente farei minha higiene pessoal. Depois disso, coloco a roupa que ontem já deixei separada. Ai vem meu café da manhã, que hoje será cereal com bananas.  Feito isso, saio rumo ao meu trabalho, hoje vou a pé, pois o dia está bom e, pensando bem, nem é tão longe. Se bem que eu sempre vou a pé. Bom, hoje vou a pé de novo, não quero gastar com transporte...”. Tudo metódico, e as reticências dão lugar a mais centenas de pensamentos que colocam em ordem o dia dele.  Nada sem programação, tudo muito bem organizado, que vida ele leva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até chegar no trabalho, é tudo igual. Ele conta quantos passos foram dados de um destino ao outro, por vezes variando ao contar o número de janelas nos edifício de cor azul que encontra no caminho, ou ainda conta quantos minutos, segundos, milésimos e centésimos demora a chegar. De fato, ele leva uma vida metódica, cheia de regras e com muito, mas muito pouca diversão.&lt;br /&gt;Ao chegar no trabalho, separa tudo conforme as cores: post it's amarelos ficam junto da caneta marca texto da mesma cor, bem como as folhas de ofício ficam junto do calendário da Caixa Federal que em geral tem a mesma cor. Tudo é de uma simetria constante, que a todos irrita, menos a ele mesmo. Até aquele dia a vida dele fora a mesma, sem exceções à regra, sem pormenores,  sem entrelinhas, sem nada que fosse interessante. Nada de mais, nada de menos, tudo sincronizado, uma vida regrada, em um mundo desregrado pode ser e geralmente é de uma chatice entediante. Mas ele estava feliz, pois assim ele é, e assim as coisas não podem dar errado em sua vida, pois não há nada que lhe chame atenção, além de seu próprio mundinho. Aqui cabe uma pequena correção no tempo verbal, portanto refarei a frase escrita anteriormente: “...não havia nada que lhe chamasse atenção...”. Nada lhe chamava a atenção até ela aparecer.&lt;br /&gt;Dentro daquela saia apertada, desfilando suavemente, como orvalho em uma manhã de outono, macia, e delicada, com o cabelo liso, preso de forma tão contundente, e ao mesmo tempo tão provocativa.  Ninguém poderia resistir, nem mesmo ele, que pela primeira vez na vida, provou o gosto de ser homem, com seus sentidos, e seus desejos. Ele enfim desejou alguém. Desejou-a fervorosamente, e por alguns minutos esqueceu-se de métodos, planos, contagens...esqueceu-se de qualquer coisa que não fosse aquele rosto angelical, e aquele corpo devidamente proporcional. Sim, ele agora tinha um novo motivo pelo qual viver e dedicar-se-ia a ele de forma resoluta e contundente, pois ela significava uma razão pela qual viver. Razão essa que até hoje ele não tivera.&lt;br /&gt;Mudou da água para o vinho. Tornou-se outro homem, um exemplo simples de como uma mulher transforma um ser humano. Comprou roupas de grife, e não saia mais de casa sem borrifar o seu Kouros duas vezes no corpo. Aprendeu sobre vinhos e leu centenas de livros sobre gostos femininos e como encantar a conquistar uma mulher.  Cozinhar agora também era um de seus afazeres prediletos.  Não que fosse metódico para conquistá-la, mas queria que tudo desse certo, pois ela era o grande amor de sua vida.&lt;br /&gt;Convidou-a para jantar, ele faria a janta, escolheria o vinho e prometeu a ela uma noite inesquecível. Aprendera isso nos livros que leu e havia anotado mentalmente (prometa coisas divinas, instigue a mulher em questão. A faça achar que será tratada como única e especial, e de fato a trate assim. Com isso e um pouco de talento, você deve conquistá-la).  Fez isso. A janta foi um sucesso, preparou belos camarões rosa, não sem antes se certificar de que ela gostava de frutos do mar. Escolheu um bom vinho branco para acompanhar o prato, e concedeu-a uma noite singular. Ela fora arrebatada pela sua cordialidade, seu fino trato, sua perspicácia com as palavras. Ele foi um verdadeiro cavalheiro e ela não poderia ir embora sem antes dar-lhe um prêmio por isso.   Ela beijou-lhe. Primeiro timidamente, como se tivesse  medo que a recíproca não fosse verdadeira. Ela a tomou nos braços, de forma suave no começou. Depois ela beijou-lhe com maior fervor, com mais calor e ele estreitou os braços em torno da cintura dela. Tudo foi ficando quente, e em poucos minutos eles estavam na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história mostra o quanto um homem pode mudar por uma mulher. O quanto um homem pode tornar-se melhor por uma mulher, e o quanto vale a pena mudar por uma mulher...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, na cama, ele beijou o seu pescoço, lambeu-lhe vagarosamente os seios, e passou com as mãos por cada ponto sensível e erógeno do corpo dela. Ele saiu-se verdadeiramente bem e, após entender que a havia conquistado ainda em meio ao calor do sexo bem feito, pensou mentalmente: “depois da penetração, vou pegar firme suas duas mãos, e imobilizá-la, para que veja que estou no comando. Depois disso, vou beijar-lhe a nuca. Contou uma, duas, três vulgares estocadas, e repetiu baixinho no ouvido dela: na quadragésima, eu quero de quatro”.&lt;br /&gt;… um homem pode mudar por uma mulher, mas não se engane companheiro, ou nesse caso, companheira,  geralmente, não é para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-4508649287181838158?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/4508649287181838158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=4508649287181838158' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4508649287181838158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4508649287181838158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2012/01/o-fazedor-de-planos.html' title='O Fazedor de Planos'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2946537704559293465</id><published>2012-01-26T09:54:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T09:57:23.375-08:00</updated><title type='text'>A primeira vez do Jandir</title><content type='html'>Quinze filhos de umas putas anos. Quinze malditos anos, e nada de sexo na vida do Jandir. Com quinze anos ninguém é mais virgem em todo o mundo, exceto o Jandir. Enquanto seus amigos refestelavam-se com moçoilas das mais variadas etnias,  das mais variadas idades, e dos mais variados sabores, Jandir seguia ali, olhando Cine Band Privet, e acariciando-se de forma afoita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Jandir não come ninguém! - debochou um certo dia o Cleiton, que contava vantagem por já ter feito três “vítimas” - como ele gostava de chamar as meninas que levara para a cama. - Fica   o dia inteiro no cinco contra um e não sai do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é claro que o Jandir era motivo de piada.  Ele alegava que não comia ninguém, por que não queria comer qualquer uma como faziam seus amigos, mas a verdade é que tinha medo. Não que fosse feio, ou tivesse um pintinho de nada. A verdade é que apavorava-se sempre que pensava em como começar os trabalhos de “coito” com uma menina. Pensava em como faria para satisfazê-la e pensava como seria se ele frustrasse as expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo ia mal na vida do Jandir, até ele entrar num chat intitulado: “Sexo para quem ainda não o fez”,   e conhecer a Rita Domênica. Conversaram primeiro por horas, depois por dias, e depois por dois meses, até finalmente decidirem que iriam se conhecer pessoalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo combinado, Jandir contou os dias até o tão esperado encontro. Vestiu sua melhor camiseta, botou seu jeans mais novo, seu tênis de molhinhas mais lustroso, e foi encontrar Domênica, no parque central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperou por trinta minutos e ela apareceu. Não, não podia ser ela, não devia ser ela, não queria que fosse ela. Domênica era na verdade e Alice do colégio, a Alicinha que todo mundo já tinha comido, inclusive o Cleiton. Alicinha chegou perto, com seu ar vulgar e intimidou Jandir, quando falou:&lt;br /&gt;- Tu sabia que era eu, seu bobinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- N...não, nem imaginava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sabia o tempo todo que era tu. Sempre quis ter alguma coisa contigo, seu safadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim foi, Jandir levou Alicinha para sua casa que estava vazia a tarde inteira. Beijou-a demoradamente o pescoço, e depois cada parte do seu corpo. Demorada e delicadamente. Até passar as duas mãos, uma por cada lado da cintura dela, nua, e apertar seu corpo contra o dela. Ali em cima da cama da mãe do Jandir, ela a possuiu. Encaixou com perfeição as duas mãos na cintura de Alicinha e repousou apenas as costas dela no colchão. As pernas da presa, quentes e cujos pequenos e loiros pelos eriçavam-se tal qual gato prestes a dar o bote, trançaram a cintura do Jandir, e ele a teve. A teve por longos minutos de forma insaciável e voraz. A teve como jamais algum outro homem um dia a teve. Sentiu seus quadris movendo-se de forma absoluta e determinada.&lt;br /&gt; Jandir sabia que tinha o controle sobre Alice, e percebeu, que enquanto passava resoluto a mão direita pelo seio dela, houve uma contração feroz. Ele a fizera gozar de prazer, e da mesma forma a acompanhou em sua deixa, sentindo-se o maior e mais fogoso amante que a Alicinha já tivera.&lt;br /&gt;Quando ela largou-se na cama, suada e com os seios arrebitados,  proferiu:&lt;br /&gt; - Caramba Jandir, que loucura. Não esperava tanto. Da última vez que criei expectativa sobre alguém, foi com o Cleiton e no final, ele e aquele pintinho pequeno e murcho nem sequer funcionaram comigo.&lt;br /&gt;Jandir espreguiçou-se, levantou da cama, olhou-se no espelho com um sorriso doentio. Agora o motivo de piada não era mais ele, e sim o Cleiton com seu pequeno e murcho pinto inútil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2946537704559293465?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2946537704559293465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2946537704559293465' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2946537704559293465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2946537704559293465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2012/01/primeira-vez-do-jandir.html' title='A primeira vez do Jandir'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7845486464613485671</id><published>2012-01-24T07:32:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T07:34:07.113-08:00</updated><title type='text'>Ausência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; ...e foi quando ele acordou. Ainda zonzo da noite anterior, transpirava de forma exagerada. O vazio da cama e o leve relevo dos lençóis ao seu lado, lhe atestavam que era real. Ela se fora, e apenas o cheiro doce, suave como uva verde inundava suas narinas e apoderava-se de suas entranhas, como dela ele se apoderara na noite anterior. Um cheiro, uma voz, um relevo, uma lágrima, uma lembrança. A transpiração volumosa veio junto à febre da ausência sentida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7845486464613485671?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7845486464613485671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7845486464613485671' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7845486464613485671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7845486464613485671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2012/01/ausencia.html' title='Ausência'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7210300148373459023</id><published>2011-12-26T11:04:00.000-08:00</published><updated>2011-12-26T11:07:15.725-08:00</updated><title type='text'>Nas areias Curumins</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era noite de revellión e como sempre, Armindo ziguezagueava pela areia fria de Curumim. Mais uma vez ele estava embriagado, e carregava a garrafa de champanha, autora de sua alteração, firme junto à mão direita. Há 15 anos era assim, toda virada de ano, Armindo passava ali, na beira da praia de Curumim, em busca de menina loira que há tanto tempo tomara-lhe o coração em uma simples tragada e jogara-o fora, sobrando pouco mais que cinzas do pobre Armindo. Desde então, é tarefa de honra, encontrá-la mais uma vez, nem que seja para que tenham mais uma noite de amor praiano, e possam rolar por mais algum momentos naquela areia gelada, lembrando dos prazeres de outrora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao longe, uma luz bruxuleante move-se com graça, mostrando haver vida inteligente, ou ao menos vida humana naquela faixa de areia, Armindo não está só. Seria ela? Seria a Cibele, aquela moça loura que lhe roubou o coração dando-lhe em troca prazeres carnais inimagináveis? Armindo daria todo seu dedo mindinho da mão direita, desde que pudesse segurar a garrafa de champanha com os outros quatro, para que fosse. Queria do fundo do seu coração encontrá-la lá, e esperava que aquela luz a trouxesse consigo, nua e devastadora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; - Aproxima-te luz! Vem a mim e mostra-te por completo. Se és minha amada então que corra até meus braços e neles permaneça ainda que por um breve instante, pois tenho certeza que em minha memória esse instante terá a duração de uma vida. - sim, o Armindo quando bebia virava um poeta tão distante daquele simples vendedor de carros usados que ele era durante o ano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A luz aproximou-se, cada vez mais depressa e cresceu. Virou um farol, depois dois, e depois cinco caras montados em uma camionete, e mais duas meninas loiras, mas nenhuma delas lembrava sequer nas madeixas capilares a deslumbrante loira que Armindo possuíra a poucos metros dali há tantos anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passaram por Armindo e riram dele. Riram da desgraça do pobre infeliz, ali do alto da luxúria em que estavam. Quase todos nus, no topo daquela Hilux, achincalharam o miserável Armindo que nada mais queria do que ter de novo Cibele em seus braços. Atiraram cerveja nele, que tal qual um cachorro assustado fugiu para o mar, pronto para dar aquele que seria o último mergulho de sua vida.  Correu como um louco corre ao encontro do fim. Como corre aquele que não mais espera da vida o que ela de fato poderia lhe dar. Correu rumando encontrar um desafogo para dor que lhe assolava o peito. E foi.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Armindo! Não esperei que te veria após tantos anos – gritou uma voz errante, que vinha das profundezas do mar Curumim. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Cibele, és tu, princesa de minha existência? Dona deste pobre e desgraçado coração? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Sim, sou eu Armindo, ó poeta do mercado automotor. Ó amante da doce luxúria. Ó tesão de homem com o qual sonhei por todo o sempre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Por onde andaste, minha querida, que por toda essa Curumim tenho te procurado desde quando a possuí bem aqui, na beira desta praia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Meu querido desgraçado. Comeste-me em Arroio Teixeira, e foi lá que o procurei durante todos esses anos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foi ali na areia de Curumim que Armindo possuiu Cibele pela segunda vez. Ou teria sido em Arroio Teixeira? Ah, sei lá. as duas praias são a mesma coisa, e a champanha sempre me exerceu um efeito assustador.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7210300148373459023?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7210300148373459023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7210300148373459023' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7210300148373459023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7210300148373459023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/12/nas-areias-curumins.html' title='Nas areias Curumins'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2177070818199641279</id><published>2011-12-02T04:43:00.000-08:00</published><updated>2011-12-09T15:37:44.544-08:00</updated><title type='text'>Que vença o melhor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Leio agora, e já estou no segundo livro da série, a saga de Júlio&lt;br /&gt;César. Esse mesmo que tu está pensando, o Júlio César, de Roma,&lt;br /&gt;o Imperador. O livro, cujo nome, que por sinal faz sentido, é “O&lt;br /&gt;Imperador”, e relata a vida de Júlio César e seu “grande&lt;br /&gt;amigo”, Brutus, desde que ambos ainda eram pequenos seres que já&lt;br /&gt;almejam um futuro brilhante nas famosas legiões romanas. O livro é&lt;br /&gt;vivaz. E mais que vivaz, é eloquente, é um livro deveras&lt;br /&gt;encantador, recomendado por um dos grandes mestres atuais da&lt;br /&gt;literatura histórica, Bernard Cornwell, e escrito por outro grande&lt;br /&gt;talento, chamado Conn Igulden.&lt;br /&gt;Quando peguei o livro na mão – o primeiro da série, com o&lt;br /&gt;subtítulo “Os Portões de Roma” - esperava um livro com batalhas&lt;br /&gt;sangrentas, sendo desenhadas por estratégias estarrecedoras,&lt;br /&gt;precedentes à essas mesmas batalhas. Enganei-me. Conheci um livro&lt;br /&gt;muito mais mágico do que isso, um livro que não é apenas um relato&lt;br /&gt;de guerra, é sim, um relato de vida. A vida de um homem vitorioso. É&lt;br /&gt;bem verdade que ainda estou no segundo livro da série que vai até o&lt;br /&gt;quinto livro, ou seja, me faltam mais de três livros ainda, mas&lt;br /&gt;todos sabemos que Júlio César foi um vencedor.&lt;br /&gt;Dentro do livro, como de costume, não é apenas a história&lt;br /&gt;principal que me chama atenção, e sim, algumas abstrações dela.&lt;br /&gt;Alguns pormenores, que a olhos desacostumados poderiam passar por&lt;br /&gt;despercebidos. Esse pormenor, chama-se política, ou ainda, chama-se&lt;br /&gt;corrupção política. Sim!, senhoras e senhores, a corrupção&lt;br /&gt;política já estava incrustada no âmago dos seres humanos viventes&lt;br /&gt;naquela ocasião. Seres humanos esses, claro, poderosos, os&lt;br /&gt;senadores, como eram chamados naquela época, e seguem sendo chamados&lt;br /&gt;até hoje. Eram esses que acumulavam o poder em suas mãos, e em&lt;br /&gt;alguns momentos eram coordenados, por aqueles que tinham um círculo&lt;br /&gt;de “amigos” maior do que o outro. Era simples, aquele que&lt;br /&gt;tivesse mais senadores ao seu lado, e comandasse uma legião mais&lt;br /&gt;numerosa e mais poderosa, concentraria boa parte do poder da nação.&lt;br /&gt;Foi assim com Mário, e foi assim com Sila, dois grandes generais&lt;br /&gt;que comandaram Roma por algum tempo, e o livro fala de ambos. Mário&lt;br /&gt;com carinho, Sila com um desprezo respeitoso.&lt;br /&gt;Lendo esse livro, pego-me pensando como aquela italianada, sentada&lt;br /&gt;com suas túnicas alvas, rodeada por paredes de metros e metros de&lt;br /&gt;comprimento, com os tetos sustentados por grande pilares&lt;br /&gt;arredondados, em uma sala redonda, em formato de funil, decidia o&lt;br /&gt;futuro de todas as coisas de Roma. O futuro da nação mais poderosa&lt;br /&gt;daqueles tempos. E ali, naquele Senado, havia corruptos.&lt;br /&gt;A troca de favores, por exemplo, estava ali, impregnada nas entranhas&lt;br /&gt;do Senado. Lá pelas tantas o livro conta, como três senadores&lt;br /&gt;diferentes puseram um dos personagens no poder, graças a favores&lt;br /&gt;devidos a uma terceira pessoa. Além disso, quanto mais dinheiro se&lt;br /&gt;tinha naquela época, mais poder se tinha também, ou seja, senadores&lt;br /&gt;milionários, detinham boa parte do poder. Sendo assim, quanto mais&lt;br /&gt;dinheiro se tinha, mais fácil era de conseguir os seus objetivos. O&lt;br /&gt;poder era concentrado nas mãos de quem tinha dinheiro, tal qual&lt;br /&gt;acontece hoje em dia. O poder não está com quem luta melhor, ou com&lt;br /&gt;quem tem as melhores ideias, o poder está com quem tem dinheiro para&lt;br /&gt;comprá-lo, e por sucessão, comprar outras pessoas. Pagar a elas&lt;br /&gt;para que comunguem com suas ideias. A fortuna é a maior fonte de&lt;br /&gt;poder desde a Roma antiga, até a Brasília atual.&lt;br /&gt;É por isso, exatamente por isso, que eu defendo um Campeonato&lt;br /&gt;Brasileiro com mata-mata, pois nessa fórmula de pontos corridos, os&lt;br /&gt;privilegiados são os times que tem maior poder econômico, e que&lt;br /&gt;mantém um plantel suficientemente grande para suprir as lesões de&lt;br /&gt;seus principais atletas, ou daqueles que tem dinheiro para ter em seu&lt;br /&gt;elenco grandes fenômenos do futebol mundial.&lt;br /&gt;Esqueceu-se do romantismo. Esqueceu-se daquele jogo onde vencia o&lt;br /&gt;melhor, onde um pequeno time, como Figueirense, Atlético Paranaense,&lt;br /&gt;ou ainda grandes times sem tanto investimento assim, como Grêmio e&lt;br /&gt;Internacional, pudiam vencer. Não vence mais aquele tem mais força,&lt;br /&gt;ou mais talento.&lt;br /&gt;Faço votos para que um novo Júlio César, dessa vez à frente da&lt;br /&gt;CBF, ou do Clube dos 13, apareça e mostre que a vitória vai muito&lt;br /&gt;além do dinheiro, ela deve passar pelo talento, pela inteligência,&lt;br /&gt;e claro, desmentir a ideia de que o dinheiro pode comprar tudo,&lt;br /&gt;inclusive um título do Campeonato Brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2177070818199641279?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2177070818199641279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2177070818199641279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2177070818199641279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2177070818199641279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/12/que-venca-o-melhor.html' title='Que vença o melhor'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-3366268005571211055</id><published>2011-09-09T12:12:00.001-07:00</published><updated>2011-09-12T08:50:50.704-07:00</updated><title type='text'>Alô! Tem alguém ai?</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western" align="justify"&gt;Há déficit de atenção no mundo todo e em todo mundo.  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western" align="justify"&gt;Meu blog já foi, noutros tempos, habitado por alguns leitores que não me&lt;br /&gt;deixavam na mão em todos os textos que aqui eram postados, e&lt;br /&gt;comentavam, debatiam, xingavam ou sorriam...nada mais é. Foi&lt;br /&gt;esquecido e está obsoleto nessa variável tão sacripantas e&lt;br /&gt;safardana chamada tempo. Texto são ideias compartilhadas, e se não&lt;br /&gt;são lidos, de nada adiantam.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" class="western" align="justify"&gt;Visto por esse lado, lanço aqui um desafio. Enquanto não houver ao menos&lt;br /&gt;cinco comentários aqui, não voltarei  a escrever. Assim será ao&lt;br /&gt;longo de dois meses inteiros. Sem comentários, sem textos, e&lt;br /&gt;entenderei desta forma, das duas, uma coisa: ou de fato o que tenho a&lt;br /&gt;dizer não interessa a mais ninguém além de mim, e aí nem vale a&lt;br /&gt;pena colocar para fora em forma de texto, ou ainda há pessoas nesse&lt;br /&gt;mundo online que dão atenção ao que eu falo, e isso me fará uma&lt;br /&gt;pessoa extremamente feliz, por que em um mundo com déficit de&lt;br /&gt;atenção, conseguir fazer alguém prestar atenção no que tu diz, é&lt;br /&gt;algo louvável, companheiro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-3366268005571211055?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/3366268005571211055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=3366268005571211055' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3366268005571211055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3366268005571211055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/09/alo-tem-alguem-ai.html' title='Alô! Tem alguém ai?'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-4845662760392046408</id><published>2011-08-23T06:17:00.000-07:00</published><updated>2011-08-23T19:57:01.075-07:00</updated><title type='text'>Tele-entrega</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Sempre há uma mulher. Inegavelmente, sempre há uma mulher. Qualquer história contada, e que, por ventura, se preze, deve no mínimo conter seis pares: um  de peitos, um de coxas e outro de nádegas. Na grande maioria das vezes, a mulher envolvida na história é exuberante, e nessa história não será diferente, há uma mulher. Digo mais, há uma bela mulher, e que como toda bela mulher, será responsável pela derrota de um ou outro portador de bagos. É assim, mulheres podem nos levar ao sucesso e ao fracasso em um simples rebolar. (autor desconhecido)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;- Capítulo primeiro -&lt;br /&gt;Os primeiros passos de um negócio arriscado&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Um puteiro! Essa é a ideia. Há tantas e tantas belas mulheres dispostas a ganhar quinhentinhos em tão pouco tempo. Uma hora, uma dança, uma transa. Não mais do que isso. Quinhentos pra ela, dez por centro pra nós. O que acham? - começou o Preto, logo após molhar suavemente os lábios no copo com dois dedos de uísque e uma só pedra de gelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Arriscado – sibilou o Freitas logo de cara – me parece muito arriscado. O que falarão de nós? Que somos putanheiros, e que temos nosso sustento no sexo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- É provável que digam, muito embora, todos os homens e um punhado de mulheres sejam sempre guiados pelo sexo, seremos taxados dessa forma – avaliou sobriamente, como sempre, o Dimitri.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ali, na mesa descascada de lata vermelha, com o emblema da Brahma, do bar onde sempre se reuniram, na pequena cidade de Azul Anis, os três amigos, verdes no ramo empresarial, davam as primeiras cartadas almejando encontrar o sucesso profissional e financeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E se fossem acompanhantes? - sugeriu o Preto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acompanhante, não dá. A cidade é muito pequena- remendou Freitas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E se fizermos só “tele-entrega” de profissionais do sexo? - finalizou  mais uma vez sabiamente o Dimitri.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que Dimitri proferiu a última frase, analisou os olhos estalados dos amigos, e entendeu que havia dado a ideia final. A ideia que seria seguida a risca por seus companheiros do novo empreendimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E foi o que aconteceu. Os três terminaram os últimos goles, cada qual em seu próprio copo de uísque, e definiram. A manhã do dia seguinte seria quando rumariam ao banco para pedir um empréstimo, em seguida, iriam à capital, prometendo mundos e fundos, para uma ou outra moça que encontrassem em uma casa de sacanagem de alguma certa qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O banco foi sensível. Mais especificamente, o Cleiton do banco, que todos diziam ter a mulher mais feia e mais rica de toda a Azul Anis, foi sensível com a causa dos nobres garotos, e lhes concedeu um gordo empréstimo, ao saber do destino daquele dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não me gasta a guria de começo, que eu quero ser o desvirginador dela aqui em Azul Anis – declarou com seus óculos meia lua, pendurados na ponta do nariz, e olhando por cima deles a cada um dos três rapazes, enquanto os jovens assinavam toda a papelada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sempre que quiser, terás uma bela noite, Sr. Cleiton, e a primeira por nossa conta – respondeu-lhe o Freitas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela tarde o dinheiro já estava na conta,  e dentro do corsinha do Preto, os três rumavam para a capital do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi lá que conheceram Laurinha, e o desastre começou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continua...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-4845662760392046408?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/4845662760392046408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=4845662760392046408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4845662760392046408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4845662760392046408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/08/tele-entrega.html' title='Tele-entrega'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-5778184636940279353</id><published>2011-08-09T05:43:00.000-07:00</published><updated>2011-08-09T06:04:00.446-07:00</updated><title type='text'>A estratégia de um bom vinho</title><content type='html'>Há duas coisas que me interessam muito nos últimos tempos. Não que uma tenha a ver com a outra, mas fato é que ambas me interessam. Uma é a Idade Média, que tenho prazer de ler, reler, estudar na medida do possível, e sempre que encontro um outro amante dessa época de trevas, me deleito em um papo sagaz e aprazível. &lt;br /&gt;Duas coisas, eu disse, me interessam, uma já se sabe, é a Idade Média, outra é o vinho. Não o vinho, e sim os vinhos, num plural melindroso. Como aprecio um bom vinho. Mas não apenas o desfrutar macio de uma boa taça de tinto seco, me satisfaz também todo o processo de escolha do vinho a ser ingerido. As prateleiras abarrotadas de vinhos de todas as estirpes, todos os preços, todas as nacionalidades, e todas as uvas.&lt;br /&gt;Chego no mercado e penso: “hum, hoje é Chile, Argentina, Portugal, ou fico em Bento?”. Me sinto bem. Sinto-me como se o mundo todo estivesse dentro de uma garrafa, que no mais breve contato com a minha mão, infla meu peito,e  mostra às pessoas que ali está um rapaz com seu vinho. “Aquele ali sim sabe escolher um vinho”, devem comentar enquanto eu passo agarrado prepotente à minha Casas Patronales, ou Gracia de Chile. &lt;br /&gt;Há de se saber escolher um vinho com determinação. Um olhar sorrateiro para a vítima, nesse caso a garrafa deve bastar para que a boca encha-se de saliva e o alvo seja escolhido. Não que uma boa conversa ou uma indicação não sirvam também para que se escolha o vinho, servem também. Mas o olhar peremptório de quem sabe qual vinho quer tomar, mostra que ali está um tomador de vinho e que como todos os outros tomadores de vinho, é um sujeito especial.&lt;br /&gt;Após a compra, uma estratégia precisa ser definida. Com o que aquele vinho harmoniza? Haverá uma noite romântica, com muito sexo, e desenfreados goles do tinto seco? Haverá um jogo de futebol, um bom queijo e um amendoim? Haverá um churrasco na casa dos amigos, onde o Cabernet Sauvingon não poderá faltar? Tudo isso precisa ser posto no papel. A estratégia do guerreiro.&lt;br /&gt;Estratégia do guerreiro, e quem sabe aqui haja a deixa para que a Idade Média entre nessa história e não fique abandonada no primeiro  parágrafo, dando a entender que me esqueci dela. A estratégia para usufruto do vinho, assemelha-se a uma batalha medieval, que por sua vez em tudo tem a ver com um jogo de xadrez. Ataque pelos flancos, paredes de escudos, estudo do adversário, combate corpo a corpo. &lt;br /&gt;Uma batalha da Idade Média não é simplesmente uma batalha da Idade Média, como hoje podemos pensar. Inimigos, naquele tempo, podiam passar horas e horas estudando-se, paquerando o flanco do inimigo, e namorando a fraqueza adversário. Alternativa de ataque surpresa, lanceiros, cavaleiros, arqueiros. Que universo mágico.&lt;br /&gt;As linhas precedentes deveriam me levar até um lugar onde eu pudesse, por ventura comparar ambas as situações com algo real. Algo pelo qual passamos agora, e quem sabe esse preâmbulo possa ter esse efeito.&lt;br /&gt;Bem como uma estratégia de guerra, o Natal Luz de Gramado está sendo tramado, e que fique claro que essa trama se dá no melhor sentido da palavra. Alternativas plausíveis foram estudadas de forma insistente, para que não se perca o que de mais encantador a cidade de Gramado já criou. &lt;br /&gt;Para isso, ou seja, para que o Natal Luz tenha seu orgulho e sucesso restaurado, há de se fazer o mesmo processo que compõe um vinho gran reserva, tira-se toda e qualquer uva podre, e faz-se o vinho apenas com o que está saudável e homogêneo.&lt;br /&gt;Todos com a mesma vontade, os fogos vão estourar, a cidade iluminar-se-á, e um povo inteiro, de 33 mil habitantes, saberá que é na sua terra que acontece o maior espetáculo natalino do País.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-5778184636940279353?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/5778184636940279353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=5778184636940279353' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5778184636940279353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5778184636940279353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/08/estrategia-de-um-bom-vinho.html' title='A estratégia de um bom vinho'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-3651802161463452749</id><published>2011-07-28T12:53:00.000-07:00</published><updated>2011-07-28T12:55:18.393-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>-Quem és tu, o miserável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sou aquele que te consome as entranhas. Aquele que faz de ti o que quer. Sou o que te transforma, o que te satisfaz, que te alegra, que te entristece. Sou  o que te gasta e te poupa, te convoca, te provoca. Sou o teu maior anseio. Teu e  de todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quem tu é? Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não, idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-A Angelina Jolie?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não seria má ideia, mas não sou. As vezes tu me deseja mais do que a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Dinheiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quer emprestado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não, to perguntando se tu é o dinheiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ah! Não sou especificamente o dinheiro, mas sim movido por ele. A ambição me mantém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sei quem tu é. Dá uma pista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Outra? Mas tu é burro hein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Zagueiros, dinheiro, laterais, dinheiro, volantes, dinheiro, meias, dinheiro, atacantes, dinheiro. Entendeste agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Te some daqui, o sem vergonha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tá bom, eu vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minutos depois:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Viu o tipo do babaca, querendo ofender o futebol. Onde já se viu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-3651802161463452749?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/3651802161463452749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=3651802161463452749' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3651802161463452749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3651802161463452749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/07/quem-es-tu-o-miseravel-sou-aquele-que.html' title=''/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-941405853980006670</id><published>2011-07-25T06:26:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T06:48:06.179-07:00</updated><title type='text'>É só isso</title><content type='html'>Quando a vi, senti minha alma congelada. Senti que subitamente esfriou e subitamente esfriei também. &lt;br /&gt;-O amor, -  me disse ela - segundo os poetas, traz frio ao peito e gela o coração.  Deves estar me amando.&lt;br /&gt;Eu respondi:&lt;br /&gt;- É inverno e estamos em Gramado. Aqui quando o sol vai embora fica muito frio mesmo. Não te acha guria.&lt;br /&gt;Ponto final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-941405853980006670?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/941405853980006670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=941405853980006670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/941405853980006670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/941405853980006670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/07/e-so-isso.html' title='É só isso'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2710204793877336767</id><published>2011-07-22T10:47:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T13:41:11.022-07:00</updated><title type='text'>O mundo dá voltas, Aninha</title><content type='html'>Dentre todas as guriazinhas  do colégio, era ela quem andava saltitando tal qual uma gazela nova,   serelepe, pelos pastos verdes de uma tarde primaveril.  Era ela que me resfolegava e que, coisa que é difícil, me deixava sem ter nada a dizer. Ela me intimidava com  aqueles cabelos negros escorridos por sobre o ombro, ela me mostrava que mesmo aos 14 anos, um shortinho jeans azul exerce um poder arrebatador sobre a mente masculina. É claro que ela sabia disso.&lt;br /&gt;Todo passeio dela pelo saguão na hora do recreio era um feito que reservava as maiores honras e atraia olhares embasbacados do público masculino e dolorosos do público feminino. Como trompas prenunciando uma guerra na idade média, quando ela resolvia sair andarilhar pelo recreio, os guris diziam:&lt;br /&gt;- Lá vem a Aninha. Nossa! - e silêncio. Silêncio por que não era só de mim que ela tomava a fala, era de mim e de todos os guris. A turma toda calava e com os olhos vidrados e a respiração trancada, olhava ela passar, para só depois, esvaziar os pulmões, e então, alguns passos da Aninha para lá, declarar:&lt;br /&gt;- Mas é gostosa essa guria. &lt;br /&gt;Aninha nem sequer tinha o trabalho de olhar risonha para trás e agradecer o elogio com uma piscadela. Nos ignorava. Isso que éramos, ignorados pela Aninha, nada mais do que isso. &lt;br /&gt;Naquelas alturas, a Aninha era um mulherão, dessas que crescem mais cedo.&lt;br /&gt;- A Aninha engostosou antes – dizia o Toninho.&lt;br /&gt;Certa vez,teve uma aposta.&lt;br /&gt;- Eu duvido que tu vá trovar a Aninha – me disse o Shimia. &lt;br /&gt;- Vale quanto? - perguntei.&lt;br /&gt;- Um pão de queijo, uma 'espraite' e  cola na prova de matemática.&lt;br /&gt;Eu fui. &lt;br /&gt;Lá estava ela, sentada, sozinha -  que nem amigas ela tinha - lendo a Revista Capricho. As pernas morenas cruzadas, longas, firmes, tão firmes como são as pernas de uma guria de 14 anos que engostosou antes. Olhei-a de longe, engoli a saliva e fui, pé por pé, com o peito estufado e um olhar que dizia: “tu vai ser minha, Aninha”.  &lt;br /&gt;Meu tênis de amortecedor fazia: “puf” “puf”, um passo, outro. Quanto menor era a distância mais eu diminuía. Até que cheguei na frente dela, ali sentada no banquinho do lado da sala da direção.&lt;br /&gt;- E ai guriaam?! - falei mascando um chiclé para parecer mais malandrão.&lt;br /&gt;- Hm- ela bufou, levantou os olhos, viu que era eu e voltou a ler a Capricho.&lt;br /&gt;- Posso sentar?&lt;br /&gt;- Hã...não, né.&lt;br /&gt;Fui embora, arrasado, sem o pão de queijo, a 'espraite', sem a Aninha e desonrado. Naquele ano eu peguei recuperação em matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ontem, encontrei a Aninha no Nacional. Fingi que não a vi, ainda dói em mim lembrar daquele dia, sabe. Eu fingi que não a vi, mas ela me viu, e viu bem. Parou na fila do meu lado do caixa e abusando da minha visão periférica vi que ela me olhava. Olhava de cima a baixo. Eu demorei, mas cresci.&lt;br /&gt;- Ricardo?!&lt;br /&gt;- Ah, e ai Aninha.&lt;br /&gt;- Quanto tempo! Nossa, nunca mais te vi. Como tu tá diferente guri - diferente nesse caso, só pode querer dizer bonito, por que se antes eu era feio, sendo diferente só posso ser bonito. Mesmo que não seja isso, eu pensei que sim.&lt;br /&gt;- Arram, né.&lt;br /&gt;- Bah, que bom te ver. Vamos marcar alguma coisa, hein.&lt;br /&gt;- Arram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paguei meu tinto seco, e fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo dizer não a uma mulher, por isso, disse “arram” pra Aninha. Mas ela sabe que a dispensei. Sabe que o meu arram, quer dizer “nem pensar”. A Aninha levou um fora, ela aprendeu como é um se sentir humilhada, na fila do mercado Nacional.&lt;br /&gt;A Aninha está gorda, cortou os cabelos, e nem de longe entraria naquele shortinho jeans de antigamente. Eu vibrei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2710204793877336767?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2710204793877336767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2710204793877336767' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2710204793877336767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2710204793877336767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/07/o-mundo-da-voltas-aninha.html' title='O mundo dá voltas, Aninha'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-6015058225595794675</id><published>2011-07-20T05:13:00.000-07:00</published><updated>2011-07-20T07:10:54.256-07:00</updated><title type='text'>Falta de sentimentos</title><content type='html'>Por que me falta capacidade para escrever sentimentos?  Mesmo que haja uma infinidade de tempo, uma folha vazia, um bom teclado e uma xícara de café quente, não consigo escrever sentimentos.&lt;br /&gt;Logo eu, tão intenso em tudo, tão efusivo em minhas manifestações, tão eloquente em minhas declarações. Sou isso, ou penso que sou. Por que então, não consigo falar de sentimentos?&lt;br /&gt;Minhas letras, ao que parece, não se deixam levar pela raiva, nem pela angústia. Não se levam pelo bem, pelo mal – mesmo que esses não sejam sentimentos -, nem ao menos o ódio me faz escrever. O amor já me fez. Segue me fazendo, o que me falta, é talento. Um texto que fala sobre amor deve ser tão peremptório quanto o próprio amor, e talvez aí esteja minha maior frustração, tenho opiniões, mas falta-me o poderio do convencimento. Diz lá no topo do blog, a retórica do não convencimento. Não sei convencer alguém a ler meus textos. Não sei convencer alguém a vender mais barato, não sei convencer a comprar. Não sei fazer alguém me odiar – mesmo assim as vezes consigo –, também não sei fazer alguém me amar. Não sei fazer ninguém chorar, e só as vezes faço alguém sorrir.  Resumidamente eu não sei. Não sei o por que não sei e não sei se um dia saberei. &lt;br /&gt;Um poema! Quem dera eu escrevesse um poema, e que esse poema fosse tocante, daqueles que congelam a alma, e afloram o sentimentos. &lt;br /&gt;SENTIMENTOS! Sentimentosdemerdaquevãotomarnocu. Se eu escrevesse um poema, intitular-se-ia: “Não leia”. Aliás, não poria título algum, pois sabedores que todos são de que não sei falar de sentimentos, nem sequer leriam, quando vissem minha assinatura em um poema, e se, por ventura lessem,  logo pensariam: “lá vem mais merda”.&lt;br /&gt;Chego ao fim de mais um texto sem expressão, sem persuasão, sem característica, sem fundamento. Deparem-se e surpreendam-se com mais um texto sem sentimentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-6015058225595794675?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/6015058225595794675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=6015058225595794675' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6015058225595794675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6015058225595794675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/07/por-que-em-falta-capacidade-para.html' title='Falta de sentimentos'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-783089123726269475</id><published>2011-06-22T06:16:00.000-07:00</published><updated>2011-06-22T06:18:04.152-07:00</updated><title type='text'>Contra provas sempre haverá argumentação</title><content type='html'>- Então é assim? Vais continuar me ameaçando com essa história, Maria Emília?&lt;br /&gt;- Ah, pode apostar que vou, Jorge Henrique.&lt;br /&gt;- Quantas vezes vou ter que te dizer que eu não dormi com ela?&lt;br /&gt;- Quantas vezes for preciso pra me fazer acreditar.&lt;br /&gt;- Tu já me disse que não acredita e nem vai.&lt;br /&gt;- Então tu vai ter que falar pra sempre. Ou para de falar.&lt;br /&gt;- Assim não dá!&lt;br /&gt;- Ah não dou mesmo.&lt;br /&gt;- Ah, sem sexo eu não fico!&lt;br /&gt;- Tá vendo, vai procurar ela de novo.&lt;br /&gt;- Maria Emília, eu não dormi com ela.&lt;br /&gt;- Não dormiu ainda, mas do jeito que as coisas vão...&lt;br /&gt;- Ah, então partimos do princípio que eu não dormi com ela mesmo?&lt;br /&gt;- Partimos do princípio que a única coisa que vocês não fizeram foi dormir.&lt;br /&gt;- Não dormimos e nem nada.&lt;br /&gt;- Jorge Henrique, senta aí.&lt;br /&gt;- O que é isso?&lt;br /&gt;- É o teu vídeo com ela, eu mandei alguém gravar.&lt;br /&gt;- V...v...vídeo? Isso tá errado.&lt;br /&gt;- Ah tá errado mesmo.&lt;br /&gt;- Não sou eu esse ai. Tá bem claro.&lt;br /&gt;- E a tatuagem na nádega, Jorge Henrique? Quantas pessoas escrevem só  mamãe pôs a mão, na bunda?&lt;br /&gt;- É montagem. É claro que é. Minha masculinidade é maior que a desse cara.&lt;br /&gt;- Ah não é mesmo! Até parece maior na TV.&lt;br /&gt;- Mesmo?&lt;br /&gt;- Mesmo.&lt;br /&gt;- Mas é pequeno ali.&lt;br /&gt;- É pequeno ali...mas não muda de assunto, é tu ali  com a sem vergonha da Carolina.&lt;br /&gt;- Ela me seduziu....me ameaçou, disse que se não saísse com ela o pai dela me demitiria da empresa. O que é isso, Maria Emília?&lt;br /&gt;- Um gravador. “Clic”-  E nessa fita, estão gravadas as tuas conversas com ela. Desde a parte que tu diz que ama ela, até o pedido de desculpa do dia seguinte por ter durado só 16 segundos.&lt;br /&gt;- 18!&lt;br /&gt;- 18 o que?&lt;br /&gt;- Segundos. Durou 18 segundos. &lt;br /&gt;- Pronto, admitiu.&lt;br /&gt;- Tu me obrigou.&lt;br /&gt;- Maria Emília! Eu não quero mais nada contigo, acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, o Jorge Henrique virou as coisas foi-se embora, mostrando como é o homem. Há provas, há argumentos, mas jamais haverá razão. Não enquanto houver tatuagens de rena!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-783089123726269475?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/783089123726269475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=783089123726269475' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/783089123726269475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/783089123726269475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/06/contra-provas-sempre-havera.html' title='Contra provas sempre haverá argumentação'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7206764670376732896</id><published>2011-06-09T06:24:00.001-07:00</published><updated>2011-06-09T06:32:31.679-07:00</updated><title type='text'>O maior pinto da rua</title><content type='html'>Tudo sempre acontecia no final da tarde, antes que a noite chegasse, visto que eram todos muito pequenos para perambular na rua mal iluminada apenas à luz do luar. Era em frente às casas, sim, pois só assim, os gritos das mães poderiam ser ouvidos quando fosse a hora de retornar para seus estimados e quentes lares.&lt;br /&gt;Fábio, Igor, Renato, Henrique. Aí estão, eram quatro. Dois para cada lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rua, pouco movimentada, servia de quadra, ao passo que dois chinelos havaianas, postados simetricamente a um passo do outro serviam de goleira de um lado, e a alguns metros além a outra goleira era formada.  Ali, limitados pelas linhas laterais (os meio-fios), os quatro atletas digladiavam-se freneticamente sempre em busca da vitória.&lt;br /&gt;Não que garotos de nove anos protagonizassem lances dignos de aplausos e gritos da torcida, mas eles se esforçavam ao máximo e dentro da mente de cada um, era notável que eram craques. Sem dúvidas o futuro do esporte mundial passava por aqueles pés. &lt;br /&gt;Tudo bem, não eram lá grandes atletas, mas foi em um dia qualquer, que um deles soube que era mais afortunado do que os outros três. Sim, um deles nascera predestinado, e só descobriu isso, quando a bola parou de rolar.&lt;br /&gt;Em uma brecha qualquer do jogo, houve uma pausa, um intervalo, onde todos os quatro atletas, mesmo os rivais, postaram-se lado a lado, em frente a cerca de uma casa, e ali esvaziaram suas bexigas. É bem verdade que guris de nove anos não são lá muito pudorosos, mas de qualquer forma ali mijavam, inocentemente.&lt;br /&gt;Acontece que em qualquer data da vida de um homem, após ele começar a entender a vida, existe o pensamento libidinoso. Ah, pode acreditar que isso está presente até nas mentes juvenis. Por vezes não expressamente, mas sempre acontece, é instinto,  saca?&lt;br /&gt;Em  meio ao momento do xixi, Fábio, Igor, Henrique e Renato conversavam, e não prestaram atenção no que estava acontecendo bem à sua frente.  A conversa rolava e todos se chamavam pelo nome, o que proporcionou o que viria a acontecer.&lt;br /&gt;No fim do ato,  a janela da casa da frente se abre, e em um ato reflexo, todos os quatro amigos guardam o pinto que lhe pertence. Mas, já  era tarde. Uma senhora, cuja idade não lhes foi revelada, já os havia visto com o pistolim na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  -Vi o pinto de vocês, e até sei qual é o maior! - disse e velha sem vergonha.&lt;br /&gt;Atônitos, os jovens não sabiam como reagir. E agora,  o que seria? Eis que um deles tomou coragem e perguntou:&lt;br /&gt;  - É mesmo? E qual é?&lt;br /&gt;  - Não posso dizer, por que assim, um de vocês vai ficar constrangido.&lt;br /&gt;Os quatro guris decepcionaram-se. Por que ficaria um deles constrangido, se o que mais queriam era saber qual era o mais ticudo?&lt;br /&gt;A velha continuava ali, dependurada no parapeito da janela, e enquanto isso, os jovens conversavam. De repente a velha comentou:&lt;br /&gt;  - Henrique, era tu que estava bem ao lado esquerdo né?&lt;br /&gt;  - Sim – disse Henrique, sem que os outros entendessem. Era uma indireta, a velha queria dizer nas entrelinhas, que era ele o dono do maior pinto. Um sorrisinho sacana surgiu nos lábios do Henrique, enquanto ele olhava para os outros três.&lt;br /&gt;Quando empinou o queixo, estufou o peito e disse que não queria mais jogar, os outros todos entenderam, era ele o dono do maior pinto do joguinho da rua.  &lt;br /&gt;Pela primeira vez na vida de Henrique, seu ego foi inflado por uma mulher. Mal sabia Henrique, que na verdade, os outros três é que de fato estavam sendo preparados para a vida. &lt;br /&gt;Uma mulher quase nunca infla teu ego, e saibam Fábio, Igor e Renato, essa foi só a primeira vez que uma delas te frustrou...só a primeira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7206764670376732896?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7206764670376732896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7206764670376732896' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7206764670376732896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7206764670376732896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/06/o-maior-pinto-da-rua.html' title='O maior pinto da rua'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-5214615882564202728</id><published>2011-05-02T12:50:00.000-07:00</published><updated>2011-05-02T13:14:29.901-07:00</updated><title type='text'>As indiretas para Alice</title><content type='html'>Um ponto de exclamação. Era evidente que a frase terminara com um ponto de exclamação. Pro Paulo Roberto, aquele ponto fazia toda a diferença. Do alto do metro e dez de pernas torneadas, da fina cintura, do busto farto e despejado daquela linda boca carnuda, aquele ponto de exclamação só poderia conter segundas intenções. &lt;br /&gt;   - Me dá uma carona, Paulinho?, ela perguntara. &lt;br /&gt;   - Claro, Alice. Vais pra onde?&lt;br /&gt;   - Como pra onde, vou para o Botafogo, claro!&lt;br /&gt;“Pro Botafogo, claro!”, ali estava ele, o ponto de exclamação, no final do Botafogo. Se fosse o bairro, pura e simplesmente, ela não teria exclamado, teria quando muito afirmado que queria uma carona, homens não negam pedidos para donas de pernas de um metro e dez. Mas o ponto de exclamação continha um algo mais.&lt;br /&gt;Todos sabem, há o Motel Botafogo, é consagrado é um bonito motel. Alice só poderia estar finalmente cedendo às tentativas até então frustradas do Paulo Roberto. Era a explicação mais plausível.&lt;br /&gt;O destino era incerto, bairro ou motel, mas de qualquer forma o motel Botafogo fica no bairro Botafogo e para lá que Paulo Roberto rumaria, levando em seu carro aquela exuberante loira dourada, das pernas torneadas e da cintura fina e...enfim, aquela loira pra lá de adjetivada.&lt;br /&gt;O percurso não era lá dos maiores, e Paulo tinha pouco tempo para sanar as dúvidas que aquele ponto continha. Era tudo ou nada, partiria para cima da Alice ainda hoje.&lt;br /&gt;Ainda no escritório, quando deu 18h, Paulo procurou Alice, pois ambos teriam que rumar estacionamento, que era no subsolo do prédio, e carinhosamente chamado pelos funcionários como “buraco”. Paulo proferiu, tateando Alice, claro:&lt;br /&gt;   - E ai, te pego no buraco? &lt;br /&gt;   - Sim, Paulinho, acho que vamos juntos, né!?&lt;br /&gt;   - Isso, vamos juntos.&lt;br /&gt;Pronto, o primeiro tiro acertou o alvo, mas a dúvida ainda era frenética no âmago de Paulo. Precisaria de mais do que aquilo para não errar o pulo ao encaminhar-se ao Motel Botafogo.&lt;br /&gt;Foram até o “buraco” de elevador, então Paulo teve outra ideia. &lt;br /&gt;   - Não gosto de descer no elevador. Prefiro subir. Tudo gosta quando sobe, Alice?&lt;br /&gt;   - Ain, Paulinho, pra mim tanto faz. Gosto de qualquer jeito.&lt;br /&gt;E agora! Essa frase deixava tudo no ar. Seria um joguinho de palavras da Alice, ou ela nem ao menos teria entendido a indireta? Mais perguntas deveriam ser feitas.&lt;br /&gt;Chegaram ao “buraco” e foram adentrando no carro de Paulo, um Xsara Picasso. O carro jogava no mesmo time de Paulo. Picasso.&lt;br /&gt;   - Gostou do meu carro novo, Alice? Comprei zero quilômetro.&lt;br /&gt;   - Muito bonito, Paulo. É grande, gosto de carro grande.&lt;br /&gt;   - É, realmente o Picasso é grande.&lt;br /&gt;   - Sim, eu percebi. Queria ter um assim pra mim.&lt;br /&gt;  Bola dentro. Ela estava dando indícios de que o caminho era o Motel.&lt;br /&gt;Agora era tudo ou nada, três chutes, dois gols e uma bola na trave, o Paulo Roberto precisava ter certeza do interesse de Alice em desfrutar de seu corpo, mas a última atirada de Paulo Roberto desmoronou tudo. &lt;br /&gt;   - Onde mesmo temos que ir no Botafogo?&lt;br /&gt;   - Ué, eu moro lá, Paulinho. Quero ir para a minha casa.&lt;br /&gt;Acabou tudo. Paulo fora vencido pela loira das altas pernas, do corpo dourado, da cintura fina, do busto farto, dos adjetivos, enfim...fora derrotado por Alice. Ela morava com os pais e se queria ir para casa, isso significava o fim.&lt;br /&gt; Ele pensara em largar da mulher, deixar os filhos, só para viver um romance no qual tivesse como par a Alice. Tudo fora abaixo. Seus sonhos de viver essa aventura foram jogados ao vento com essa simples frase.&lt;br /&gt;Concentrou-se na pista e apenas ouviu as instruções de Alice sobre como chegar na sua casa.&lt;br /&gt;Enfim chegaram, e um desolado Paulo Roberto apenas olhou para Alice e balançou positivamente a cabeça como quem diz “está entregue”.&lt;br /&gt;Ela fitou-o do banco do carona. Olhou-o como olha uma cadelinha no cio para o cão que a corteja. Paulo não deu bola. &lt;br /&gt;Antes de sair do carro, ela disse: &lt;br /&gt;   - Obrigado, Paulinho. Agora que já sabe onde é minha casa, pode vir mais vezes. Beijinhos.&lt;br /&gt;Ao fim do encontro, o pensamento de cada um:&lt;br /&gt;Paulo:&lt;br /&gt; “Como assim visitar mais vezes?”, “ela quer que eu volte?”, “mas e os pais dela?”. “Ai céus, que mulher complicada”.&lt;br /&gt;Pensamento da Alice: &lt;br /&gt;“Ai, odeio homem que não se dá conta!”. “Será que eu deveria ter dito que não moro mais com os meus pais?”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-5214615882564202728?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/5214615882564202728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=5214615882564202728' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5214615882564202728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5214615882564202728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/05/as-indiretas-para-alice.html' title='As indiretas para Alice'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-1666721316915782517</id><published>2011-04-29T06:26:00.001-07:00</published><updated>2011-04-29T06:26:43.790-07:00</updated><title type='text'>Algo errado com Lígia</title><content type='html'>Lígia sentia, alguma coisa estava errada em seu corpo. Sentia-se enjoada, pesada, até a depressão parecia atingi-la naquela manhã. Já sabia o que estava acontecendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha preguiça, a Lígia, de sair da cama, mas era necessário fazer a constatação final. Errara e agora, tinha certeza, era tarde demais para reparar o fato sucedido. Encontrou forças extraídas dos escaninhos de sua alma e debruçou-se na cama. Sentou-se logo em seguida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alguns metros dali, jazia um espelho e era até ele que Lígia almejava chegar. Concentrou os esforços, o enjoo só poderia ter um significado, não costumava ter aquele tipo de acesso. Pé por pé arrastou-se até a frente do espelho e mesmo antes de chegar lá, teve como intuito levar a mão a barriga, ali fez a constatação final, nem precisaria do espelho. Era o seu corpo, sua vida, seu enjoo, e o pequeno calombo que formava-se em sua barriga deixava claro o sinal do havia acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente ao espelho parou, analisou-se, tal qual as mulheres sensíveis sempre fazem. Achou-se feia, tal qual as mulheres  fazem. Achou-se gorda, tal qual as mulheres sempre fazem. A constatação estava feita. Assim que levantou um pouco a blusa do pijama e viu que de fato, aquele calombo resumia-se a sua barriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou à cama, alguma coisa precisava ser feita. Sentou-se mais uma vez. Procurou o celular que deveria estar em algum lugar em meio às cobertas. Revirou a cama e o achou embaixo do travesseiro. Segurou o aparelho na mão e antes de abri-lo. Pensou no que faria, para quem ligaria. Um médico!, claro, um médico era o ideal. Precisava de uma consulta com um especialista, mas antes era necessário ligar para o seu namorado, afinal a culpa era dele. Ele fora o responsável por aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligou para ele, o namorado, o grande culpado. Ele que insistira em fazer aquilo que ela não queria e sempre havia dito a ele. O telefone chamou uma, duas, três vezes e ele atendeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi Lígia. Como tu está meu amor?&lt;br /&gt;- Olha aqui, Carlos Alberto, e nunca mais, ouviu bem, nunca mais volto a comer esses malditos bolinhos de batata que a tua mãe faz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-1666721316915782517?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/1666721316915782517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=1666721316915782517' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1666721316915782517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1666721316915782517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/04/algo-errado-com-ligia.html' title='Algo errado com Lígia'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7694199827928361024</id><published>2011-04-13T13:36:00.000-07:00</published><updated>2011-04-15T07:14:50.005-07:00</updated><title type='text'>Pobre Isaias</title><content type='html'>Sentado ali, na mesma cadeira, apoiado na mesma mesa, digitando no mesmo teclado de sempre, usando os mesmos óculos e o mesmo suéter de caximir vermelho que sempre usou, ele via a vida passar. Via a vida passar por detrás das grossas lentes dos óculos que o protegiam do astigmatismo em grau baixo, miscigenado à miopia  elevada. Atrás do mesmo guichê, digitava todos os dias, exaustivamente os números de códigos de barras das contas que as milhares de pessoas que iam ao banco onde trabalhava insistiam em pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que um dia uma frase mudou toda a vida de Isaias. Frase essa proferida pelas cordas vocais de quem ele menos esperava, daquele que fora seu carrasco de uma vida, seu gerente geral, o Vladimir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Isaias, tu não é mais caixa. Amanhã ruma pra mesinha do lado, vai pro atendimento de pessoa física. Será responsável pelos empréstimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em-prés-ti-mos – Isaias digeriu vagarosamente o que aquela palavra significava para ele. Morfologicamente  a palavra empréstimo não é lá de grande valia, mas ali, dentro do banco, significava ter poder sobre as pessoas. Ninguém vai pedir empréstimo com face fechada e cara de bunda. As pessoas que querem um empréstimo sabem que precisarão do Isaias, pois do contrário não contarão com seu dinheirinho na conta.&lt;br /&gt;No dia seguinte, não mais ouviria as reclamações dos geriatras, ou as intimidações dos office boys. No dia seguinte, planaria como uma pluma carregada pelo vento rumo ao poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terno e gravata! Sim, essa sim é a vestimenta adequada para quem concede empréstimos. Empertigou-se todo o Isaias, tirou as bolinhas de naftalina dos bolsos de seu terno preto e o vestiu. Rumou ao banco, sentou-se na cadeira deixada pelo Vargas, que fora transferido para outra agência, tirou a caneta da lapela – caneta nova, é bom que se diga – apertou no botão de sua extremidade e fez saltar do outro lado a ponta da caneta. Arrumou a gravata e aguardou. Dali a minutos o banco abriria e todos veriam quem era o novo responsável pelos empréstimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim foi, e uma fila formou-se ante o Isaias que substituíra as espessas lentes dos óculos por duas de contato azuis – sempre quis olhos azuis – e agora, com um sorriso quase obsceno assinava displicentemente os contratos de empréstimo. “Fui com a tua cara, tá aqui teu crédito”, pensava. &lt;br /&gt;No mais das vezes aprovava os empréstimos, mas vez que outra lhe chegavam com um ar tão prepotente quanto o dele próprio e Isaias sem pestanejar dava-lhe um não. &lt;br /&gt;Essa vida era o que pedira a Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia ela chegou. Chegou como só ela poderia chegar, prepotente. Sem dar-lhe bom dia, sem olhar-lhe no olho, apenas com a sua minissaia curta, muito curta, sua miniblusa curta, muito curta, suas coxas firmes, muito firmes, seus seios fartos, muito fartos. Tudo muito, tudo bom, essa era ela. “Quero ver os olhos” - pensou Isaias,  mas a desgraçada nem sequer deu-se o trabalho de tirar os óculos de sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quero 20 mil, tio. Preciso comprar meu carroum – pediu e argumentou mascando um chiclete que de longe Isaias conseguia ver, era amarelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tio”, pensou Isaias. Tudo bem que ela tivesse os seus 20 anos e ele passara disso há no mínimo três décadas, mas “tio” era pejorativo demais. “Não vou dar”, pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou, mas na hora de responder não foi capaz. Tremeu, travou, engasgou, suou, e só conseguiu proferir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- T-t-ta bem, qual teu nome?&lt;br /&gt;- Isamiiiiim! - disse ela com um sorrisinho malicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabia que tinha conseguido. Sabia que o desarmara, como sempre. Jamais perdera para um homem em seus 20 anos de experiência e não seria dessa vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaias, no dia seguinte voltou ao caixa do banco por vontade própria. Era um derrotado, deixara uma moça de 20 anos sobressair-se à sua vontade. Sentia-se mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabe Isaias, que todos os homens do mundo se deixam perder para uma moça de 20 anos. Todos os homens, Isaias!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7694199827928361024?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7694199827928361024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7694199827928361024' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7694199827928361024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7694199827928361024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/04/pobre-isaias.html' title='Pobre Isaias'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7192516156733391571</id><published>2011-03-03T07:37:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T07:40:43.954-08:00</updated><title type='text'>Antítese do amor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antítese! Vá lá, procure no dicionário ou puxe lá no fundo de sua memória&lt;br /&gt;juvenil, desde lá dos tempos do colégio, o que significa. Farei melhor e&lt;br /&gt;direi que basicamente antítese é o contrário, o oposto de alguma coisa é&lt;br /&gt;a antítese. Agora que já sabe e que todos sabemos o que é, vou contar uma&lt;br /&gt;história de antítese. Uma antítese do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou às avessas, quando não se esperava que começasse e chego a&lt;br /&gt;admitir que quando nem se queria que algo começasse. Tão bem estavam os&lt;br /&gt;dois, sós, sem ninguém para cobra-los, para vigiá-los, ou para&lt;br /&gt;controlá-los. Mas valho-me aqui de uma frase que sem dúvidas há você de&lt;br /&gt;conhecer: o destino é inexorável.&lt;br /&gt;Por que a antítese? Por que além de começar quando não se queria que&lt;br /&gt;começasse, eles não eram do tipo carinhoso, ah não eram mesmo.&lt;br /&gt;Estapeavam-se, de brincadeira, claro. Declaravam-se ambos aversos um ao&lt;br /&gt;outro. Faziam o que os casais não fazem. Eram o contrário do amor.&lt;br /&gt;Entendeu agora o por que da antítese?&lt;br /&gt;Bem, era de se esperar que esse convívio lhes despertasse a raiva e lhes&lt;br /&gt;saturasse a paciência em poucos dias ou meses, mas do que falamos nesse&lt;br /&gt;texto mesmo? Antítese! Antítese do amor, e antítese do lógico. Há exatos&lt;br /&gt;onze meses, os dois se amaram.&lt;br /&gt;Calendário, procurando no calendário, ver-se-á que há exatos onze meses&lt;br /&gt;estávamos em uma sexta-feira Santa, dia 02 de abril, um dia, portanto,&lt;br /&gt;especial, presume-se. Sim, um dia especial, o dia em que ele, posso&lt;br /&gt;afirmar, conheceu pela primeira vez o amor. E o dia em que ela, sentiu-se&lt;br /&gt;verdadeiramente amada, também pela primeira vez.&lt;br /&gt;Desde então, aquele sentimento dispendioso do início, tornou-se o mais&lt;br /&gt;puro, verdadeiro e irrestrito amor. Aqui esqueço a antítese, esqueço a&lt;br /&gt;terceira pessoa e afirmo que no decorrer desse amor, eu encontrei-me e&lt;br /&gt;encontrei o significado de uma palavra que sempre me foi familiar, ainda&lt;br /&gt;que me parecesse incompleta: felicidade. &lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 203px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579878792456426658" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-3zn460bPvZo/TW-2MsIZ1KI/AAAAAAAAAE8/FBIDjgulxwU/s320/meu%2Bamor.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7192516156733391571?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7192516156733391571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7192516156733391571' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7192516156733391571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7192516156733391571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2011/03/antitese-do-amor.html' title='Antítese do amor'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-3zn460bPvZo/TW-2MsIZ1KI/AAAAAAAAAE8/FBIDjgulxwU/s72-c/meu%2Bamor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-1352607606893056187</id><published>2010-12-28T09:54:00.000-08:00</published><updated>2010-12-28T09:55:08.381-08:00</updated><title type='text'>Feliz bêbado novo!</title><content type='html'>Bêbado é feliz! Aliás, eu bêbado sou feliz. Quando beberico infindáveis goles de qualquer substância alcoólica torno-me mais animado do que antes. Não que eu não seja animado, eu até sou, mas quando bebo, fico mais. Bêbados são hipócritas também. Usando-me como exemplo, sou hipócrita quando bebo, abraço pessoas que não gosto, cumprimento outras que não gostam de mim, mas torno-me um cínico bêbado.&lt;br /&gt;É contagiante a efusividade de um ambiente onde só há bêbados. Gritos, brados, ponderações, filosofias e uma séria de chingamentos (que bêbado normalmente vira macho). Há pouco tempo entendi que não gosto muito de beber até ficar bêbado, gosto sim é  de desfrutar do suave douro de um chope, ou beber uma cerveja uruguaia com os amigos. Isso é bom.  Um vinho no inverno ao lado de uma boa companhia, arrebatando a noite com muita libidinagem. Isso sim é coisa boa, ficar bêbado não.&lt;br /&gt;Tão cínico quanto um bêbado, ou quanto eu bêbado, é o ano novo. Esse sim é um hipócrita de meia tigela. Faz juras ao que passou e promete ser melhor no que virá, mentira! É tão mentira quanto a integridade no senado. O ano velho, que chega ao fim, é um pobre bode expiatório, e o ano que está por vir é a válvula de escape da humanidade. &lt;br /&gt;Todo mundo quer o ano novo, todo mundo espera que seja diferente do ano que chega ao fim, esquecem-se de que ele é sempre igual. O ano que virá, escute bem, será igual a todos os outros que já passaram. Alegrias e tristezas,  dinheiro e pobreza, amores e desamores, tudo igual. Todo os anos são assim.&lt;br /&gt;É hipocrisia desejar um feliz ano novo, por que é possível que eu nem goste de ti, e como não estou bêbado, não faço questão te desejar tudo de bom.  Se eu te encontrar depois da comilança e das dúzias de champagne, venha falar comigo, pois aí eu te desejarei tudo de bom.&lt;br /&gt;O ano novo será igual, e é utopia achar que ele será melhor ou pior. Agora uma coisa é certa, quero que o ano  novo seja novo, e sendo assim, espero que seja diferente dos outros anos. Ah, quer saber, quero mais é que o rabo de todo mundo pegue fogo, ao inferno com utopias, hipocrisias,  e com o bom português. Feliz 2011 a todos, e isso me inclui. Que nos encontremos mais vezes no próximo ano, e que ele seja melhor do que o que já passou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-1352607606893056187?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/1352607606893056187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=1352607606893056187' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1352607606893056187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1352607606893056187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/12/feliz-bebado-novo.html' title='Feliz bêbado novo!'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2138254411960275362</id><published>2010-12-13T11:10:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T04:32:04.968-08:00</updated><title type='text'>O Roubo do Sofá (parte quatro)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Em maio de 2009 dei início a uma série de contos intituladas: “O Roubo do Sofá”, fiz três capítulos da história e a abandonei. Hoje resolvi dar continuidade à história cujo início se faz presente nesse humilde blog, através do link: http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/05/o-roubo-do-sofa-parte-1.html&lt;br /&gt;Se quiserem conferir, fico contente.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acontece, meu bom rapaz, que a Denise sempre foi uma invejosa. Não admitia que eu, por ser alemã, fosse melhor sambista do que ela, que é negra. Dizia que eu anabolizava-me e por isso tinha tanta resistência. Fato é que no carnaval de 1971, Arroio Teixeira fez uma festa de carnaval estrondosa, da qual eu fui a rainha. E Denise naquela ocasião tentou assassinar-me. Era uma ordinária bandida aquela neguinha- começou Tia Rosmarie.&lt;br /&gt;Quando a confissão de uma tentativa de assassinato foi feita, todos embasbacaram-se na sala. Denise havia tentado homicidar a Tia Rosmarie e isso não era algo bacana. Seria Denise a culpada pelo roubo do precioso sofá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosmarie não tomou conhecimento de nossas caras de pavor e seguiu: &lt;br /&gt;-Não que eu tenha me abalado quando aquela safada botou limão na minha capirinha, mesmo sabendo o quão alérgica eu era à fruta referida e ainda por cima alegou ter esquecido-se do fato. Aqui pra ela -  nesse momento Tia Rosmarie bateu com a palma da mão esquerda em um orifício que ela mesma havia feito com o dedo indicador e o dedão da mão direita, como quem diz “pissa pra ela”, ato esse que mostrou o quão Tia Rosmarie era safadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teixeira interviu: &lt;br /&gt;-Eu lembro disso, mas se não me falha a memória, ficou comprovado que a senhora havia simulado um mau súbito e que na verdade nem era caipirinha que tomava e sim uma bela de uma cerveja preta, Tia Rosmarie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Teixeira, seu velho cretino. Não fale coisas que não sabe. Acusaram-me de ter simulado, mas só eu mesma sei o que passei por causa daquela velha medíocre. E quer saber mais, vocês não estão me ajudando em nada. Apenas estão revirando um passado doloroso para mim. Ponham-se daqui para fora- gritou a velha empunhando uma empoeirada espingarda de tiros de sal que jazia escorada na parede até então.&lt;br /&gt;Saímos sem pestanejar, pois todos sabíamos que Tia Rosmarie não esbanjava sanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem o depoimento preciso da Tia Rosmarie, não teríamos como resolver o caso. Nos restava agora ir atrás do relato da Dona Denise, que poderia dar contundência às nossas suspeitas de que ela poderia estar por trás do sucedido.  Encaminhamo-nos ao bar e quando lá chegamos, avistamos Monalisa correndo velozmente praia a fora, sem que ao menos no olhasse. &lt;br /&gt;O bar estava fechado, mas quando chegamos mais perto, encontramos um bilhete amassado e embebido em água e areia molhada. Hermenes, que até então pouco havia aparecido na história, abaixou-se vagarosamente para junta-lo e quando o fez, desdobrou o papel com a mesma calma  que usava para galantear suas fêmeas. No papel havia os seguintes dizeres:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se querem pistas, vão ao casarão”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...escritas numa caligrafia sem vergonha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2138254411960275362?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2138254411960275362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2138254411960275362' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2138254411960275362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2138254411960275362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/12/o-roubo-do-sofa-parte-quatro.html' title='O Roubo do Sofá (parte quatro)'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-3203607985147535306</id><published>2010-11-26T08:15:00.000-08:00</published><updated>2010-11-26T08:16:17.224-08:00</updated><title type='text'>Caixinha preta de sentimentos</title><content type='html'>Lembro-me que na infância me intrigava o funcionamento dos mecanismos de uma televisão. Eu imaginava seres da velocidade da luz e do tamanho de bonequinhos de forte apache entrando naquela pequena caixa de plástico preta enquanto eu gozava de um belo sono, ou ocupava-me com outras alegrias da vida mirim.&lt;br /&gt;Mais de uma vez pensei em lançar um tijolo ou martelar a tela de vidro quebradiça da caixa preta que continha as miniaturas. “Como pode eu ter a Angélica dentro de uma caixinha em casa e não poder conversar com ela, ou tocá-la”, eu pensava. Pensamentos puros, é bom que se diga, pois eu ainda era uma criança. Fosse hoje talvez eu não falasse da Angélica.&lt;br /&gt;Não lembro quando descobri que a tevê não era uma caixa de brinquedos, mas devo ter me frustrado, pois descobertas assim, ferem nosso imaginário, é como quando dizem que o Papai Noel não existe. Algum gaiato sempre diz que o Papai Noel não existe e que a tevê é um aparelho eletrônico. Sempre tem alguém para estragar a brincadeira.&lt;br /&gt;Ou roubam a bola em pleno campinho de futebol, ou espiam no no esconde-esconde, há ainda uma série de outras coisas que definem aqueles que não sabem brincar. Há pessoas assim! Do tipo que não sabe brincar, e não feliz com isso, ainda resolve entristecer a brincadeira dos outros.&lt;br /&gt;O Natal Luz de Gramado é um exemplo. Começou nas sarjetas de uma cidadezinha meia boca, com meia dúzia de hortênsias e um padre. Começou sendo uma festinha tão meia boca quanto a cidade que o abrigava. Mas cresceu, bem como sua cidade.&lt;br /&gt;Cresceu em 25 anos como cresci eu a ponto de não acreditar mais nas miniaturas da tv. Cresce e desfaz-se de uma criança, tornando-se um homem e que belo homem se torna. Capaz de sustentar-se com suas próprias pernas. Capaz de escolher seu rumo sozinho, mas sempre consultando àqueles que o querem ajudar, é assim a vida de um homem grande.&lt;br /&gt;O acusam agora e balançam com a sua moral, mesmo os homens bonitos são acuados quando lhes desmoralizam e assim é. A mim, mesmo não sendo bonito, se ofendem, eu vou embora. Viro as costas e bato em retirada, não fico onde não gostam de mim. Talvez o Natal Luz não pense assim, e eu espero que não pense.&lt;br /&gt;O fato é que se o cérebro do Natal Luz não pensa assim, me parece que o coração dele, outrora e por muitos anos ainda, espero, chamado Peccin, pensa o contrário. O sentimento não esconde-se atrás de enfeites de Natal, e sim é exposto e gera reações.&lt;br /&gt;Dentro de um emaranhado de imposições ou opiniões há quem defenda a posição de um ou de outro e eu respeito todas, mas tenho a minha. O Natal Luz de Gramado é o que é graças a Luciano Peccin e sua família. Não há poréns ou pormenores. É assim.&lt;br /&gt;Não condeno qualquer um que seja que por ventura questione a formatação de um evento, porém, há informações pouco pertinentes correndo na rua. O evento é público sim, mas com verbas de incentivo privado. Com verbas de patrocínio. O incentivo público ao evento, se dá na mão de obra e na participação dos lucros.&lt;br /&gt;Assim como na realização de qualquer evento, há prestação de contas e não é cabível aceitar que digam o contrário. Durante o evento, em um dia qualquer abram o jornal e perceberão que ali, como em um passe de mágica estará uma planilha de duas páginas do jornal inteiras contendo os números do evento.&lt;br /&gt;Licitação tudo bem, há de ser feito e aí concordo de fato. Mas não acho cabível pessoas sem conhecimento de cause julgarem sentimentos e os exporem como se psiquiatras mais eficientes do que o próprio Freud fossem. Ninguém pode terceirizar sentimentos. Cada um sente o seu. Pessoas que apontam sentimentos assim, só podem achar que lá dentro da televisão ainda estão as miniaturas dos dias passados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-3203607985147535306?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/3203607985147535306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=3203607985147535306' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3203607985147535306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3203607985147535306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/11/caixinha-preta-de-sentimentos.html' title='Caixinha preta de sentimentos'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-1891051118578827257</id><published>2010-11-10T08:34:00.001-08:00</published><updated>2010-11-10T08:34:28.082-08:00</updated><title type='text'>Quem foi rei...</title><content type='html'>Artur foi, e tenho lido sobre isso, um grande homem. Alguns não saberão de que Artur eu falo aqui, pois não o reconhecem sem um prefixo comum na prescedência do nome do homem, Rei. O Rei Artur, que não foi rei, mas foi Artur.&lt;br /&gt;Não foi Rei e explico o por que. Ele na verdade, tomou as rédeas de um país, quando seu rei verdadeiro ainda era uma inocente criança aguardando a vinda da maturidade. Nesse período, Arutr comandou, mas não foi rei. Ao menos até onde me consta. O que acho bárbaro, e fascinante em sua história, porém, não é só o fato de ele não ter sido rei e assim ser taxado, mas sim o fato da forma como é contada a sua história.&lt;br /&gt;Lendas e histórias infantis falam de uma espada encravada em uma pedra e cujo destino a permitiria ser desestocada dali apenas por um homem nobre de peito e alma, ou seja, seu verdadeiro dono, que por um acaso vinha a ser o dito cujo Artur.&lt;br /&gt;Há alguns dias li o primeiro livro de uma trilogia que conta a história de Artur em detalhes, narrado em uma terceira pessoa, que segundo o livro seria um dos maiores cavaleiros de Artur e não, esse cavaleiro não é Lancelot e aí eu chego onde queria chegar. De acordo com o personagem narrador do Livro, escrito pelo grande Bernard Cornwell, Derfel, o nome dele, ele sim era um grande guerreiro, enquanto Lancelot era um covarde frutinha.&lt;br /&gt;Sim, de acordo com o livro, Lancelot era apenas um medíocre, filho de um rei sem reino, pois o pai de Lancelot, Ban, foi destronado em meio a uma guerra com os saxinônicos, e não lutava, apenas fingia. Isso mesmo, fingia que lutava. Os bardos cantavam suas sagas dignas de Homero, pois ele os pagava. Encomenadava histórias a serem contadas, criando assim uma fama de herói. Lancelot virou um machão galanteador, um protótipo de Don Juan da Idade Média, quando na verdade era um franguote meio que afeminado. É o que diz o livro.&lt;br /&gt;O que me instiga são esses “poréns” da história e não só da história do Artur, mas sim da história geral. Os pormenores de todas as histórias. Admiro-me com o fato de algumas histórias serem tidas como verdade absoluta quando todos sabemos que na verdade não são. É impossível se perpetuar uma história como ela realmente foi ao longo do tempo. Relatos podem conter verdades, mas podem ocultar outras. Por vezes, involuntariamente, por outras, da maneira mais proposital possível. Quer um exemplo?&lt;br /&gt;A estátua de Moisés feita pelo Michelangelo tem guampas. Sim, tem guampas e alguns dirão, “mas é um arigó esse Ricardo. Tá na Bíblia, é só olhar e ver que diz lá que ele tinha gumpas”, mas não, ele não tinha guampas. Qual o tipo de homem que tem guampas? Não refiro-me ao figurado. Mas enfim, Moisés não tinha guampas. Ai alguns pensarão que então quem escreveu tal citação, das gumpas de Moisés, devia ter tomado ácido ou qualquer outra droga para que dissesse que o pobre homem era chifrudo, mas eu explico o fato. Por uma ou duas palavras de diferênça, na hora em que a passagem foi traduzida do Latim, a conotação da mesma sofreu uma significativa mudança. “O rosto iluminado pelas luzes celestiais”, a frase dizia em sua língua original. “Carregava chífres na cabeça”, a tradução.&lt;br /&gt;Um segredo se esconde atrás de outro segredo e é por isso que eu não sou o maior cristão do mundo. Outrora já externei minha opinião de que acredito em uma força que rege o Universo, sim. Mas não que ela vem exclusivamente de um lugar só.&lt;br /&gt;Não se pode crer em uma meia verdade, ou numa história sem argumentos científicos que comprovem essa sua vercidade. &lt;br /&gt;Uma vez ouvi de uma amiga que é aí que entra a questão da fé. Quem crê, é por que quer e por que tem fé. E eu, apenas avalio que posso não ter fé em muitas coisas, mas no Renato Portalupppi eu tenho. Isso por que, Renato é um mito real. Daqueles que se vê surgir e não se vê perder a graça. &lt;br /&gt;Saiu de dentro do campo, porém, não sai do futebol, é daqueles que segue sendo um mágico das quatro linhas. Tirou o Grêmio de uma situação complicada e vislumbra logo ali a frente, uma vaguinha na Libertadores da América do ano que vem.&lt;br /&gt;Isso sim é ser rei, um rei como Artur, cujo adjetivo é totalmente figurado, porém, a magnitude do que esse homem significa, certamente entrará para a história, como outrora já entrou com as cenas de Tókio.&lt;br /&gt;Contudo, espero, porém, que Renato, assim como Artur, não seja um rei que apenas esteja esperando a chegada de outro para ceder seu lugar ao sol, ou ao trono. Renova Renato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-1891051118578827257?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/1891051118578827257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=1891051118578827257' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1891051118578827257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1891051118578827257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/11/quem-foi-rei.html' title='Quem foi rei...'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2621876827273581102</id><published>2010-10-22T18:36:00.000-07:00</published><updated>2010-10-22T18:37:42.096-07:00</updated><title type='text'>No elevador</title><content type='html'>A encontrei no elevador, como sempre encontrava:&lt;br /&gt;-Bom dia, dona Orlanda?!&lt;br /&gt;-Bom dia, meu jovem! Como tem passado?&lt;br /&gt;-Muito bem! E a senhora o que conta?&lt;br /&gt;-Pois então, ia mesmo ter com você, pois acho que meu chuveiro está estragado. Poderias ir concertar, ou tens outros afazeres?&lt;br /&gt;-Ih  dona Orlanda, o melhor seria a senhora chamar o seu Nelson, o sindico, pois eu não entendo nada de eletricidade, sou contador.&lt;br /&gt;-Não és o Nelson? &lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Onde ando com a cabeça, meu bom Deus?&lt;br /&gt;-Ah, dona Orlanda,  essas coisas acontecem, a memória vez que outra também me falha.&lt;br /&gt;-Sim, acho que esse não é um mal só da velhice, mas que é um mal, isso é inegável. Sabe que outro dia,valei-me meu São Jorge, eu pensei ter ouvido alguém tentando arrombar a minha casa. Quando aproximei-me do barulho que percebi que era o gato que eu tinha esquecido esquecido dentro trancado em meu quarto.&lt;br /&gt; - Não sabia que tinhas um gato.&lt;br /&gt;- É verdade!, eu não tenho!&lt;br /&gt;- Então de quem era o gato?&lt;br /&gt;- Que gato? &lt;br /&gt;- Esquece.&lt;br /&gt;- Falávamos de que? Sabe que tenho uma memória muito boa, mas devo ter comido alguma coisa que não fez bem aos meus neurônios. Devem ser o hormônios da carne de frango.&lt;br /&gt;- Pode ser, dona Orlanda.&lt;br /&gt;- Sabes que ontem sentei-me para ver o noticiário na TV Tupi e me surpreendi em saber que devemos em breve entrar num regime totalitarista e militar. Não sei se seria  bom o Getúlio ganhar essas eleições.&lt;br /&gt;-Dona Orlanda, estamos entre Serra e Dilma.&lt;br /&gt;- Serrar quem? Mas como eu ia falando o gato!,sim esse animal safado, deve ser da Odete, minha vizinha, ela sempre criou esse bicho solto.&lt;br /&gt;- Ah, pode ser.  Olha só, dona, Orlanda, cheguei no meu andar, passe bem.&lt;br /&gt;- Mas escuta!?&lt;br /&gt;- Diga.&lt;br /&gt;- E o meu chuveiro?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2621876827273581102?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2621876827273581102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2621876827273581102' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2621876827273581102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2621876827273581102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/10/no-elevador.html' title='No elevador'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-6489733307002482293</id><published>2010-09-02T12:26:00.000-07:00</published><updated>2010-09-03T07:15:12.967-07:00</updated><title type='text'>A cura misteriosa</title><content type='html'>Há tempos que o meu pai não conta mais a história do velho e o remédio; é boa aquela história, eu gosto de ouvi-la, aliás, meu pai tem boas histórias, mas a do velho e o remédio tem algo especial, me parece que o misticismo que a cerca é que é fantasioso e mexe com a minha imaginação.  Jura o meu pai que a história é real, mas ele sempre jura que as histórias são reais, de qualquer forma relatarei-a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai sofria de uma enfermidade qualquer, porém, que assolava-lhe as entranhas e o estava prejudicando deveras. Médicos não conseguiam definir com analises qual era o problema do meu progenitor. Exames e mais exames foram feitos e o meu pai nada descobria. A dor acertava-lhe o fígado, ou algum outro órgão qualquer. &lt;br /&gt;Meu pai é um homem de viagens, está sempre em algum outro estado ou país, trabalhando. Numa dessas viagens tudo aconteceu. &lt;br /&gt;Era na Argentina, ou no Uruguai, não tenho certeza, mas meu pai recolheu-se em seu leito do hotel, para descansar após o dia repleto de labuta. A dor tornava-se lancinante enquanto meu pai cerrava os olhos deitado em sua cama. Algo de ruim estava acontecendo.&lt;br /&gt;Eis que meu pai tentando fugir da dor, concentrou-se nos sons ambientes e ao longe entonavam-se os toctocs de um sapato nos corredores do hotel.  O toctoc foi se aproximando até avizinhar-se e chegar acompanhado de um outro “toc-toc”, dessa vez uma mão batendo na porta do quarto que meu pai estava.&lt;br /&gt;“Quem será a essa hora de noite?”, pensou meu pai aturdido. Mesmo assim, ergue-se da cama e rumou em direção à porta. Ao abri-la, deparou-se com um senhor barbudo, com um ar místico portanto uma maleta. Antes de meu pai pensar em perguntar-lhe quem ele era e o que queria o nobre mago lhe falou:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mi amigo, Ricardo (somos homônimos, meu pai e eu). Yo vaya a ayudarle. Trago conmigo una poccion que te curará. Beba esta noche y vay a estar bien&lt;/em&gt;. - disse ele entregando a maleta a meu pai, que embasbacado a recebeu e deixou o velho partir sem nada conseguir dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Pai, em princípio não tomou conhecimento do que o velho lhe dissera e tornou a deitar-se, ainda sentindo dor, porém, conseguiu adormecer e um sonho veio-lhe a mente.&lt;br /&gt;Meu bisavô, ou seja, o vô do meu pai e pai do meu vô, que já estava falecido há uns bons anos, dizia-lhe para aceitar o remédio que ele tinha mandando para meu pai. Que só assim ele esse curaria. O sonho tomou proporções surreais e meu pai acordou suando frio.&lt;br /&gt;Logo saltou da cama abriu a maleta, empunhou o frasco da poção e tascou um único gole, seco, acabando com seu conteúdo. Feito isso, voltou a dormir e a dor nunca mais o incomodou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história não tem muita relação com nada de humano, afinal de contas é uma história tomada pelo mágico, pelo inacreditável, mesmo que, segundo meu pai, ela seja completamente verídica. Mas é impressionante o quão a alma humana sofre influência do subconsciente. Meu pai ouviu seu vô em sonho e tomou a poção do velho mago, que o curou. Me parece coisa psicológica, mas não sei bem o por que.&lt;br /&gt;Eu por exemplo, sonhei na última noite com umas casa cujos números eu lembrava-me mesmo de manhã, após acordar. Eram quatro números, porém, duas dezenas e eu logo pensei: “vou jogar na Mega Sena”. &lt;br /&gt;Joguei, e perdi. Acertei apenas duas dezenas. Adivinha quais foram?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-6489733307002482293?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/6489733307002482293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=6489733307002482293' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6489733307002482293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6489733307002482293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/09/cura-misteriosa.html' title='A cura misteriosa'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-9167478033022601570</id><published>2010-08-30T11:33:00.001-07:00</published><updated>2010-08-30T11:33:56.838-07:00</updated><title type='text'>Is this love</title><content type='html'>Acho que nunca falei aqui como as músicas do Bob Marley me afetam. Não que afetem em suas letras, fortes e engajadas, não que afetem aquelas na qual ela narra seu amor por Martha Marley. Não é isso que me afeta nas músicas dele. Tenho afeto sim, pela liberdade musical do Bob, pela filosofia sonora que ele proporciona. É uma mistura de violência verbal com a paz espiritual,  uma verdadeira miscigenação do profano e do sagrado. Eu adoro Bob Marley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso em verdades as quais Bob escracha em suas músicas, como quando ele diz: “Until the color of a man's skin is of no more significance than the color of his eyes, me say war”. Que traduzindo para o bom português quer dizer que enquanto a cor da pele de um homem for mais importante que o brilho que ele tem no olho, haverá guerra. O que de mais puro pode haver do que isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, puro. Essa é o adjetivo que melhor define o rei do reggae. Sei que haverá contestação nisso e sei que um ou outro gaiato vai gritar: “é um maconheiro esse Bob Marley”. Ao que eu replico, dizendo que quem de o pune ou o julga por isso, nada conhece do RastaFari e deve manter-se calado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tranquilidade está expressa diretamente nos reggae music que ele nos trás. Eu posso passar horas e horas sozinho, ouvindo suas belas canções e viajando, sem a ajuda de qualquer tipo de erva. Penso nas músicas do Bob como ele mesmo fez questão de dizer: “O reggae foi feito para se sentir. Se você não o sente, não o entende”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As músicas do Bob Marley são libertadoras. São músicas que apaixonam, músicas que ternam, músicas que incitam, que excitam, que choram, que sorriem, as músicas do Bob Marley são exatamente iguais ao sentimento que tenho pela dona do meu coração.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimento esse cuja profundidade há tempos já me perfurou a pele, e agora está ali, passeando pelos escaninhos do meu coração. &lt;br /&gt;Como diz a música: “is this love, my brother, is this love”...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-9167478033022601570?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/9167478033022601570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=9167478033022601570' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/9167478033022601570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/9167478033022601570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/08/is-this-love.html' title='Is this love'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-6925641547135647825</id><published>2010-08-25T13:43:00.000-07:00</published><updated>2010-08-25T13:45:26.082-07:00</updated><title type='text'>O Milagre de Natal</title><content type='html'>Enquanto o Natal não chegava, ela esperava ansiosamente. Era agosto quando avisaram qual o presente que ganharia no dia festivo e desde então, não coubera em si  tamanho o entusiasmo, sem dúvidas seria o melhor presente que ela receberia na vida.  &lt;br /&gt;Seu quarto, desde então, fora seu melhor amigo, nele refugiava-se isolada, já ensaiando as ações do  presente que em breve chegaria. Imaginava companheiros, afinal de contas, tal qual seu presente, não estava sozinha ali, mais 32 pessoas estavam com ela, e isso a confortava.&lt;br /&gt;Do quarto saia apenas para ir para a escola. Sua mãe já estava preocupada, desde que a filha soubera, ficara assim, diferente. Era normal, afinal de contas, não era um simples presente, era o melhor presente que ela receberia na vida, mas mesmo assim era preocupante.&lt;br /&gt;Os dias passavam devagar, arrastando cada segundo. Cada hora alongava-se por uma eternidade, e por mais que houvesse em sua voz, segurança, no escaninho mais reservado de seu âmago, temia que fosse tarde, ou que o tempo parasse, e o presente não viesse mais.&lt;br /&gt;Certo dia, na aula fizera um texto: “Meu Presente de Natal”, era o nome. Texto esse, que deixou claro para toda turma que ali estava uma sortuda, ninguém ganharia um presente como o dela. Jamais ganhariam, em tempo nenhum.&lt;br /&gt;Já era novembro, os colegas haviam esquecido, mas em sua memória estava fresca a lembrança do Natal. Não aguentava mais a espera. Queria seu presente e queria agora. As lágrimas de fúrias, as lágrimas da espera, brotaram-lhe na face, mas com um simples afago e o seguinte dizer: “mais um mês, minha filha, mais um mês”, sua mãe a acalmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezembro chegou! Finalmente dezembro chegou. O dia 24 se fazia radiante e ela tremia enquanto esperava na porta o presente chegar. &lt;br /&gt;A testa enrugada, as sobrancelhas baixas, demonstravam que a espera mais uma vez a irritava, mas aquele era um dia de alegria. Depois de muito tempo ele voltaria, depois de toda a espera, dali a minutos ele estaria ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento chegou. Ele cruzou a porta sozinho, não era o que ela esperava, estava mais magro, machucado, mas ainda assim abaixou-se e com um sorriso enorme no rosto a abriu os braços esperando que ela corresse e fosse o abraçar. Ela  o fez.  O abraço durou minutos, mas em sua essência equivaleu a todo o tempo de espera. Mais uma vez  as lágrimas vieram. Dessa vez a inundaram a face, e a de seu presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o abraço, o presente a olhou fundo nos olhos e disse: “minha filha, que saudades!”.&lt;br /&gt;_________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MILAGRE NO CHILE&lt;br /&gt;Resgate previsto para o Natal&lt;br /&gt;Ontem, os mineiros começaram a receber alimentos e remédios por um pequeno duto&lt;br /&gt;Passada a euforia da descoberta de que estão vivos os 33 mineiros há 19 dias presos numa mina perto de Copiapó, no Norte do Chile, começa o longo período de resgate, que pode ser concluído perto do Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para manter os trabalhadores vivos e em bom estado de saúde até lá, começou ontem uma operação para enviar alimentos aos trabalhadores, que resistem a aproximadamente 700 metros abaixo da superfície, num ambiente sem luz a 33ºC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único ponto de contato dos mineiros com os socorristas é um pequeno duto, pelo qual foram enviadas, em um cilindro, pequenas doses de água junto a um medicamento para revestir o estômago e um manual de instruções para sua ingestão. Também serão enviados alimentos em forma de gel, junto a outros utensílios importantes, como lanternas e um pequeno equipamento de comunicação. Foi estabelecido um sistema de comunicação com o grupo, pelo qual se informou que todos os trabalhadores estão bem, com exceção de um que sofre de problemas estomacais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O processo de alimentação deve ser muito cuidadoso. Os produtos deverão ser enviados pouco a pouco”, explicou o ministro da Saúde, Jaime Mañalich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com o drama do confinamento está a longa tarefa da retirada do grupo. O coordenador das equipes de resgate, André Sougarret, informou que será utilizada uma máquina de perfuração vertical de origem sul-africana, similar à utilizada para fazer o pequeno duto de comunicação. (Zero Hora-25.08.10)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-6925641547135647825?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/6925641547135647825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=6925641547135647825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6925641547135647825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6925641547135647825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/08/o-milagre-de-natal.html' title='O Milagre de Natal'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-289878662349239121</id><published>2010-08-23T07:03:00.000-07:00</published><updated>2010-08-23T07:16:36.872-07:00</updated><title type='text'>O profeta Eli</title><content type='html'>Estou intrigado com a popularização que tomou o fim do mundo. Tornou-se banal comentar que o mundo está no fim, que em 2012 tudo terminará, como disseram os maias. Hollywood é uma verdadeira nascente apocalíptica. Hoje em dia é mais comum se falar no fim do mundo, que fazer filmes sobre a Guerra do Vietnã. Todo mês eu olho um filme novo que termina com o mundo, ou coloca as pessoas em uma era pós moderna, remetendo apenas à existência e sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a ser cômico pensar que os rumores sobre o fim do mundo podem ser certos e a cada dia que passa me conforto mais com a idéia. Em outra ocasião propus que terminássemos mesmo com o mundo, para que ao menos a história pós-nós ao menos fizesse referência de uma geração sem qualidades. Ainda que questionado e repudiado com tal opinião, continuo pensando assim, o fim chegará, cedo ou tarde, nos resta apenas saber se estaremos no passado quando chegar, ou se seremos contemporâneos ao fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveras me intriga a possibilidade de uma realidade arrebatadora. Se o mundo acabar, ou se a raça humana impura, ignóbil e débil, acabar, dela restará farelos e vestígio, sem dúvidas, afinal de contas sempre ouvi falar no ditado: “vaso ruim não quebra” e esses poucos 'afortunados', se verão ante a um duelo vital, o qual citei no começo desse texto:  a luta pela sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se restarmos após um explosão, um meteoro, uma guerra, um sopro do lobo mal, que seja voltaremos aos primórdios, onde o homem era nada mais que um selvagem em busca de alimento, água, reprodução e sobrevivência. Se restaremos será só isso. O fim de uma era e o reinício, baseado na falta de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final de semana olhei mais um dos filmes que olho sobre o fim, chamado “O Livro de Eli”. Olhei mais pelo ator, Denzel Washington, que pelo filme. Não li a sinopse, não fiz nada, simplesmente quando se tem esse negro na capa, pode acreditar que o filme é bom. Sem dúvida um dos melhores atores do cinema mundial.  &lt;br /&gt;Mas não vem ao caso, o que interessa é que olhei o filme e gostei.  É um filme que fala sobre o fim dos tempos após uma guerra e o rompimento (esse já anunciado) da camada de ozônio, levando o que restou da humanidade ao caos.  No filme, Eli (Denzel) é o guardião de um livro disputado por poderosos dos novos tempos. Segundo todos, o livro contem um segredo arrebatador e que ensinaria a humanidade como viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No desenrolar da trama o livro revela-se a Bíblia, de fato contendo um segredo para o recomeço, afinal de contas, todos sabemos que a Bíblia "criou" o mundo pela primeira vez e aqui já expus que não sou um defensor da religião nem da igreja, mas concordo com o fato de a Bíblia iniciar um novo ciclo quando o quase fim chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há o valor sentimental e puro da Bíblia, que qualquer livro de auto ajuda não tem e nele pode estar presente, pelo menos, uma nova maneira de se começar. Uma nova maneira de se viver e de respeitar. Não gosto de religião, mas respeito à Bíblia e penso em suas verdades (que não vejo como muitas), porém, se o mundo as ouvissem, os tempos seriam melhores, sem dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coube a Denzel Washington, no filme, ser o Noé do dilúvio, e recomeçar, porém, dessa vez em busca de outros valores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu blog não é crítico de cinema e todos sabem. Porém, a pouca inspiração levou-me a falar sobre esse filme. Pensei em escrever sobre ele, após ouvir uma frase proferida pelo Eli (já sou intimo), durante uma cena.&lt;br /&gt; Uma jovem que nascera já na nova era, quando mundo não era mais verde, e as pessoas se matavam e grande canastrões comandavam os oprimidos, ou seja, quando o mundo era quase igual a hoje em dia, porém, sem hamburges e coca-cola, perguntou a ele como era o mundo antes e ele respondeu: “as pessoas tinham tudo a mais do que precisavam”. &lt;br /&gt;Entre outras coisas, essa frase me chamou atenção e resolvi fazer esse texto só para expô-la.&lt;br /&gt;Mais uma vez a proferirei, como um mantra, como uma benção, como um ensinamento, prestem todos atenção, vocês, dois ou três leitores do meu blog, quem sabe criemos um novo mundo daqui pra frente: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“AS PESSOAS TEM TUDO A MAIS DO QUE PRECISAM”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-289878662349239121?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/289878662349239121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=289878662349239121' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/289878662349239121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/289878662349239121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/08/o-profeta-eli.html' title='O profeta Eli'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2705362852619550692</id><published>2010-08-05T06:23:00.001-07:00</published><updated>2010-08-05T06:52:40.186-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/TFq8rXxsOaI/AAAAAAAAAEI/87yj5c__RSc/s1600/Dilson+Leal.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 208px; FLOAT: left; HEIGHT: 306px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501917348089313698" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/TFq8rXxsOaI/AAAAAAAAAEI/87yj5c__RSc/s320/Dilson+Leal.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/TFq9pTkPJPI/AAAAAAAAAEQ/y4KHtn3fUr8/s1600/IMG_1713.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 189px; FLOAT: right; HEIGHT: 251px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501918412111029490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/TFq9pTkPJPI/AAAAAAAAAEQ/y4KHtn3fUr8/s320/IMG_1713.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/TFq-OQo_MGI/AAAAAAAAAEY/2UGFfjlDfrg/s1600/IMG_1720.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 179px; FLOAT: right; HEIGHT: 280px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501919046980808802" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/TFq-OQo_MGI/AAAAAAAAAEY/2UGFfjlDfrg/s320/IMG_1720.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/TFq70Z6YRuI/AAAAAAAAAEA/867MVemoZkQ/s1600/Hort%C3%AAnsias.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 192px; FLOAT: left; HEIGHT: 274px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501916403769820898" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/TFq70Z6YRuI/AAAAAAAAAEA/867MVemoZkQ/s320/Hort%C3%AAnsias.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse poeta, diria que a neve deslizou pelas paredes verticais celestiais, debruçando-se, então pelo verde, tornando-o branco e levando àqueles que a aguardavam, entusiasmo ou um pitada de esperança.&lt;br /&gt;Não sou poeta e digo que nevou e quando lê-se em determinados lugares: Foto-divulgação Prefeitura de Gramado, entenda que o fotógrafo responsável fui eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2705362852619550692?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2705362852619550692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2705362852619550692' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2705362852619550692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2705362852619550692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/08/se-eu-fosse-poeta-diria-que-neve.html' title=''/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/TFq8rXxsOaI/AAAAAAAAAEI/87yj5c__RSc/s72-c/Dilson+Leal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-3055448925313284114</id><published>2010-08-03T05:03:00.000-07:00</published><updated>2010-08-03T07:42:43.389-07:00</updated><title type='text'>A escola americana</title><content type='html'>Nem faz tanto tempo assim que saí do colégio. Lembro-me ainda de uma série de coisas dos meus tempos de aluno pouco comportado e muito comunicativo. Não lembro-me só do que eu fazia, lembro-me do que outros faziam e vez que outra me vem a memória coisas que marcaram minha passagem de muitos anos pelo Colégio Estadual Santos Dumont, onde estudei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pouco efusivo que sempre fui, acabei por inúmeras vezes, diria que milhares, sendo repreendido por professores ferozes com seus apagadores empunhados, direcionando a mim o dedo em riste, e punindo-me com injúrias debeis, as quais em determinadas situações eu não conseguia defender-me. Outra vezes, porém, eu defendia-me e me saia tão bem que quem ficava com a voz embargada eram os professores. Mas que fique claro que eu nunca fui a voz ativa, apenas defendia-me. Professores são nervosos quando querem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos de escola me despertam saudosismo, um dos muitos minutos de nostalgia que tenho, remetem-me a eles, quando posso afirmar que eu era feliz. Muito feliz, por sinal. Dos amigos tenho saudade e até de algumas matérias e outros professores que não os que me ameaçavam com sua arma característica, um ataque de apagador. &lt;br /&gt;O que percebo atualmente é que não aproveitei os meus tempos de estudo aprazivelmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livrei-me do conhecimento adquirido assim que saí da escola e despejei-no em um frasquinho vazio que tinha e resolvi que dali pra frente só alguma universidade me traria o conhecimento definitivo. Me arrependi.&lt;br /&gt;Universidades até nos trazem conhecimento, se não fosse a estimada professora Evely, de Redação II e III, possivelmente eu nem estaria escrevendo esse texto. Ali aprendi a esmiuçar-me em um português um pouco mais rebuscado, ainda que -por culpa minha – não seja um belo português. E com a querida Evely aprendi a montar parágrafos corretos, esquecendo os rodeios e as enrolações. Aprendi a manter o foco em um assunto e não mudá-lo mesmo que minha mãe seja ameaçada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, de fato aprendi isso tudo com a Evely, aprendi mas não uso. Não uso e nesse texto mesmo não usarei, por que o assunto que tenho a falar é outro, e até aqui só enrolei, fiz rodeios e agora vou mudar o foco. Me desculpa Evely.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que da época do colégio me lembro de alguns malandrinhos que aproveitavam-se dos menores para conseguir coisas. Em inúmeros casos aproveitavam-se para safanar umas moedinhas, ou tomar-lhes o enroladinho de salsicha que tinham na mão. Sempre foi assim, maiores aproveitando-se dos menores. Hoje em dia isso é bullying, há cinco anos era safadeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que nada diferente disso faz o Tio Sam. Desde que tornou-se um poderoso país, os Estados Unidos da América usurpam dos menores, praticando bullying com os vietnamitas, com os iraquianos, com os afegãos, com os coreanos... como metade do mundo. Tudo começou com os infelizes pele vermelha, que tal qual no Brasil, é bom que se diga, foram excomungados de sua própria terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petróleo, armas de destruição em massa,...resumidamente o poder. Sim, isso vale mais que moedinhas ou um enroladinho de salsicha, mas mesmo assim é exploração aos menores. Os Estados Unidos da América estupram terras cujos donos são mais vulneráveis. Digo mais, os Estados Unidos da América são sempre o professor com o apagador em punho, preparado para ameaçar o aluno. Vez que outra encontra resistências como a de Sadam Hussein, como a minha resistências no colégio. Ambos, Sadam e eu nos demos mal, ele na forca e eu, na maioria das vezes, na direção do colégio. O que fica de importante é que no fim das contas, dizem os jornais que as tropas americanas reduzirão em 20mil seu número no solo iraquiano, mas ainda assim permanecerão lá 50mil homens como segurança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quiçá os 50 mil homens que lá ficarão serão apenas os responsáveis pela ordem, por ouvir a voz do povo, por responder pelos anseios daquela gente. Pensando bem, quiçá os 50mil homens sejam o grêmio estudantil iraquiano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-3055448925313284114?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/3055448925313284114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=3055448925313284114' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3055448925313284114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3055448925313284114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/08/escola-americana.html' title='A escola americana'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-1161113933933939174</id><published>2010-07-09T07:29:00.000-07:00</published><updated>2010-07-09T09:27:30.186-07:00</updated><title type='text'>Perseu, o malvadão</title><content type='html'>Não é de hoje que se propõe uma reforma administrativa no gabinete dos deuses. Desde sempre houve quem contestasse a autoridade divina e houve margem para debates lógicos e até para guerras. Há muito, quando nem a Hebe não havia nascido, menos ainda Ana Maria Braga, existiu Perseu.&lt;br /&gt;Perseu era um filho bastardo de Zeus, é o que dizem. Zeus, safadjeenho que era, resolveu que iria dar umazinha com a filha mortal do Rei de Argos, e assim fez. Entrou no palácio do Rei de Argos disfarçado de uma chuva dourada e deleitou-se nos braços da filha do rapaz.&lt;br /&gt;Quando o Rei de Argos descobriu o feito, deu-se conta de uma profecia que havia sido contada, a qual dava conta de que seria morto pelo seu neto, então baniu tanto sua filha quanto seu “netinho” e colocou-os em uma caixa que atirou em alto mar, decerto pensando: “eu sou mau e vou matar o filho de Zeus, muahaha”. Sim, ele de fato tentou, mas não conseguiu. &lt;br /&gt;Não conseguiu por que a caixa  desembocou em uma navio do pescador Díctis, que o acolheu e criou Perseu como seu próprio filho. A mãe de Perseu morreu. &lt;br /&gt;Outras versões do mesmo mito dizem que o a mãe de Perseu continuou viva e lá pelas tantas virou a paixãozinha do Rei de Serifo, irmão de Díctis. Aí o mito fica meio sem graça e eu prefiro desacreditá-lo, pois o que dizem é que casaram-se e em uma competição proposta pelo rei, Perseu ofereceu-se para dar-lhe de presente a cabeça da Medusa.  Não gosto disso e contarei a outra versão do mito.&lt;br /&gt;Perseu foi criado pescador, e lá pelas tantas resolveu que seria uma anarquista grego e loucão. Isso por que seu pai, o pescador Dictis, foi morto por Hades o deus do submundo, em um ataque de fúria. Perseu vestiu-se com as cuecas do pai e disse: “Vingar-me-ei de vós, deus perverso que em nada nos serve. Escravos não somos de vós, e portanto, não devemo-lhes admiração menos ainda adoração. Serei eu a quem Zeus e seus irmãos Hades e Posseidon derrotarei”. Falou isso. Era prepotente o rapaz e dizem até que dali surgiram os argentinos.&lt;br /&gt;Depois de uma boa confusão, Hades resolveu que soltaria do submundo o Craken, um monstro de terror imensurável. E Perseu, machão que era disse: “eu mato o safado”, referindo-se ao Craken. Foi-se ele e mais uns amiguinhos.&lt;br /&gt;A ideia era básica: cortemos a cabeça da medusa, que se esconde no submundo, lugar onde chegaremos subornando o mercenário do barqueiro que por uma moeda nos levará até a maldita. Depois que tivermos a cabeça da medusa, que com um simples olhar petrifica a qualquer um, a faremos dar uma 'secada' no Craken, que vira pedra e deixa de existir. E isso fizeram.&lt;br /&gt;Reza e lenda que Perseu recebeu presentinhos dos Deuses, tal qual Jesus recebeu dos reis magos. Da Atena, ganhou um escudo polido, que de tão limpinho que era, refletia. Do próprio Hades, que decerto não sabia que iria que o rapazote iria acabar com a sua raça, deu-lhe um capacete mega psicodélico que o tornava invisível, tal qual tornou-se Kaká na Copa do Mundo. De Hermes, ele ganhou a famosa sandalhinha alada. &lt;br /&gt;Dessa forma então, até que ganharia da medusa. Invisível, com um espelhinho, invisível e voando, penso que até eu venceria a medusa. Perseu usou o escudo para dessa forma não olhar diretamente nos olhos da Medusa, desapareceu e decapitou-a voando. Fácil.&lt;br /&gt;Quando o craken apareceu, Perseu cumpriu o combinado e o petrificou. Assim terminou a história. &lt;br /&gt;É bom que se diga que o babaca do Rei de Argos, que expulsou seu netinho de casa, de fato foi morto por ele, mas isso por que Hades pilhou o rei, que fora condenado a tornar-se uma aberração por Zeus, a matar o neto. Tentou e morreu. Pronto.&lt;br /&gt;Depois disso tudo, Perseu que não queria ser deus e os desafiou, ficou amiguinho do Zeus, seu pai o que só fez por demonstrar que sim, os deuses comandam.&lt;br /&gt;Não me admiro que Noé, Moisés e esses outros personagens mitológicos, aliás, bíblicos, eram inimigos de Deus. Não duvido que deus fez o que fez para desafia-los. &lt;br /&gt;Assim continuamos até hoje, sendo desafiados a viver como imundos, e agindo dessa forma. Mata-se por descaso, rouba-se por necessidade. Que mundo é esse onde até jogadores de futebol, ricos, bem sucedidos  e famosos, matam como se fossem traficantes colombianos, ou ditadores cubanos?&lt;br /&gt;Pois bem, meu caro amigo, não se admire se algum deus, da Bíblia o da Grécia lá de cima desafiou Bruno a matar, e ele num acesso de Caim, e esquecendo Perseu, matou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-1161113933933939174?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/1161113933933939174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=1161113933933939174' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1161113933933939174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1161113933933939174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/07/perseu-o-malvadao.html' title='Perseu, o malvadão'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-4020193973065639076</id><published>2010-06-01T12:09:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T12:13:10.550-07:00</updated><title type='text'>O tragicômico roubo do salso-chorão</title><content type='html'>Meu pai sempre diz, e eu sei que não é só ele o único pai que diz isso, pois ele mesmo já me informou que meu avô já falava, a seguinte frase: “um homem só é um homem e pode morrer depois de fazer três coisas: plantar uma árvore, escrever um livro e por último ter um filho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso nisso. É algo que me marcou, ainda que sem uma razão definida.  E devo dizer que não havia me  mobilizado em torno de nenhuma das três realizações pessoais. Não havia pensado nisso até agora, pois decidi mudar de vez com essa rotina. Vou plantar uma árvore, e já tenho até o livro em mente. O filho, fora um outro susto, espero para daqui a uns bons anos (não se preocupe Francielle).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre o meu pai, certo dia eu estava com ele, passando pelo Parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre, quando ele enfaticamente me contava, quase com lágrimas nos olhos: “meu filho, meu pai sempre dizia que um homem só é um homem...(história da árvore, o livro e o filho). Pois bem, filhos, como se nota, eu já tenho, ainda não escrevi um livro, mas a árvore eu plantei aqui. Tu pode ver que bem aqui, plantei um salso-chorão, há pouco tempo e.... CARALHO, roubaram meu salso-chorão”. Sim, foi trágico. As lágrimas encheram os olhos do meu pai. Um homem forte, desabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que me utilizo da “licença poética”, pois na verdade meu pai nem fez uma cena tão dramática assim. A bem da verdade ele reagiu da seguinte forma: “puta que pariu, quem foram os filhos da puta que roubaram essa merda?”. E ficou um tanto quanto nervoso. Mas foi só. Sem choro, sem lágrimas e sem drama.  Mas as história aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse episódio vem ilustrar uma vontade que tenho, a qual manifestei no início dessa crônica; gostaria sim de fazer um livro. A ideia já está no forno, e algumas linhas já estão no papel. A árvore devo plantar dentro em breve e o filho...bem, o filho esperemos mais uns 15 ou 20 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-4020193973065639076?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/4020193973065639076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=4020193973065639076' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4020193973065639076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4020193973065639076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/06/o-tragicomico-roubo-do-salso-chorao.html' title='O tragicômico roubo do salso-chorão'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-5069897159643220459</id><published>2010-05-17T11:21:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T11:24:27.767-07:00</updated><title type='text'>Neandertais farroupilhas</title><content type='html'>Comentaram que em determinado momento da existência neandertal, houve sexo. Mas não sexozinho, não umazinha qualquer. Houve sexo com homo sapiens. Sim, meu companheiro, homo sapiens para quem não sabe, somos nós. Nossa raça, é bom que se diga, não nós, por que pelo menos em mim nenhum neandertal pôs a mão, mas nos nossos antepassados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de estudos biológicos realizados com base nessa teoria (a da trepada dos sapiens com os neandertais), cientistas comprovaram que os genes neadertais foram encontrados na mitocôndria das células embrionárias do feto surgido após a relação, o que me parece que comprova que os neandertais macho deleitaram-se nos braços macios das homo sapiens. Ou seja, a força bruta era um fator irresistível naquela época, há 40 mil anos. Ou isso, ou as sapiens foram estupradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, os neandertais eram uma espécie paralela ao homo sapiens. Teoricamente a espécie mais parecida com nós de hoje que já surgiu no solo terrestre, além de nós mesmos,  é claro. Os neandertais, porém, foram exterminados da face de Terra, e chego a pensar que em uma represália dos homo sapiens macho que viram suas guampas crescendo após suas fêmeas deitarem-se com os grandalhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vem ao caso é que os genes neandertais possivelmente seguem em nosso organismo, o que vem explicar muitas de nossas atitudes. Quem de nós nunca agiu como um bruto? Mesmo os mais racionais agem feito brutos. Mesmo os mais cultos já agiram como brutos. Poetas, cantores, pintores; todos já tiveram seus ataques de brutalidade. Todos já fomos neandertais. &lt;br /&gt;Algumas situações exigem que sejamos sábios, e como diz o nome, usemos da sapiência, porém, vez que outra é involuntário, nossos genes neandertais falam mais altos, e agimos feito bichos, atiramo-nos à selva, como se o instinto sobressaísse-se ao raciocínio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não andamos por aí com pedaços de pau na mão, menos ainda arrastando nossas mulheres pelos cabelos, mas tenho notado alguns acessos de brutalidade em um lugar onde me apetece  muito. Os gramados dos campos de futebol dos dois times do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do duelo impressionante travado pelo vistoso e célebre time dos meninos da Vila, jogando como homo sapiens que são, e terem vencido um primeiro tempo no qual o Grêmio comportou-se como homo sapiens também. O Grêmio entrou na roda e quem dançou foi o Santos.  O segundo tempo mostrou-se diferente e o Grêmio portou-se como neandertal que é e tratou o Santos como a fêmea homo sapiens estuprada. O time da Azenha teve seu acesso de brutalidade e maltratou o Santos. Fez quatro gols como quem brinca e mostrou que aqui no sul, o futebol serelepe e sapiente fica só na teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter também faz das suas e mostrou ao Goiás que no sul os neandertais dominam e comandam viradas dignas dos genes que possuímos.&lt;br /&gt;Espero que dentro da próxima semana,  mostremos mais uma vez o quão brutos somos e o quão  os outros times devem ter medo de nós gaúchos. Não tenho certeza se conquistaremos fêmeas inteligentes na base do grito, como fizeram nossos antepassados, porém, é notório, que Santos, Goiás, Avaí, Fluminense, e Banfield, já nos vêem como estupradores neandertais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-5069897159643220459?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/5069897159643220459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=5069897159643220459' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5069897159643220459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5069897159643220459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/05/neandertais-farroupilhas.html' title='Neandertais farroupilhas'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-5369846135282607697</id><published>2010-05-11T12:17:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T12:30:15.280-07:00</updated><title type='text'>O peito direito do Cerezo</title><content type='html'>O Cerezo começou na academia por que queria ser forte. É natural que o Cerezo quisesse ficar forte, afinal sempre fora magricelo e os magricelos sempre querem ser fortes em algum dia das suas vidas. Empenhou-se o Cerezo, comprou suplementos, foi regularmente à academia, todos os dias, absolutamente todos os dias da semana, sem excetuar finais de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia chuva, fazia sol, e lá estava o Cerezo, suando tal qual um porco defumado, malhando euforicamente, como se amanhã ou depois o mundo fosse terminar, e ele morrer magricelo. Ninguém parava o Cerezo. As anilhas eram escassas para tamanha força muscular e de vontade que o Cerezo estava adquirindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ficando fortinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que um dia aconteceu. Foi numa conversa de maromba, corriqueira na academia, onde todos analisavam-se diante do espelho, que o Cerezo descobriu. Quem revelou foi o Tonhão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O lado direito do peito do Cerezo é maior que o esquerdo. Que engraçado! Tu tem escoliose Cerezo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO!, Cerezo não tinha escoliose, era apenas, torto. Todos riram,e  riram efusivamente da desgraça do Cerezo, que acabara de ganhar um novo apelido que ilustraria dali pra frente seus piores pesadelos, suas maiores aflições, suas mais temíveis angústias, e o pior, dali pra frente, seria parte do seu cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mo-no-te-ta! O Cerezo agora é o monoteta – disse o Toledo, em meio as gargalhadas da turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocou de academia o Cerezo, porém, a fama havia se espalhado, todos sabiam, e o papo era sempre o mesmo quando ele cruzava a porta de qualquer academia: “lá vem o Cerezo, antigo magricelo e agora monoteta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram cruéis as pessoas, aliás, como todas as pessoas são. Todas são cruéis, e com o Cerezo eram ainda piores.  Cerezo teve de desistir da academia. Abandonou a vida da maromba e entrou para a faculdade de letras, onde recebeu um novo apelido, dessa vez melhor elaborado e criado pela pior espécie de gente má que pode existir, estudantes de letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aleijado mastológico, era o apelido. E aí sim o Cerezo doeu-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cancelou os estudos e resolveu que entraria para a Igreja. Virou evangélico, e quando os irmãos viram sua anomalia, o encaminharam logo para o descarrego. Não era possível que aquilo fosse natural. O Cerezo era uma aberração e o provável era que ele carregasse o capeta consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali também o Cerezo não se adaptou. Afinal, mesmo que não tivesse ganho nenhum novo apelido, ser exorcizado não fazia parte da lista de afazeres que Cerezo pretendia desenvolver antes de morrer. Saiu da Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi um dia, como que quando o destino lhe casou um desatino (e o joguinho de palavras??), que Cerezo cruzou na rua por Betina. Ela era linda, divina, lustrosa, reluzente, serelepe. Deslizava por sobre  a calçada da rua como se flutuasse messiânicamente.  &lt;br /&gt;Betina tinha um seio maior do que o outro. Bem maior. O peito esquerdo. &lt;br /&gt;Casaram-se os dois.&lt;br /&gt;Tiveram uma vida feliz como nunca, amaram-se loucamente, a libido dos dois era instigante e insaciável. &lt;br /&gt;Apenas terminaram quando a idade foi lhes abatendo e o Cerezo não pode mais apelar para posições sexuais arrojadas, cheias de movimentos, e teve de deleitar-se apenas com um papai e mamãe. E aí sim estava o problema. Assim que o peito esquerdo da Betina encontrava o peito direito do Cerezo, a genitália do rapaz fazia-se de curto alcance. &lt;br /&gt;Quando botou Cerezo pra for de casa, Betina esbravejava aos gritos:&lt;br /&gt;-Só a cabecinha não quero mais. Só a cabecinha não quero mais!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-5369846135282607697?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/5369846135282607697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=5369846135282607697' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5369846135282607697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5369846135282607697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/05/o-peito-direito-do-cerezo.html' title='O peito direito do Cerezo'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7221561796199026551</id><published>2010-04-27T07:01:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T07:14:22.383-07:00</updated><title type='text'>Morreram junto com a história</title><content type='html'>A Guerra de Canudos é famosa no Brasil. Uma guerra de brasileiros contra brasileiros, como era de se esperar. E como era de se esperar mais uma vez, quem perdeu foram os brasileiros. Mas os brasileiros de verdade, aqueles que sofrem, gritam, trabalham duro, são honestos. Esses perderam a guerra, se é que se pode dizer que em uma guerra há vencedores. Pois então, os brasileiros fajutos venceram a guerra, tanto quanto se pode vencer.&lt;br /&gt;É bem verdade que o fanatismo sócio-religioso nunca foi meu favorito, mas há de se louvar qualquer iniciativa que travasse conflitos e impusesse seu ponto de vista, ainda que menos favorecido, ao comando do Brasil naquela época. Aliás acho louvável qualquer demonstração de força de vontade, que vá as ruas e brade, nem que seja o grito dos fãs de Star Wars bradando aos quatro cantos que Luck Skywalker (assim que se escreve?) deve ocupar um lugar na academia brasileira de letras. Mas enfim, é necessário que se proteste contra ou a favor do que se luta.&lt;br /&gt;A Bahia há muito é um país com o desenvolvimento quase nulo e era contra isso que lutavam os combatentes de Antônio Conselheiro, o líder da revolução e espécie de Jesus Cristo baiano, que pregava uma salvação através de um milagre que a todos os “sertanejos” salvaria. Mas baseava-se também em voltar os olhos do governo para aquele lugar miserável, e alertar que ali havia seres humanos também.&lt;br /&gt;Como era de se esperar, a revolução não deu certo e mais de 20mil baianos guerreiros morreram. Os que não morreram, de lá fugiram, levando o pouco que tinham, ou nada. Rumaram, até onde se sabe, para o Rio de Janeiro, em maioria, dando origem a lugares que hoje em dia constantemente aparecem na televisão. Lugares de vegetação vasta, moradas coletivas, condomínios alheios às praias e o luxo carioca. São chamadas hoje de favelas.&lt;br /&gt;A primeira favela conhecido do Rio de Janeiro, e dizem ser a primeira formada naquele local, é de total responsabilidade dos flagelados de canudos, que a batizaram favela por ser formada em um local coberto por favelas (uma planta). Em seguida, o morro passou a ser chamado de “Morro da Providência”, e até hoje existe.&lt;br /&gt;Outro dia vi na televisão imagens do Morro da Providência, que me chamaram a atenção. Eram sinais de balas, perfurando paredes nas casas daquele local. O que mostra que Canudos não é tão coisa do passado assim. A guerra segue presente naquele povo e de novo guerra de brasileiros contra brasileiros. Dessa vez nada contra um regime ditador ou imperialista, dessa vez, pura e simplesmente pela violência, pelo comando, pela covardia.&lt;br /&gt;Se história do Brasil tivesse sido escrita sem tanto sangue, e quem sabe com mais tinta de caneta, ou nanquim, a realidade seria outra hoje em dia. A culpa é clara e manifestadamente daqueles que colonizaram nosso país. É fácil e cômodo atualmente dizer  que só por que a televisão mostra imagens fortes e tiros vindouros do alto do morro, que são eles o culpados pela desgraça e pela depredação do país no qual vivemos. Mas se olharmos o passado, veremos que desde o começo essa gente perdeu a guerra, e continua tentando vencê-la desde então.&lt;br /&gt;Li num texto do David Coimbra que os outros fundadores das favelas foram os negros escravos, assim que tiveram sua abolição (pra lá de tardia) assinada, foram largados à sua própria sorte, com o currículo maculado pelo depravamento dos contratantes, não dos contratados. Esse negros, não tinham onde morar, e adotaram cortiços para instalarem-se, porém, após a reforma urbanística a qual o Rio de Janeiro foi submetido, esse mesmos cortiços foram extintos, e destruídos, restando aos negros, nada. Daí em diante, a solução foi ocupar os morros das encostas cariocas, utilizando-se de material da construção, os destroços saqueados dos próprios cortiços que eles antes habitavam.&lt;br /&gt;Portanto, mais uma vez se nota que o fracasso daquela gente era iminente e se confirmou.&lt;br /&gt;Ouço hoje em dia profecias e até estudos dizendo que o mundo sobreviverá até 2012 e só. Não duvido disso, ao pé que vão as coisas, é provável que antes ele acabe. O que é certo, é que para aquela gente, baianos, escravos, negros, Antônios, profetas, messias, revolucionários, loucos, bandidos, todos eles, para essas pessoas o mundo acabou logo no seu começo, ou logo que o Brasil, começou e ser Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7221561796199026551?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7221561796199026551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7221561796199026551' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7221561796199026551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7221561796199026551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/04/morreram-junto-com-historia.html' title='Morreram junto com a história'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-8229839879642418433</id><published>2010-04-23T06:56:00.000-07:00</published><updated>2010-04-27T07:19:40.506-07:00</updated><title type='text'>Língua dos deuses</title><content type='html'>Os gregos antigos acreditavam na sua própria mitologia. Dezenas de deuses planavam pelo Monte Olimpo. Chamam-na de mitologia grega, por sinal e creio que o nome seja adequado,  analisando os fatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho curiosidade em saber quem dizia que os deuses eram deuses. Se de repente havia um setor de RH e uma psicóloga formada fazia a seleção de emprego. Os deuses eram contratados a partir de um currículo bem formulado, no qual exaltavam principalmente sua beleza e suas qualidades mór, como no caso da Afrodite, a sensualidade. Mas eu bem acho que rolava um nepotismo descarado nessa histórinha toda. Exemplo é o Hércules, que só por que era um playboyzinho filho do Zeus, ganhou até seriado transmitido no SBT, além do cargo de semi Deus. Duvido que, por exemplo, o filho do Sarney vá ter algum seriado algum dia. Esses deuses eram bem safadinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a mencionar o número incontável de deuses que habitavam o Monte Olimpo, transformando-o numa espécie de Morro do Alemão para os deuses, um quase cortiço inundado pelo deus do feijão, do funcho e do sabão em pó. E acho bárbaro na literatura antiga – e que fique claro que eu gosto muito da mitologia – é que os deuses em si – e isso inclui a Bíblia – conversam com seus súditos. Batem papo, jogam canastra e dominó, tal qual fossem amigos de boteco. Por que  hoje em dia isso não mais acontece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas passaram a respeitar deuses (ou no singular) e teme-los. Não se adora o que se tem medo. Não se exalta o que te amedronta. E aí eis um erro comunal.  Não mais se conversa com deuses, apenas se agradece e se pede, de forma direta e sucinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vulcões, terremotos, tsunames, enchentes, furacões. Se conversássemos com deus, talvez saberíamos de tudo. Como Noé pode saber do dilúvio e os moradores da Morro do Bumba não? Me parece injusto. Quem sabe é Ele (o próprio deus) que não quer mais papo. Somos chatos. Aliás, somos muito chatos, fazendo sempre o mesmo. Comprando, roubando, vendendo, morrendo, matando, amando, desamando. Nossa vida é um gerúndio de possibilidades, sempre no presente mas tão coisa do passado. A gente é retrô e deus já viu isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Inri Cristo, por que não nos avisa nada? Ah, isso me deixa muito brabo. Não é possível que ele não saiba. Se ele é mesmo filho do Homem, ele tem que saber. Pais e filhos conversam, nem que seja para brigar. Duvido que deus não tenha enrijecido o dedo e o posto na face o Inri dizendo: “tu não me aparece mais em casa com esse gente (nós, humanos), pois da próxima eu vou tocar o terror e a terra vai tremer”. O Inri é que não entendeu que deus não usa figurativo. Ele fez a Terra tremer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ou sem Inri, nós não entendemos as palavras Dele, ou deles, se forem gregos, e esse é um problema, pois se deus fala mesmo haramaico, ou qualquer coisa do gênero, eu não entenderia de qualquer forma. Mal e mal conheço o português. Falando grego então, pior ainda. Aqui eu sugiro um curso de português, ou inglês que é a língua universal aos deuses. Rápido e prático, e aí sim, está tudo certo, não precisaremos mais de terremotos ou vulcões para entende-los, apenas um tradutor, quando muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deuses gregos, finlandeses, croatas, americanos (americanos acho que não), e até brasileiros devem existir. O que me resta é saber a qual deles apelar. Viu, viu. Se não fosse a Torre de Babel, nada disso teria acontecido. A culpa no final de tudo, nem foi nossa e agora nós pagamos o pato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então que vocês todos aí em cima se reúnam, e democraticamente escolham o seu líder. Aí sim nós teremos com quem conversar. Peço apenas que seu líder fale português, ou também nem sei se é tão necessário assim, afinal, o líder que escolhemos para nos representar aqui no Brasil também não fala.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-8229839879642418433?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/8229839879642418433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=8229839879642418433' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/8229839879642418433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/8229839879642418433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/04/lingua-dos-deuses.html' title='Língua dos deuses'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-4503455911017235759</id><published>2010-04-09T10:42:00.000-07:00</published><updated>2010-04-09T10:45:16.889-07:00</updated><title type='text'>Paredes jamais falarão</title><content type='html'>Falassem as paredes eu não mais teria juízo. Falassem como falam as pessoas a desgraça total chegaria. Dissessem metade do que sabem não mais seriam paredes e fofoqueiras seria seu nome.&lt;br /&gt;Paredes sabem, elas veem. Não falam. Nunca falarão, não  enquanto eu viver. Apenas o que me guia é minha consciência, não as paredes.&lt;br /&gt;O que gosto nelas e quando digo nelas me refiro às paredes, é que permanecem estáticas em meio a tudo. Não se mexem e nem respiram, mesmo vendo - e elas veem, - as cenas mais sórdidas e mais sacanas que alguém pode ver. Portanto, sabe-se que paredes não falam e jamais falarão.  &lt;br /&gt;Ninguém que saiba tantos segredos os manteria tanto tempo como os são, ou seja, sendo segredos. Lá em casa mesmo, meu amigo,  se as paredes falassem, é provável que eu já estaria preso.&lt;br /&gt;Embora coisas que supostamente só as paredes sabem, vez que outra perdem-se em meio às bocas populares. Isso sim é coisa que não explico. Aliás, nem eu...nem as paredes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-4503455911017235759?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/4503455911017235759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=4503455911017235759' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4503455911017235759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4503455911017235759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/04/paredes-jamais-falarao.html' title='Paredes jamais falarão'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-3910479372649982795</id><published>2010-04-05T09:21:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T09:22:56.105-07:00</updated><title type='text'>A Fogosa Alessandra (Maria Helena)</title><content type='html'>Parte três&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fosse o que fosse, aquele não poderia ser chamado de um dia normal. É bem verdade que começou normalmente, mas o Armando pressentia o ataque, sabia que o destino preparava-lhe uma cilada. Seu sexto sentido nunca o deixara na mão e não seria diferente desta vez. Só esperava saber de que lado vinha o golpe. E ele veio do lado mais surreal, mais inesperado, do lado que Armando jamais poderia imaginar. Veio do lado moreno, doce e cândido, do lado angelical, veio de Alessandra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Armandinho! Lembra aquela noite em que fizemos loucuras com o segurança do condomínio,o Sidi? Aquele afro descenden“tesão”,  que você mesmo apelidou assim? - perguntou descaradamente sarcástica a Alessandra.&lt;br /&gt;-Hã... lembro sim, meu amor, mas poderíamos deixar essa história pra lá, né? Faço tudo por ti, mas aquela foi uma exceção, e o Sidi de fato era excedido em tudo , né amor.&lt;br /&gt;-Ah pois é. Pois então vou deixar uma coisa bem clara pra ti. Fiz dezenas de fotos tuas com ele. Dezenas. Ou seja, tenho provas irrefutáveis de que o garanhão de empresa é de fato um homossexual enrustido.&lt;br /&gt;- O que tu quer dizer, Lele? Tu não faria isso. Jamais mostraria fotos minhas nessa situação. Só fiz o que fiz pra te agradar.&lt;br /&gt;-Meu querido, vamos a uma breve regressão no tempo; lembra em meados de 98, eu tinha 17 anos tu estava se formando na universidade e eu acabava de ingressar no me curso.&lt;br /&gt;- Não lembro de ter conhecido qualquer Alessandra que fosse.&lt;br /&gt;- O nome Maria Helena te diz algo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armando empalideceu. Sim o nome dizia algo, aliás, o nome dizia tudo, tudo o que ele não queria lembrar. A voz de Armando engasgou. Estagnou no movimento que iniciaria e feito uma estátua derrubada pela força de um furacão, tombou. Desacordado, com o coração saltando-lhe pela boca. &lt;br /&gt;Acordou no hospital, zonzo, porém, quando a memória lhe fez questão de tornar as coisas piores do que já estavam, lembrou-se do acontecido. “Não é possível. Maria Helena! O que farei? É o fim da minha vida sexual”, pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que terá Armando feito à pobre Maria Helena para que a vingança da moça seja tão arrebatadora? Terá Sidi, se apaixonado por Armando? Descubra tudo no próximo capítulo de : “A Fogosa Alessandra”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-3910479372649982795?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/3910479372649982795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=3910479372649982795' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3910479372649982795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3910479372649982795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/04/fogosa-alessandra-maria-helena.html' title='A Fogosa Alessandra (Maria Helena)'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-1527110899162615106</id><published>2010-03-29T10:38:00.000-07:00</published><updated>2010-03-29T10:40:47.285-07:00</updated><title type='text'>A Fogosa Alessandra</title><content type='html'>&lt;em&gt;Parte dois&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aspereza de uma relação inóspita e agressiva que tinham na cama, não condizia com o cotidiano de flores e romantismo que o mais novo e cobiçado casal da empresa mantinha além das quatro paredes e após uma noite de luxúria libidinosa. &lt;br /&gt;Armando era um conquistador que fora conquistado. Isso era tão inegável que nem o próprio conseguia negar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tu ta apaixonado, Armando! - declarava  o Eliseu quando passava pela sala do colega de trabalho e o via com a mesma cara de paisagem que já lhe estampava a face há algumas semanas, observando a tela do computador, na qual Eliseu sabia estar a foto de Alessandra. Eliseu sabia, todos sabiam. Alessandra ocupava o pensamento de Armando 24 horas por dia. &lt;br /&gt;- Oi?! Pois não – respondia o sobressaltado Armando, após voltar a realidade, embora soubesse que a sua realidade naquele momento era morena,  tinha a pele macia e tinha as coxas mais coxas que o Armando já vira. Atendia também pelo nome de Alessandra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Armando mordera a isca a Alessandra sabia disso. O infeliz sofreria na mão dela, esse era o objetivo. A paixão que despertara no pobre homem tinha uma finalidade. Ou melhor há tempos teve seu princípio, agora estava em seu meio, e muito em breve chegaria ao seu final. “Ou isso, ou não me chamo, Maria Helena Santana”, dizia ela em pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que trama Alessandra, aliás, o nome nem é Alessandra e sim Maria Helena. O que trama Maria Helena? E por que diz se chamar Alessandra? Que fim aguarda o pobre a putanheiro Armando?&lt;br /&gt;Descubra em breve, no próximo episódio de: “A Fogosa Alessandra”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-1527110899162615106?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/1527110899162615106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=1527110899162615106' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1527110899162615106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1527110899162615106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/03/fogosa-alessandra_29.html' title='A Fogosa Alessandra'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7970739225295982024</id><published>2010-03-22T09:40:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T09:45:33.056-07:00</updated><title type='text'>A fogosa Alessandra</title><content type='html'>&lt;em&gt;...quando se encontravam havia sempre um olhar despudorado, carnal. Era como se despertasse em cada um dos dois o erotismo americano. Como se  acendesse nos interior deles a chama do sexo sádico.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “O ápice da vida de um homem é satisfazer-se com uma só mulher. Enquanto eu não acho essa mulher, sigo com outras  e vivendo  a instabilidade de uma vida masculina”, era  o que dizia o Armando sempre que alguém perguntasse se ele não pensava em constituir família. “Não é possível que eu tenha de privar as outras mulheres de um talento que tenho. Seria muito egoísmo de minha parte, prefiro ser um altruísta”, ainda completava.&lt;br /&gt;De fato Armando vivia a forra com diversos tipos de mulheres. Em  sua cama era um festival de fios de cabelo; loiro, preto, castanho claro, castanho escuro, ruivo, vermelho, diziam que até madeixas de cor lilás se abateram sobre o lençol branco do rapaz, ao que ele apenas respondia: “essas emos, nunca mais!”.&lt;br /&gt;Armando tinha um vida desregrada, mas ainda assim era um exemplo de virilidade e boa conduta. Não deixava um amigo na mão e ainda bradava, “se não der mais conta da tua  mulher, manda pra mim que eu trato bem”. E fizera questão de ajudar um punhado de amigos cujas mulheres se diziam insatisfeitas. Dizia sempre que o remédio que ele tinha para problemas conjugais era tiro e queda, mais tiro do que queda, ou vice-versa.&lt;br /&gt;Acontece que em uma ocasião alheia à qualquer outra, apareceu um anjo em sua vida. Morena, pele macia, as coxas mais coxas que o Armando tinha visto (e não foram poucas que ele vira). Tudo nela era alvo do tesão mais obsceno que Armando experimentara na vida. &lt;br /&gt;Alessandra era o nome. A-les-san-dra, ele pronunciava devagar, sempre que ela resolvia dar o ar de sua graça. Saboreava cada vogal, cada consoante, cada sílaba, que aquele nome possuía. Até o nome era gostoso de se sentir.  Sentia-se tentado. Alessandra era uma espécie de bibelô viciante que Armando tinha adquirido.&lt;br /&gt;Alessandra era a nova relações públicas de empresa e fazia questão de mostrar o quanto era articulada, e o quando seu cargo combinava com ela. Mostrava-se suave no trato com todos, mas principalmente com os homens. Parecia conhecê-los como a palma da mão. Encantava como fosse uma feiticeira. Uma encantadora de homens. Todos diziam: “Alessandra é mulher como não se faz mais”.&lt;br /&gt;Alessandra era mulher como não se fazia mais, de fato. Tinha um “quê” especial, a Alessandra. Quiçá fosse a personalidade forte, aguçada. Mas poucos sabiam que Alessandra estava ali com um simples objetivo, destruir a vida do Armando. Involuntariamente, claro, mas era esse seu destino.&lt;br /&gt;Armando sabia que estava apaixonado, e Alessandra sabia que ele estava apaixonado. Resolveu então mostrar pra ele tudo o que ele precisava saber.&lt;br /&gt;Antes que Alessandra pudesse pensar em alguma atitude, o primeiro bilhete chegou, entregue pelo office boy:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tudo em ti me fascina.  És o sol que está a iluminar minha semana sombria.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ass:  A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bilhetes foram chegando diariamente, e Alessandra já descobrira quem era o autor dos feitos.&lt;br /&gt;Certo dia, Alessandra apareceu com seu andar serelepe e o jeitinho fascinante na sala de Armando, que era o gerente de RH da empresa. Olhou-o nos olhos e disse:&lt;br /&gt;-Eu sei.&lt;br /&gt;-Sabe o que?&lt;br /&gt;- O que tu quer comigo.&lt;br /&gt;- Sabe?&lt;br /&gt;- Sim, quer só me comer.&lt;br /&gt;- O que é isso, dona Alessandra.&lt;br /&gt;- Admita. Tu olha pra mim, e pensa em sexo.&lt;br /&gt;- Eu não admito que fale assim comigo.&lt;br /&gt;- Não, admite? Pois agora eu quero que me coma.&lt;br /&gt;- Não farei isso... está bem, eu como.&lt;br /&gt;- Come mesmo?&lt;br /&gt;- Como.&lt;br /&gt;- Viu?! Falei que tu só queria me comer.&lt;br /&gt;- Mas eu não quero. Ia comer só por que tu tava pedindo.&lt;br /&gt;-Ah sim, agora eu sou oferecida.&lt;br /&gt;-Não é isso. Mas tu pediu.&lt;br /&gt;Alessandra pulou no colo de Armando e ali os dois se amaram, fervorosa e alucinantemente. Desde aquele dia, quando se encontravam havia sempre um olhar despudorado, carnal. Era como se despertasse em cada um dos dois o erotismo americano. Como se  acendesse nos interior deles a chama do sexo sádico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7970739225295982024?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7970739225295982024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7970739225295982024' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7970739225295982024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7970739225295982024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/03/fogosa-alessandra.html' title='A fogosa Alessandra'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-6168850587894698311</id><published>2010-03-08T10:39:00.001-08:00</published><updated>2010-03-08T10:39:55.644-08:00</updated><title type='text'>Quem entende?</title><content type='html'>A Guerra dos Farrapos teve como personagem principal Bento Gonçalves. Não sou um profundo entendedor do assunto, porém, gosto e tenho algum pouco embasamento para comentar sobre. Bento era um revolucionário que segundo alguns não acreditava na revolução. Muitas teorias – e há teoria sobre tudo, chego a pensar que algumas pessoas dizem que o bolo de chocolate é feito com baunilha – dizem que Bento era um capitalista, mesmo naquela época. Dizem que o  interesse era todo monetário e que não tinha nada de “sangue gaúcho nos olhos”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito nisso, vou morrer acreditando que Bento era um lutador, um guerreiro e alguém que deixou herança e legado a todo o povo do sul. Somos lembrados como rudes por uma justa causa. Ninguém fez o que fizemos, ninguém teimou contra um império, ninguém lutou contra milhões com mil. Esse é o sul. É o sul que perdeu no último sábado, um de seus maiores compositores, o tradicionalista, Leonardo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que escutem: “é o meu Rio Grande do Sul, céu, sol, sul, terra e cor. Onde tudo que se planta cresce e o que  mais floresce é o amor”, e lembrem-se de Bento Gonçalves e de Leonardo. Mas não se esqueçam que mais gente está por trás disso. Anita Garibaldi, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anita não está por trás de conspirações nem teorias. É unanime, foi uma guerreira. A mulher por trás dos homens – mais por trás de Josepi Garbiladi que dos outros -, mas uma nobre de alma e uma selvagem de coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reza a lenda que mulheres estiveram por trás de inúmeras guerras e conflitos. Há teorias – o chocolate e a baunilha – dizendo que em quase 100% das guerras houve participação de mulheres. Em algumas épocas, era comum que elas se travestissem de homens e enfrentassem de igual para igual os munidos de testículos. Com uma vantagem que tinham, ninguém as entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tentei entender mulheres, mas a única coisa que entendi tentando entende-las, é que não há como. É impossível saber quando uma mulher está satisfeita – sim, incluo o sexo nessa história – e é mais impossível ainda saber se está agradando-a. Nós homens, somos menos exigentes, nos basta cerveja, sexo e futebol e estamos felizes. Mulher não. Pra elas tudo sempre poderia ser melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Se tomamos cerveja, poderia ser champagne, se damos chocolate de presente, poderia ser um urso de pelúcia. Se damos carinho, preferem os cretinos, se somos cretinos, gostam de carinho. Não entendo e já parei de tentar entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que é certo é que nós (homens) não vivemos sem elas. Não nasceríamos sem elas, e não teríamos nada não fossem elas.  Algumas delas já me fisgaram. Outra já reclamaram de mim. Algumas até já se apaixonaram por mim, mas tenho a plena convicção que para elas, eu sempre poderia ter sido melhor. Talvez devesse ter sido melhor. Ou talvez devesse ter sido diferente. Quem sabe as mulheres nunca estão satisfeitas por que nós nunca estamos a altura delas. Há de se pensar nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que há de mais concreto é que há um dia específico para mulher, quando todos sabemos que todos os dias são delas. Feliz Dia Internacional da Mulher, não as entendo, mas as parabenizo da mesma forma. Quem sabe no dia que entendermos as mulheres, entenderemos também a titularidade do Ferdinando no Grêmio e a não convocação do Ronaldinho Gaúcho na Seleção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-6168850587894698311?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/6168850587894698311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=6168850587894698311' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6168850587894698311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6168850587894698311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/03/quem-entende.html' title='Quem entende?'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-5619520710364746042</id><published>2010-02-24T11:44:00.000-08:00</published><updated>2010-02-24T11:47:50.059-08:00</updated><title type='text'>Da série: Trovas inoportunas e cortes homéricos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Vermelho do sol&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele fosse um turista qualquer ela nem o teria reparado. Mas era o turista mais branco e com os pés mais vermelhos do sol que ela já havia visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ela não fosse tão morena, ele nem a teria reparado. Se não tivesse aquelas coxas também, se a bunda fosse um pouco menor e com mais celulites, se os seios fossem menos rijos e redondos, se o rosto não fosse desenhado e os olhos azuis não contrastassem com o bronze ele nem a teria notado. Se aquele cabelo loiro dourado não fosse tão ondulado e se o vento não os deixassem esvoaçantes e ainda mais brilhosos ele nem saberia que existia e não teria ido falar com ela. Porém, era assim e foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tem uma coisa que eu preciso te dizer – falou.&lt;br /&gt;- É mesmo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai Deus, se a voz também não fosse tão rouca e sexy não teria ficado tão excitado e nervoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É, eu queria dizer que tu é uma baita de uma gostosa, que combinaria muito bem na minha cama.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ela sorriu, jogou a cabeça para trás para que o cabelo ajeita-se à fronte e respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu também tenho algo a lhe dizer. Algo que desde o primeiro momento que o vi me tomou por completo. Algo tão diferente, mas tão diferente que me arrebatou de tal forma que eu não conseguirei passar mais um minuto sem dizer. Preciso desabafar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois diga, querida, diga tudo o que aperta são coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou dizer, preciso dizer, é mais forte do que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Diga, vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nos pés também se passa protetor solar, seu tonto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-5619520710364746042?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/5619520710364746042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=5619520710364746042' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5619520710364746042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5619520710364746042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/02/da-serie-trovas-inoportunas-e-cortes.html' title='Da série: Trovas inoportunas e cortes homéricos'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-5643026334948631346</id><published>2010-02-19T09:02:00.000-08:00</published><updated>2010-02-23T10:52:50.055-08:00</updated><title type='text'>Jah RastafarI</title><content type='html'>Retorno das férias com um ar encantando, um “quê” desmiolado, e um tanto quanto desnorteado com a Babilônia interiorana que tomo de volta. É claro que não queria voltar. A praia me parece tão mais simpática que a Serra. Me parece tão mais envolvente ou como diriam as novas línguas; mais tendência. Não queria voltar, mas voltei.&lt;br /&gt;Enquanto eu andava na areia fofa, acompanhado do mar, que seguia-me retilíneo durante todo e qualquer percurso explanei sobre algumas ideias, as mais fundamentais delas se davam em realizar algo com o que sempre sonhei e outrora cheguei a explicitar aqui. Tomei uma decisão, aliás, tomei duas decisões na praia. A primeira delas se deu em realizar esse meu antigo sonho.&lt;br /&gt;Peguei  meus fones, ao som de um reggae e subi um  morro, tal qual escrevi no texto “Água na Boca” (disponível nesse mesmo blog há cerca de um ano). Derivei um pouco de minha escolha escrita tantos meses atrás, e subi um morro o qual o mar também ladeava. Ou seja, eu tinha um morro, as rochas, um reggae, o sol e o mar. &lt;br /&gt;O cansaço da subida pouco me atingiu quando alcancei o topo e sentei-me sobre uma rocha enorme, e ali fiquei, mais de uma hora, e quando atentei-me ao som de um reggae que me dizia:&lt;br /&gt;Quero estar a todo instante&lt;br /&gt;Em teu calor contagiante&lt;br /&gt;Pé na areia, água-viva&lt;br /&gt;Esse mar é energia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coração fica gigante&lt;br /&gt;Paisagem estonteante&lt;br /&gt;Cheiro de flor, alegria&lt;br /&gt;Mil sorrisos, pura vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamentos tão distantes&lt;br /&gt;Lindos olhos de brilhante&lt;br /&gt;Colorida luz do dia&lt;br /&gt;Seja como for, seja aonde for&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tanta paz que dá vontade de cantar&lt;br /&gt;É tanto amor que dá vontade de voar&lt;br /&gt;É isso tudo que devemos preservar&lt;br /&gt;Por favor faça agora, não é tempo de esperar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anda na pedra, corre pro oceano&lt;br /&gt;Pérola do Sol, te amo&lt;br /&gt;Anda na pedra, corre pro oceano&lt;br /&gt;Pérola do Sol, te amo&lt;br /&gt;Anda na pedra, corre pro oceano&lt;br /&gt;Pérola do Sol, te amo&lt;br /&gt;Anda na pedra, corre pro oceano&lt;br /&gt;Pérola do Sol, te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;entendi que a vida tem um significado tão grande em um contexto que inclui a felicidade em coisas tão pequenas.&lt;br /&gt;Não que eu tenha aderido ao budismo ou ao rastafari, porém, voltei das belas praias catarinenses com um sentimento novo, me parece que a liberdade. Talvez eu tenha entendido o real significado da palavra felicidade. Voltei outro, isso é o importante.&lt;br /&gt;Enquanto lá estava pedi aos céus, a Jah, a Deus, a Budha, a Alá, enfim pedi a quem pudesse me atender que me trouxesse a felicidade nesse novo ano. Sinais desse fevereiro me levam a crer que fui atendido e espero que continue sendo durante muito tempo.&lt;br /&gt;Voltei a Gramado e fiz questão de desenredar a segunda ideia que desenvolvi na praia, enquanto comia um belo peixe na beira do mar de Laguna, decidi-me: “farei uma tatuagem que me atrairá mais coisas boas”. A fiz e espero e aguardo mais e mais vibrações positivas, pois como todos sabemos: positividade atrai positividade, que atrai positividade, que atrai...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/S37EkaIhlzI/AAAAAAAAACA/PWYiYA5nGm0/s1600-h/Imagem0017.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/S37EkaIhlzI/AAAAAAAAACA/PWYiYA5nGm0/s320/Imagem0017.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440001529679550258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-5643026334948631346?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/5643026334948631346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=5643026334948631346' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5643026334948631346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5643026334948631346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/02/jah-rastafari.html' title='Jah RastafarI'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/S37EkaIhlzI/AAAAAAAAACA/PWYiYA5nGm0/s72-c/Imagem0017.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-3780584373804351852</id><published>2010-01-28T04:57:00.001-08:00</published><updated>2010-01-28T05:02:09.294-08:00</updated><title type='text'>Estação da luxúria</title><content type='html'>O verão sempre existiu e ninguém sabe quem o inventou. Dizem que Deus em sua sábia analogia pensou: “haverá no meu mundo, quatro estações. Uma com frio, uma nem tanto. Outra com calor, outra nem tanto”. Digo que ele pensou, mas não tenho bem certeza, e por favor, os mais fervorosos que não em condenem, mas se pensarmos bem, bem mesmo, é capaz de que ele nem tenha pensado. Se pusermos as coisas a  grosso modo, veremos que não há muita lógica nesse consenso, e por mais que a ciência, que dessa vez aliou-se à eclésia, diga que sim, eu nego.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Começamos o ano com o verão. Até ai tudo bem, nada mais animador que começar um ano com  temperaturas acima dos 30 graus célcios, podendo dessa forma degustar de belas ondas litorâneas e tomar belos goles de acolarinhados chopps. Eis a sensação de um verão, o álcool, a praia e acima de tudo a luxuria. A estação mais libidinosa de todas e a melhor, sem dúvidas. Porém, é covardia que também terminemos o ano com verão. E é ai que me pergunto: o que fizeram para merecer as outra estações que ficam no meio do ano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aí começo a questionar o Divino, pois tomo as dores do outono e do inverno que ficaram ali, perdidos no meio do ano, quando estamos todos euforicamente labutando. Não recrimino aqueles que preferem o verão a qualquer coisa, aliás eu sou um deles. Adoro o verão e principalmente por que é uma estação na qual se tira férias. Se vai à praia e se vive uma vida que não e tua. Essa é a ideia. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Há quem diga que foram eles próprios, inverno e outono, que resolveram congelar-nos, depois de uma longa conversa que tiveram. Resolveram e se fosse eles, eu teria feito o mesmo, que já que eles ficam no meio do ano, querem mais é que sejam odiados. “Melhor que sejamos odiados que nem ao menos lembrados”, disse o inverno, ao que o outono, que é seu sobrinho mais velho acordou.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não falo da primavera, pois ela é apenas uma prévia do verão, e fica dentre as estações que não são lembradas, é quase o que o outono representa para o inverno, com a diferença que diz respeito ao verão. A primavera é uma estação gay, com flores e  eufemismos, porém, agradável, mesmo para os não gays (meu caso).&lt;br /&gt;O inverno e o outono, se de fato queriam que todos o odiassem, pelo menos o meu repúdio conseguiram. Embora eu os defenda, não gosto deles. Não gosto da sensação que eles trazem, como se o mundo estivesse com seu fim logo ali na frente, na próxima esquina. É bem verdade que terremotos, tsunamis, enchentes acontecem mais ainda no verão, mas o fundamental, o imprescindível e o indispensável do verão são as férias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E depois de todo esse texto, comunico-lhes que estou saindo de férias sexta-feira, e portanto, ficarei um tempinho distante desse meu bloguezinho que não tem muito talento, porém, o qual tenho uma simpatia muito grande. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa praia pra mim!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-3780584373804351852?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/3780584373804351852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=3780584373804351852' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3780584373804351852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3780584373804351852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/01/estacao-da-luxuria_28.html' title='Estação da luxúria'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-570983317236046535</id><published>2010-01-25T07:24:00.000-08:00</published><updated>2010-01-25T07:25:44.619-08:00</updated><title type='text'>Falo em adeus, penso em até logo.</title><content type='html'>A minha preferência é fazer, porém, é sempre mais conveniente só falar. Digo que faço, faço que digo. Ou nem digo e nem faço, apenas imagino. Queria ter tempo (e coragem) para fazer tudo o que penso. Ou queria pensar antes de fazer certas coisas que faço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo é que o final de semana foi bom, e me parece que guardou um adeus, que não me foi conveniente e nem cabe no meu armário, preferia que o final de semana terminasse sem adeus, e com um até logo. Mas, a vida é boa, o mundo é um reggae que não tem fim. As vibrações seguem sendo positivíssimas, eu falando, pensando, agindo ou, na pior das hipóteses, escrevendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-570983317236046535?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/570983317236046535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=570983317236046535' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/570983317236046535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/570983317236046535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/01/falo-em-adeus-penso-em-ate-logo.html' title='Falo em adeus, penso em até logo.'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7289561554086966433</id><published>2010-01-18T09:40:00.000-08:00</published><updated>2010-01-20T03:06:12.066-08:00</updated><title type='text'>Wè Do Na</title><content type='html'>Queridos amigos que por ventura aqui vieram.&lt;br /&gt;Sei que em suma, esperam por algo com humor, ou quiça algo pelo menos que se possa dar duas risadas secas ao final da leitura: “ha ha”. Peço perdão, pois hoje estou um tanto desolado, parece-me que só agora a fixa do que aconteceu com nossos pobres irmãos haitianos me caiu e eu me sinto impotente ante a essa situação. Aqui vai um texto que expressa um pouco da minha dor e do meu pesar. Espero que entendam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Girava em torno dos pés. Girava como se dançasse para esconder a tristeza. Tristeza essa que o coração inundava, e derramava junto ao pranto, que em detalhes lembrava tudo aquilo que lhe atrolhava o peito. Não fosse tudo o que aconteceu, não seria assim. Não estaria assim, afinal ela nunca fora assim.&lt;br /&gt;Se milhares de pessoas mortas deixaram dor ao mundo, e à sua terra, o Haiti, a única dor que ela sentia era a da perda de sua filha. Aquela que com quem sozinha, dividia tudo o que tinha. Sua filha que saia de casa todos os dias, com sua mochila rumando para a escola. Muitos naquela região não tinham a mesma sorte, e não rumavam à escola. Rumavam sim, para o trabalho quase que sem remuneração. Mas a sua princesa, a haitiana mais linda do país, não. Ela merecia só o melhor, com seus oito anos, devia estudar para depois ser doutora.&lt;br /&gt;Aquele cheiro putrefato que lhe nauseava, nem de longe era semelhante a dor lancinante que lhe assolava o peito. Não mais teria seu anjo negro. Não mais diria a ela: “M renmen w”, (eu te amo em creolé haitiano, a língua falada por quase toda a população daquele país). Não mais a veria, e menos ainda poderia toca-la.&lt;br /&gt;A dor de uma mãe, analisando o corpo da filha, do qual se despede ali sentada na beira da calçada, aos prantos. Não deve haver dor tal qual.&lt;br /&gt;Se eu te amo não mais pode-se dizer à ela, não ao menos em palavras diretas, mas sim em orações, o wè Do Na (adeus), traduz o sentimento da mãe e as palavras que teimam em engasgar-se naquela garganta, insistindo em não sair."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7289561554086966433?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7289561554086966433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7289561554086966433' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7289561554086966433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7289561554086966433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/01/we-do-na.html' title='Wè Do Na'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-6765444521990769299</id><published>2010-01-12T04:30:00.000-08:00</published><updated>2010-01-12T04:35:28.898-08:00</updated><title type='text'>Da série: Trovas inoportunas e pouco prováveis.</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O segredo está no nome&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É Telmo teu nome né?&lt;br /&gt;- Telmo.&lt;br /&gt;- Hum, Tel-mo.&lt;br /&gt;-É&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Troca as duas sílabas de lugar. Já tentou?&lt;br /&gt;- Como assim as duas sílabas?&lt;br /&gt;- É. Dá motel.&lt;br /&gt;- É mesmo!&lt;br /&gt;- Aham. Telminho Motel. É divertido.&lt;br /&gt;- Quem, eu ou o motel?&lt;br /&gt;- Os dois.&lt;br /&gt;- Então tu pode te divertir em dobro. Vamos?&lt;br /&gt;- Haha. Vamos. Tá de carro?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Vamos de taxi?&lt;br /&gt;- Não tenho dinheiro.&lt;br /&gt;- Seu pobre.&lt;br /&gt;- Admito.&lt;br /&gt;- Eu pago.&lt;br /&gt;- O motel também?&lt;br /&gt;- Vale a pena?&lt;br /&gt;- Tenta.&lt;br /&gt;- Vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após horas de reflexão Telmo decreta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ADORO MEU NOME!!”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-6765444521990769299?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/6765444521990769299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=6765444521990769299' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6765444521990769299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6765444521990769299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/01/da-serie-trovas-inoportunas-e-pouco.html' title='Da série: Trovas inoportunas e pouco prováveis.'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-4734138739091217065</id><published>2010-01-11T08:04:00.000-08:00</published><updated>2010-01-11T09:14:51.761-08:00</updated><title type='text'>A mitologia do Amado</title><content type='html'>E se ela fosse Ariadne, o Teseu, que seria eu não largaria o fio. Não largaria, viveria com ela dentro do labirinto e o minotauro que admitisse que a única criatura com guampas ali dentro seria ele. Viveria o amor retumbante. Esperaria Platão surgir para depois debater sua filosofia, com ela. Sempre com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que viessem Athenas, Zeus e o Belzebú se quisesse, eu não haveria de largar o fio, e muito menos a Ariadne.  O minotauro até deixaria vivo, pois creio que mesmo sendo Teseu eu não teria a capacidade de mata-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso eu fosse o Teseu, e claro, ela fosse a Ariadne, o Dionísio que ficasse chupando o dedo e tomando vinho, vivendo com sua eterna dor de cotovelo.&lt;br /&gt;Eu Teseu, ela Ariadne e a mitologia seria outra. Quiçá, uma história de Jorge Amado, com final feliz diria eu. E que fique claro, com final feliz!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-4734138739091217065?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/4734138739091217065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=4734138739091217065' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4734138739091217065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4734138739091217065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/01/mitologia-do-amado.html' title='A mitologia do Amado'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2636143362055465683</id><published>2010-01-04T10:17:00.001-08:00</published><updated>2010-01-05T02:40:13.398-08:00</updated><title type='text'>Ampulheta</title><content type='html'>Já tentei quebrar o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atirei o tempo na parede, pisei em cima dele. Por mais de uma vez o ameacei, lhe botei o dedo na cara. O desgraçado do tempo nem bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-se de desentendido o infeliz. Jura que não tem culpa, jura que não foi ele. Nada fez e nada viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu duvido. O tal do tempo nunca me enganou. É ele sim. Ele é o responsável por tudo, tudo, tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto o ponteiro do relógio na parede faz “tic tac, tic tac”, eu ainda acuso o safado do tempo, “para com esse barulho”, até isso é culpa dele. Até isso!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2636143362055465683?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2636143362055465683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2636143362055465683' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2636143362055465683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2636143362055465683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2010/01/ampulheta.html' title='Ampulheta'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7855567077461414417</id><published>2009-12-14T06:41:00.001-08:00</published><updated>2009-12-16T04:40:54.514-08:00</updated><title type='text'>Um dos poucos comunistas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todo mundo sabia que o Damião era comunista. Era uma espécie de estigma que ele carregava consigo pela vida toda. Jamais duvidaram que fosse um comunista. No grupo todos diziam, alguns pesarosos, outros nem tanto: “o Damião é comunista como não se faz mais hoje em dia”.&lt;br /&gt;Havia quem dissesse inclusive que o Damião era parente distante do Stalin, algo que ele não desmentia, “minha avó era meio irmã do primo do Stalin, o comunismo é hereditário”, ele alegava.&lt;br /&gt;E se outra certeza havia sobre a predileção do Damião, era que ele não gostava de futebol. Torcia pro Lokomotiv de Moscou, “só pra lembrar dos velhos tempos”, declarava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Damião morreu o grupo de amigos resolveu preparar uma cerimônia de despedida estrondosa, como o Damião merecia, afinal de contas o mundo estava perdendo um de seus poucos comunistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Jeremias sugeriu que se pusesse uma bandeira do PC do B sobre o caixão do falecido. Ideia que teve repúdio total:&lt;br /&gt;- Que isso, o Damião nunca teve preferência política por aqui. Dizia que só se o próprio Marx se candidatasse à Presidência da República, teria o seu voto.&lt;br /&gt;- Sem bandeira então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Adão Preto declarou aos berros, como era de costume:&lt;br /&gt;- E uma foto do Stalin?&lt;br /&gt;- Ah! Isso sim. Podemos mandar fazer um caixão personalizado, quiçá escrito: “Damião Stalin Pereira”.&lt;br /&gt;- Boa! Boa!&lt;br /&gt;- Decidido, o Damião merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após mais alguns detalhes, resolveram-se todas as questões do enterro, do velório e da cerimônia. O Adão Preto seria o orador, e faria um discurso sobre a falta do Damião no grupo de amigos e na sociedade civil organizada, a qual Adão preferia chamar de (des)organizada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pouco antes da cerimônia, estávamos na casa do Damião, com o aval da Carmem, esposa dele, procurando fotos para ilustrar nossa despedida, e foi aí que tivemos a surpresa de nossas vidas. Damião era capitalista.&lt;br /&gt;- CA-PI-TA-LIS-TA – alguém falou.&lt;br /&gt;Diversas contas em nomes de laranjas, esquemas de lavagem de dinheiro e até fotos com Bill Gates, Bill Clinton e uma série de outros capitalistas famosos no mundo, estavam escondidas nos confins do roupeiro do Damião. Além de tudo aquilo, descobriram uma bandeira do Esporte Clube São José de Porto Alegre, bem dobrada e uma foto na qual Damião aparecia comemorando o título da Segundona, abraçado ao treinador do time na época, Vasques.&lt;br /&gt;Ninguém acreditou no que viu, e por mais que quiséssemos preservar a integridade comunista e de inimigo do futebol do Damião, a notícia vazou, e no velório ninguém acreditava, todos queriam saber:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas e ai, torcia pro Zéquinha mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7855567077461414417?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7855567077461414417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7855567077461414417' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7855567077461414417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7855567077461414417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/12/um-dos-poucos-comunistas_14.html' title='Um dos poucos comunistas'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-1103013862823661555</id><published>2009-11-25T06:44:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T06:45:28.160-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando Marília anunciou que não ia sozinha, César chegou a suar frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim não vem sozinha?&lt;br /&gt;- Vou levar uma amiga, oras.&lt;br /&gt;- Uma amiga? Mas e o que combinamos?&lt;br /&gt;- Tu não consegue fazer com duas, Césinha? Ouvi maravilhas tuas e tu vai me decepcionar?!&lt;br /&gt;- Não é que vou decepcionar, porém, não sei se consigo com duas mesmo. É muita coisa, preciso de mais tempo, mais concentração, tudo tem que estar no ponto, senão tu sabe o que acaba acontecendo, tudo vem a baixo. Uma série de fatores interferem.&lt;br /&gt;- Sempre pensei que fosse o sonho de todo homem como você.&lt;br /&gt;- Pode ser, mas é algo a se pensar, preciso estar preparado. Mas creio que se eu tiver tudo o que se precisa a gente pode fazer.&lt;br /&gt;- Okey, eu te aviso um pouco antes de irmos então.&lt;br /&gt;- Certo, eu preciso comprar mais ingredientes, afinal de contas, é sempre muito complicado fazer um bolo de framboesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-1103013862823661555?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/1103013862823661555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=1103013862823661555' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1103013862823661555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1103013862823661555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/11/quando-marilia-anunciou-que-nao-ia.html' title=''/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2284261971070213289</id><published>2009-11-19T06:34:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T06:36:19.340-08:00</updated><title type='text'>O canhão do Albino</title><content type='html'>Que fosse todos os sábados, embora eu tenha quase certeza que tudo acontecia no meio da semana, mas sempre achei o sábado uma data especial, portanto, era sim no sábado. O areião da pracinha perto de casa, uma das tantas que já morei, era o palco de uma sagaz disputa, onde oito mirradas miniaturas de futuros craques de futebol, quatro pra cada lado, mediam forças para ver quem seria o dono do campinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu time era sempre o mesmo e entrávamos em campo sob uma ovação que condizia com o tamanho do clássico que disputaríamos, a torcida ensandecida contava com a participação da irmã do nosso atacante, e...bem, da irmã do nosso atacante, que clamava pelo início do jogo, e pela vitória dos guris da rua de baixo (nós).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de som (Cláudio, um gordinho um pouco mais novo que nós), anunciava efusivamente o nome dos atletas para a imensa torcida que se fazia presente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entra em campo o time da rua de baixo: Zelando as traves e o bem estar das redes da goleira do time, Ricardinho (sim, eu era o goleiro); fazendo o areião levantar, botinando os adversários, o zagueiro é BelZebú. O carque do time, ele que joga com beleza e destreza, no meio campo está o Devagar; e no ataque o homem que trouxe consigo a maior torcida do clássico, o melhor atacante que o time da Rua de Baixo já conheceu, Cenoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, estávamos em campo, nossa estratégia consistia em uma uma única tática que era sempre aplicada á risca: chuta a bola pra frente e se sobrar o Cenoura guarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto mantínhamos conversas definindo a postura do nosso time, o gordinho começou a anunciar o time da Rua de Cima. Tudo estava na mais perfeita paz até ele anunciar o nome que não queríamos ouvir, o mais temido, o menos querido e mais feroz atacante que rondava o bairro: Albino. A confusão começou quando o dito nome foi anunciado. Não podíamos deixar, o Albino era um terror, e não condizia com nosso esteriótipo de franzinos atletas. Além do mais a faixa etária do nosso time era de oito anos e o Albino tinha 19, faço questão de escrever que o Albino tinha DEZENOVE anos. Era inadmissível, mas o que poderíamos fazer? Não havia um regulamento para o jogo, portanto, estávamos em desvantagem, clara e total desvantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob nossos imensuráveis protestos, o Tamanduá (capitão do time da Rua da Cima), cedeu e declarou: “o Albino será nosso meio campo e não poderá fazer gol”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa! Aquela frase foi um alívio para mim, o Albino chutava tal qual o Roberto Carlos, que na época tinha um foguete na perna esquerda. Saldei ao Divino por ter me livrado da incumbência de barrar o melhor atacante que o bairro já viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo começou, e o gordinho Cláudio transformou-se no árbitro. A cada lance ele manifestava-se com gestos efusivos, indicando que aquele gordinho cresceria afeminado, o que não nos dizia respeito, afinal era de fato um bom juiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa tática começou a dar certo, o Cenoura era um fenômeno, fazia gols de todos os jeitos, de cabeça, joelho, barriga, peito, vez que outra até com o pé. Tem gente que jura ter visto o Cenoura fazendo gol de pescoço. Estávamos vencendo por 1x0. Gol de cenoura. O primeiro tempo acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos exaustos à casamata (a sombra de um pinheiro com poucas folhas), e faceirinhos que estávamos traçamos uma única estratégia: “Pelo amor de Deus vamos ganhar esse jogo, parece que o Albino ta meio bêbado hoje, vamos aproveitar”, eu falei. E de fato o Albino não estava no melhor dos seus dias, não tinha feito uma boa jogada e o Belzebú estava invocado, não queria saber de brincar, embora fosse uns 15 centímetros menor que o Albino, ainda assim estava jogando como se fosse um metro maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo reiniciou e segurávamos o 1x0. Faltava menos de dois minutos para o jogo terminar, e sagrarmo-nos campeões do campinho. Foi quando tudo aconteceu. A bola estava nas mãos do Cedenir (goleiro do outro time), quando eu vi o Albino olhando-me com aqueles olhos de fúria, olhos que ofuscavam a minha visão e faziam-me tremer dos pés à cabeça. Eu sabia que algo de muito ruim aconteceria. O Albino estava tramando alguma coisa, e essa coisa não poderia ser boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cedenir lançou a bola com violência para o Albino que dominou-a no peito, desvencilhou-se do Belzebú com um jogo de corpo criminoso e apontou bem na minha frente, como se tivesse seis metros de altura, eu estava desprevenido, não contava com aquele acontecimento, eis que o Albino, mau caráter que era, desferiu um pontapé estrondoso na esfera futebolística, ali, em plena minha frente, a menos de dois metros de mim. O que aconteceu a seguir foi um milagre, sem dúvidas. Eu defendi. Defendi o chute poderoso do Albino, defendi com o face, é verdade, e em seguida consegui apenas ouvir o som do Belzebú afastando a bola para a lateral e o gordinho Cláudio apitando o final do jogo, antes de eu cair desmaiado, tendo tempo de ouvir alguém berrando eloquentemente: “Mas que defesa!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2284261971070213289?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2284261971070213289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2284261971070213289' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2284261971070213289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2284261971070213289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/11/o-canhao-do-albino.html' title='O canhão do Albino'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-8191910094502953391</id><published>2009-11-10T06:55:00.000-08:00</published><updated>2009-11-10T06:56:26.841-08:00</updated><title type='text'>Ninguém trabalha de havaianas</title><content type='html'>Ninguém trabalha no verão! Absolutamente ninguém trabalha no verão. Não que ninguém queira trabalhar no verão, é bom que se diga. Menos ainda que todos estejam de férias no verão. O que acontece é simples, porém, cabe cuidado ao inciar uma explicação, ou diria ainda, uma explanação sobre tal teoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos aos fatos. Eis que o sol que no inverno brilha longe – quando brilha – no verão aparece como mais novo melhor amigo de todo e qualquer par de havaianas que encontra-se ali, escondido em meio aos tênis velhos e as sapatos para se usar em casamentos. As havaianas no inverno, perdem em adesão popular até para as pouco discretas botas de chuva. Pois bem, não desvirtuando ao assunto, chegamos, com essa explicação, à uma das causas do por que ninguém trabalha no verão: quem diabos pode ir trabalhar de havaianas? Há exceções e eu bem sei que algumas pessoas trabalham de havaianas, mas sendo sabedor também, que ninguém em um escritório pode trabalhar de havaianas, e de que todos (sem exceção nesse caso) querem trabalhar assim no verão, aí já são cerca de 25% de pessoas que não trabalham no verão. Motivo? A falta das havaianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou me ater à vestimenta veranista para justificar a minha tese, pois ainda me caberiam dois ou três parágrafos falando das bermuda/saias, das regatas/blusinhas e ainda do chapéu de palha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chapéu de palha, aposto que algum gaiato teve tempo para dizer: “eu não uso chapéu de palha”. Óbvio que não usa chapéu de palha. Aliás, acho que ninguém usa chapéu de palha. Eu não uso chapéu de palha, nunca usei, exceto em uma festa de São João que não vem ao caso agora. Porém, os mais atentos devem entender que o chapéu de palha é alusivo à uma coisa em especial, e digo mais, não é simplesmente uma coisa, é A Coisa, e só digo “coisa”, na falta de uma português mais amplo, que pudesse me ajudar à descrevê-la como de fato ela merece. A Coisa em questão, trata: se da praia, ou alguém nunca ouviu: “eu tava de chapéu de palha, na praia tomando sol”? A Coisa é a praia, o ápice do verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem trabalha no verão, enfurnado em um escritório, amparado por papeis e mais papeis que nem de longe lembram as dunas, de praias que pouco me importa se são Arroio do Sal ou Curumim? São praias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é o obcecado pela desgraça que rende alguma coisa abaixo de 35 graus célcios, quando esse mesmo sol que lhe ofusca a vista, vai estar lá em Marambaia, queimando o nariz dos poucos afortunados que já estão lá, degustando o inferninho (do bem), que o verão proporciona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Santa Catarina então? Chego a rir da possibilidade de alguém, por mais concentrado que seja, digitando freneticamente em seu computador, ou tentando arrumar a impressora que só fala em espanhol, quando poderia estar logo ali, há uns 400 quilômetros gastando suas energias na subida do Caminho do Rei, na Praia do Rosa, ou ainda testando o seu portuñol na Praia de Ferrugem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém trabalha no verão, por causa das havaianas e da praia. Mais das havaianas que da praia, por único motivo em especial; as havaianas também lembram a praia. Portanto, aqui temos o chapéu de palha, na praia tomando sol, e de havaianas, por que ninguém que esteja na praia tomando sol de chapéu de palha, vai estar sem havaianas, isso é óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No verão ninguém trabalha, e mesmo na primavera, quando a temperatura começa a oscilar entre os 25 e 30 graus célcios, já começamos a parar de trabalhar, ou ainda de raciocinar, vide a baixa qualidade do texto que no instante acabo de escrever, e o senhor/a acaba de ler.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-8191910094502953391?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/8191910094502953391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=8191910094502953391' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/8191910094502953391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/8191910094502953391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/11/ninguem-trabalha-de-havaianas.html' title='Ninguém trabalha de havaianas'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-6258454923068214734</id><published>2009-10-26T16:51:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T17:01:36.446-07:00</updated><title type='text'>De Nelson Rodrigues à terapia</title><content type='html'>Tudo começou na livraria, enquanto Nunes analisava um exemplar de “As mulheres gostam de apanhar”, de Nelson Rodrigues. Marta apenas o analisava, de olhos fixados hora na capa do livro, hora nos olhos de Nunes, que debruçavam-se timidamente nas páginas da obscenidade conjugal e cultural de Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunes distraído que era, se quer destinou um único e isolado olhar à Marta, que nem de longe era uma mulher dispensável, pelo contrário, exibia com benevolência as coxas torneadas, do alto de seu metro e setenta e cinco e meio, pois sempre fazia questão de frisar o “e meio”. Ela ali ficou, ladeando o rapaz, e lançando olhares que se transformaram de míseros olhares de soslaio, a secadas usurpadoras, cuja intenção se dava claramente àquele homem baixinho, de poucos cabelos e ainda assim despenteados, usando óculos largos e um leve ar de intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunes percebeu, assim que terminou a leitura do terceiro capítulo do livro que empunhava, que aquela mulher, que nem em sonhos não desejou, estava lhe encarando. “Talvez eu deva pedir se devo-lhe algo”, pensou, pessimista que era o Nunes. Não que de fato fosse areia suficiente para o caminhão de Marta, porém, quem entende as mulheres? E foi aí que uma ideia lhe veio à mente. Olhou a capa do livro que estava agora devolvendo à prateleira; “As mulheres gostam de apanhar”, pensou. Debruçou seu olhar de esguelha à Marta, que ainda o encarava tal qual o estivesse despindo ali mesmo. Nunes, antes de guardar o livro apontou para a capa do mesmo, e certificando-se que Marta ainda o mirava, a encarou e levantou levemente as sobrancelhas, como quem diz: “topas”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pé por pé veio Marta, debruçando-se sobre Nunes que estava sentado ali, em frente a estante dos contos/ crônicas. Marta enfiou-lhe o decote na face e quando Nunes quase estava asfixiado, ela perguntou:&lt;br /&gt;- Então tu gosta de bater em mulher, não é?&lt;br /&gt;Nunes viu aí a sua possibilidade de conquistar de fato a sem-vergonha. No papo Nunes era um garanhão incontrolável, ali ele comandava. Da forma mais charmosa que conseguiu, respondeu:&lt;br /&gt;- Há situações em que o controle precisa ser rígido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E quais são elas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem me diz é você – Nunes mantinha o tom de voz mais alto que o de Marta, e engrossava a voz a cada sílaba pronunciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que eu poderia dizer? - ela perguntou.&lt;br /&gt;- Me peça para agir. - manifestou-se Nunes, sem pigarrear.&lt;br /&gt;- Pois, aja.&lt;br /&gt;Nunes pegou a bela morena pelo braço, com força, quase que arrastando-a pelo salão da livraria, afinal, era hora de mostrar o quão másculo ele era. Foi quando Marta lhe proferiu a frase que desde então assola os pensamentos de Nunes, os pensamentos e algo mais do nobre homem:&lt;br /&gt;- Gosto de masoquismo, mas quem gosta de bater tem que gostar de sentir dor, topas? - ela sugeriu.&lt;br /&gt;Nunes que nunca havia estado com uma mulher tão mulher, ou com um par de coxas tão par de coxas, ou ainda um com seios tão decotados, respondeu:&lt;br /&gt;- Topo, por que não. ( sem alusões)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois então me espere um minuto, que já volto.&lt;br /&gt;Marta foi ao banheiro e Nunes aproveitou para deslisar pela livraria, contente e faceirinho, eis que resolveu analisar a prateleira de livros que Marta degustava antes de o encarar, e foi aí que tudo ficou claro e, ao final tudo escureceu. Nunes pegou na mão o exemplar que vira Marta devolvendo à estante, que com muita atenção reparou nas escritas: “GLS”, em seu topo. O livro, de capa ilustrada e colorida exibia como título: “Travestis bem dotados, também são mulheres”.&lt;br /&gt;Nelson Rodrigues não habita mais a cabeceira da cama do Nunes, agora o carioca dá espaço a diversos livros de auto-ajuda ou de meditação, cujos títulos variam de: “Esqueça dores do passado” à “Medite para que a dor passe”. Tendo ainda espaço para anatomia, cujos títulos de origem retais não vem ao caso no momento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-6258454923068214734?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/6258454923068214734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=6258454923068214734' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6258454923068214734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6258454923068214734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/10/nunes-o-garanhao-da-livraria.html' title='De Nelson Rodrigues à terapia'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-3917521539904580842</id><published>2009-10-19T13:56:00.000-07:00</published><updated>2009-10-19T14:14:35.011-07:00</updated><title type='text'>Infância</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Se alguma coisa pudesse me atingir de alguma forma, qualquer que fosse, não atingiria quando eu era criança. As coisas não acontecem quando se é criança, acontecem sim, quando se cresce, quando se diz que é adulto, por mais infantil que se possa ser. Penso, - coisa que tenho costumado fazer com mais frequencia, toda vez que tenho tempo – e lembro-me o quão mágica foi a minha infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi um parágrafo de uma redação que não sei, mais uma vez, onde vai dar, mas tenho certeza que uns dirão: “ih, bobagens nostálgicas do Ricardo”, e não deixam de ter razão. Não costumo escrever de mim, ou para mim, porém, quando faço, parece que sempre tento lembrar do passado, algo bom que me aconteceu. Não que o presente não seja bom, mas o passado é sempre melhor. Caso contrário não contaríamos histórias aos nossos amigos, e quando transássemos com aquela mulher linda, tão cobiçada por todo o grupo, não contaríamos, afinal, o presente seria mais importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo veio passando mas as minhas histórias de guri não se apagaram de minha mente, e uma delas tentarei transmitir aqui, com a pouca capacidade que possuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era verão...ou primavera... o que não vem ao caso, por que ainda há a possibilidade de que fosse outono, o que elimina de vez o inverno da minha listinha. O que interessa por hora, é que estava eu, belo e formoso, ou nem tão belo e nem tão formoso, uma vez que sempre tive esse rostinho desgraçado e sempre tive a estrutura corpórea de uma avestruz anoréxica, porém, estava lá, sentadinho na casa onde morava, morava não moro mais, e pensei (também pensava naquela época),e resolvi: “Vou passear”.&lt;br /&gt;Como eu era independente, tomava atitudes sem consultar minha mãe, que por sua vez estava trabalhando. Era o dono do campinho, que por vezes eu chamava de casa. Saí. Rumei ao desconhecido, entrei em uma trilha sinuosa e ladeada por penhascos tão íngremes que um simples passo errado seria o meu fim. Segui firme por aqueles lados, até encontrar um rio, de onde peixes e sereias me olhavam, tal qual meus amigos de infância. Vivi aventuras, fiz amizades com elfos, gnomos. Isso tudo sem em momento nenhum ter usado qualquer tipo de drogas. E no fina, virei um príncipe e vivi feliz para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que essa história é fictícia e nada disso aconteceu de fato, mas isso serve para comprovar que mesmo não sendo mais criança, ainda posso sonhar,  posso brincar, por mais mangolão que isso seja. E minha imaginação, ah minha imaginação!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-3917521539904580842?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/3917521539904580842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=3917521539904580842' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3917521539904580842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3917521539904580842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/10/infancia.html' title='Infância'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-5002626676567247356</id><published>2009-09-17T14:42:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T14:44:19.519-07:00</updated><title type='text'>Patrícia, a ladra de corações</title><content type='html'>&lt;p class="ecxwestern" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Sentia-se tentado toda e qualquer vez que ela passasse por ele. Fosse o cheiro suave como flor do campo, fosse a cintura a qual podia agarrar com uma só mão. Quem sabe fosse o cabelo que com ou sem vento, por mágica esvoaçava. Sabe-se que de fato ela lhe tirava o folego, a atenção, excitava-lhe e em uma ocasião quase tomara-lhe a família.&lt;/p&gt; &lt;p class="ecxwestern" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Era assim a Patrícia, que todos sabiam ser uma ladra de corações e derrubadora de lares, mas Claudinei pensou: “Ah não!, Comigo não”. Pensou errado o Claudinei, e o pessoal da empresa todo parou quando ela foi até a sala dele.&lt;/p&gt; &lt;p class="ecxwestern" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Claudinei era novo na empresa, havia duas semanas tinha começado, pois já sabia bem da fama da Patrícia. Patrícia foi levar um café até ele e o tempo parou, tal qual seu queixo onde a baba quase escorria. Ele sabia, sim, sabia que ela era arisca, mas não sabia que um contato direto com aquela mulher poderia o perturbar tanto: “uma ladra de corações”, logo resumiu. Esboçou uma conversa, porém, a voz embargou e ele ficou ali, estaqueado, tentando por força destravar a fala. Não conseguiu.&lt;/p&gt; &lt;p class="ecxwestern" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Patrícia saiu da sala, ele demorou alguns minutos para voltar ao normal.&lt;/p&gt; &lt;p class="ecxwestern" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Nas duas semanas seguintes, Claudinei ensaiava conversas com Patrícia, coisa que até então não havia acontecido. A moça aproximava-se e como por um feitiço, ele travava, era batata. Certa feita, ele a enxergou cruzando o corredor, suave como o vento, vinha se aproximando cada vez mais, ele suava. Ela andava, ele suava, ela andava, ele suava. Ela entrou, ele engasgou: &lt;/p&gt; &lt;p class="ecxwestern" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Olá seu Claudinei, o senhor está passando bem?&lt;br /&gt;- C...cla..claro, claro. Per...per...perfeitamente bem.&lt;/p&gt; &lt;p class="ecxwestern" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Ainda bem, o senhor me parece tão jovem e tão saudável, que me sentiria tão mal se algo lhe acontece. Acho que o senhor ainda tem muito pique.&lt;br /&gt;- Pi...pique, claro, tenho sim.&lt;br /&gt;- Gostaria de testar.&lt;br /&gt;- Testar c...c...c...como?&lt;br /&gt;- Sexo.&lt;br /&gt;A vista de Claudeinei escureceu, e ele só recobrou os sentidos quando estava em cima de mesa de sua sala, com dezenas de pessoas ao seu redor, abanando-lhe, e prestando os primeiros socorros. A primeira coisa que viu quando acordou, foi Patrícia com o decote bem acima do seus olhos, assoprando-lhe o rosto.&lt;br /&gt;Claudinei pediu transferência da sua empresa, foi para outra cidade dizendo apenas a frase: “Minha família não”.&lt;br /&gt;Chegou na empresa e não sabe por que, mas quando a via sentia-se tentado toda e qualquer vez que ela passasse por ele. Fosse o cheiro suave como flor do campo, fosse a cintura a qual podia agarrar com uma só mão. Quem sabe fosse o cabelo que com ou sem vento, por mágica esvoaçava. Sabe-se que de fato ela lhe tirava o folego, a atenção, excitava-lhe e em uma ocasião quase tomara-lhe a família.&lt;/p&gt; &lt;p class="ecxwestern" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Quando ela entrou na sua sala, ele pareceu conhecer aquela voz: &lt;/p&gt; &lt;p class="ecxwestern" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;- Seu Claudinei, minha irmã, Patrícia me falou muito bem do senhor.&lt;br /&gt;Claudinei se aposentou por invalidez, após o segundo infarto em menos de duas semanas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-5002626676567247356?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/5002626676567247356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=5002626676567247356' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5002626676567247356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5002626676567247356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/09/patricia-ladra-de-coracoes.html' title='Patrícia, a ladra de corações'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-4211234207965943096</id><published>2009-08-31T16:56:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T16:58:28.226-07:00</updated><title type='text'>Acabe com o mundo você também</title><content type='html'>Gosto do passado, isso não é novidade. Gosto da história que alguém já viveu, e pode contar para os outros. Sinto-me um tanto impotente perante a isso, pois não tenho história à contar, ou a minha história não pode ser contada. Fato esse, que não condiz só a mim, é uma virtude própria da juventude. Virtude que falo em um sentido irônico da palavra, uma vez que de virtude essa virtude não tem nada, sacas? Pois bem, essa virtude, que não é virtude e sim defeito, é característica de nós jovens. A 'virtude da inutilidade'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu pensar, coisa que ainda faço, é simples comparar situações e estabelecer um critério único. Ninguém faz o que tem de ser feito, hoje em dia. Não que só os jovens sejam nulos, mas a atualidade também é. Digo, é possível que não se retrate em livros de história que um presidente semi analfabeto pudesse ser um fhürer, ou coisa parecida. Claro, que não nos faz falta um ditador tal qual Hitler, mas é difícil imaginar que Lula bradasse para uma multidão ensandecida, com seus quatro dedos ao ar, gritos que a convocassem para um guerra iminente e prevalecida, e o pior, fazer essa multidão acreditar que a guerra era por um bom motivo. Imagino (ou tento imaginar), Lula, com seu português rebuscado, gritando a plenos pulmões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, é melhor não imaginarmos uma nova ditadura, uma vez que caso houvesse, não teríamos força para tirar do poder aqueles que lá estariam. Dúvida? Pense. Há alguns anos, cerca de 40, houve força jovem suficiente, senão para deter um governo ditatorial, para opor-se a ele, e aposto o que quiserem comigo, que a juventude atual não faria igual, ah não faria. É provável, claro, que em um duelo de vídeo game, ganhássemos com uma significativa vantagem, porém, política, não é o nosso forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem verdade que a política atual não nos gera interesse, a menos que se queira cultivar bastas e sedosas bigodeiras, para gerar, além de revolta em toda a comunidade (não só pelo bigode), um cargo vitalício na presidência do Senado Federal, que por mais maculado que seja, ainda assim continua límpido e cristalino aos olhos de quem manda.&lt;br /&gt;Como que desatinadamente, me vem à mente mais alguns resquícios do que aprendi na escola, e penso nas mais estonteantes invenções ou atos solenes. Seria possível que um de nós  (se inclua nessa), ganhasse um Nobel da Paz, por levantar-se perante à atrocidades sem o uso de uma arma sequer? Refiro-me ao que nos passado fez Mahatma Gandhi. Confesso que não sei da história dele o que de fato gostaria de saber, mas o mínimo que sei, me faz afirmar que não, nenhum de nós faria igual. Ao passo que a maior revolução que faremos é para os nossos filhos, ou seja, acabar com a água no mundo, quiçá, com um pouco de sorte acabaremos inclusive com o mundo.&lt;br /&gt;Isso, achei a solução mais fácil para todo o nosso problema de impotência, que não confunde-se com a sexual, uma vez que quanto a isso, nós jovens temos fôlego suficiente, mas sim nossa impotência perante ao que deve ser feito pelo mundo. Não faremos o que se deve. e na minha solução proponho que acabemos com o mundo propositalmente. Explico minha teoria da salvação da tal forma: ao compasso que andam a coisa, de clara regressão, se nós não conseguirmos destruir o mundo, gerações futuras o farão, e tomarão os nossos méritos. Caso consigamos acabar com todo um planeta, aí sim, pode anotar, caso haja vida inteligente em outros planetas, dentro de alguns anos, estaremos todos, sem exceção, nos livros de história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-4211234207965943096?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/4211234207965943096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=4211234207965943096' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4211234207965943096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4211234207965943096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/08/acabe-com-o-mundo-voce-tambem.html' title='Acabe com o mundo você também'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-5737880520517668075</id><published>2009-08-10T15:48:00.000-07:00</published><updated>2009-08-10T15:49:39.459-07:00</updated><title type='text'>A chinchila do mal</title><content type='html'>Uma vez conheci uma chinchila do mal. Pouca gente sabe o quanto uma chinchila pode ser cruel. Alguns ainda, não sabem o que é uma chinchila, quem dirá que pode ser maligna. O fato é que existem sim chinchilas tocadas pelo dedo do belzebu e uma delas, eu conheci.&lt;br /&gt; Trabalhei uma época da minha vida, em uma criação de chinchila. E foi lá que me encontrei com o satã de pelo macio e carinha de coelho. Nunca na minha vida fui tão ridicularizado por alguém, o “Mal” (como a chamarei agora) fez de mim gato e sapato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Era uma manhã nublada, eu alimentava solitário os mais de três mil roedores que ciciavam seus dentinhos na saborosa ração que lhes oferecia. Todos estavam fagueiras, animadas com a ceia do dia. Uma não. Cabe aqui a repetição da frase: Uma não!&lt;br /&gt; Passei por ela, e vi nos seus olhos o ódio, ela carregava naqueles olinhos arregalados, tanta raiva quanto uma chinchila pode carregar. Tudo começou quando eu lhe entreguei inocentemente sua porção de ração do dia, em seguida à olhei, contemplando a reação de felicidade que deveria brotar naquele focinho peludo. Não brotou,ao contrário, a partir daquele momento meu martírio começou.&lt;br /&gt;  Sabe-se lá como, a maldita desvencilhou-se das grades que a separavam do mundo, sorrateira que era, me tomou muito esforço. Por horas eu à persegui, desesperado, afinal o animal sozinho me custaria um mês de salário. Corri em círculos por pouco mais de meia hora, quando ela desapareceu. O Mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Atônito eu continuava as buscas que julgava inúteis, uma vez que meu fracasso era quase um fato consumado, ficaria sem a chinchila, sem salário, mas minha dignidade aquele monstro não tomaria de mim, não me entregaria sem lutar.&lt;br /&gt;   A manhã passou, a tarde se fez e depois da tarde, a noite, a madrugada adentrou e eu ali, de tocaia, o animal não ia vencer assim. Estava atento a qualquer movimento, um simples balançar de papel me ressaltaria e dessa forma o Mal não triunfaria. O sono veio, e tal qual o Mal me venceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acordei, segunda-feira, quando minha colega, que trabalhava coincidentemente em segundas-feiras, me cutucou com a ponta do sapato.  - Que tu estás fazendo atirado aí? – perguntou-me - Esperando o Mal chegar – lhe respondi.&lt;br /&gt; - Muito bem, se tu estás drogado, pouco me interessa, o fato é que achei essa chinchila esperando ao lado da porta quando cheguei, sabe me dizer por que não a capturou? Olha a carinha de assustada dela, coitadinha.&lt;br /&gt; Aquela cena não me sai da memória, olhei o animal, procurei o olhar da coitadinha, mas não encontrei, naqueles olhos castanhos, só existia o mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-5737880520517668075?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/5737880520517668075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=5737880520517668075' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5737880520517668075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5737880520517668075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/08/chinchila-do-mal.html' title='A chinchila do mal'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-3454769780989858376</id><published>2009-08-08T11:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-08T11:17:31.103-07:00</updated><title type='text'>A incrível história da arma imaginária</title><content type='html'>Lendo uma notícia na última semana, convenço-me de que o ser humano não poupa esforços quando tenta ser estúpido. Temos um cérebro pensante, capaz de raciocinar, quiçá o único ser pensante do mundo sejamos nós, embora eu desconfie muito dos macacos. Todavia, determinadas criaturas humanas não tomam conhecimento do seu cérebro e apelam para a ignorância associativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão, vejamos: Uma americana, após roubar um automóvel, pôs-se a continuar sua saga legionária e adentrar à uma loja anunciando estar armada. Até ai tudo bem. Os planos da americana foram frustados ao flagrarem o figurino utilizado pela suposta ladra, para efetuar o crime:um biquine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após os vendedores da loja alegarem que a moça não apresentava espaço reservado onde coubesse um arma, ela foi presa. Pergunto-me então, o que ela teria dito após questionarem onde ela escondia a arma. Alguma situações me vem a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação 1:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não tem onde esconder uma arma – diz o vendedor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça o olha, atônita que está, tem pouco tempo para dar-lhe uma resposta convincente, ou isso ou vai presa. Após alguns segundo de silêncio ela grita:&lt;br /&gt;- Tu não conhece a minha vulva! Tu não conhece a minha vulva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que a resposta seja espirituosa e a moça não seja completamente desprezível, é pouco provável que algum vivente ousasse procurar a “arma” do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situação 2:&lt;br /&gt;-Eu to com a arma na mão, mas só os inteligentes podem ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pior das hipóteses ela seria detida e encaminhada a um hospital próprio destinado a doentes mentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caberia um dia, ou uma tarde para analisar mais algumas possibilidades, contudo, todas as analises me fazem chegar ao ponto que citei antes, os macacos, se já não nos passaram no raciocínio, estão muito próximos, muito próximos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-3454769780989858376?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/3454769780989858376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=3454769780989858376' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3454769780989858376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3454769780989858376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/08/incrivel-historia-da-arma-imaginaria.html' title='A incrível história da arma imaginária'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7011154417078060253</id><published>2009-08-04T08:28:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T17:55:33.174-07:00</updated><title type='text'>Querida história, perdoai-nos</title><content type='html'>Conheci Pelotas. Não conhecia Pelotas, verdade. Não sou o que se possa denominar de um viajante. Viajo quando posso, não quando me convém, se assim fosse, seria um viajante. Não trato com vergonha esse desconhecimento meu, de uma cidade histórica do Rio Grande do Sul. O que me inclino a afirmar, é que gostei de Pelotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem-se uma sensação de estranha nostalgia quando cruza-se a ponte imperial, talvez a minha imaginação, que quando pouca pode ser chamada de fértil, transpassa o cotidiano e remeta-me ao passado. Imaginei-me, acenando ao imperador que cruzava a ponte, conduzido em uma carruagem imperial, afinal, imperadores usam carruagens imperiais, suponho, do decorrer de séculos passados.&lt;br /&gt;Conheci ruas estreitas, que não fossem os carros, todos os malditos carros que as habitavam e circulavam tal qual imponentes carruagens imperiais, eu diria que voltei ao século XVIII, mas não voltei. E essa nostalgia inexplicável, de algo que eu não vivi é que me chama a atenção, mais adiante à explicarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que Pelotas seja um exemplo de civilização, não é. Mas não pela história que a circunda, sim pelo desinteresse com que aquilo tudo é tratado. Não só pelo poder público, como também pela população. Levantaria o dedo, se pudesse, e um protesto pela história, em nome da história, apoiado pela história, diria: “Que encerrem aqui as pichações”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe a mim, que nada sou, tomar medidas de protesto. Não conheço aquela realidade, quicá haja até motivo para as pichações, embora não acredite nisso. O que alego, é que talvez, a nostalgia que senti, é a dos tempos melhores, dos tempos que não vivi, é claro, mas se os tivesse vivido, teria gostado, e como teria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado me conforta, talvez não pelo que de fato aconteceu, mas me parece que tudo o que passou é sempre melhor. É instintivo do ser humano pensar que tudo o que aconteceu poderia ter sido melhor, e é nisso que penso, se tivesse vivido em mil oitocentos e alguma coisa, teria sido o imperador? É provável que não. Nasci num tempo diferente, o que faz de mim, parte de uma nova geração. Sou da geração que não viveu a história. Da geração que em sua maioria desconhece a história. E o pior de tudo, sou da geração que depreda e história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constrangimento, é o que me resta. Peço perdão àqueles que viveram naqueles tempos. Peço perdão aos que tentaram manter a história viva até hoje. Desculpem-me, em nome da minha geração desavergonhada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7011154417078060253?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7011154417078060253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7011154417078060253' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7011154417078060253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7011154417078060253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/08/querida-historia-perdoai-nos.html' title='Querida história, perdoai-nos'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-4523614953661768244</id><published>2009-07-28T15:26:00.000-07:00</published><updated>2009-07-28T15:27:15.088-07:00</updated><title type='text'>Oito amigos e um posto</title><content type='html'>Todas as sextas-feiras acontecia. Éramos pontuais, tanto quanto o inverno permitia. Não um inverno qualquer, mas sim um inverno maiúsculo, rígido e intenso. Assim sim era o inverno. Sentávamos todos ao redor da mesma mesa, no mesmo local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns a mais de oito, éramos no começo. O tempo, o trabalho e por vezes as mulheres, nos foram tomando alguns desses. Ao que no fim sobraram oito. Oito, número esse, que pode caber nas duas mãos que temos, friso que muitos de nós tem duas mãos. Cabem nas mãos, sem dúvida, mas ali, a amizade que fizemos, não limitou-se a caber dentro do coração. Muito além das fronteiras cardíacas ela passou, e transcorreu por todos os oito corações, que tenho certeza, acordam no mesmo sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assuntos eram variados, invariavelmente o futebol era convocado. Gremistas, em sua maioria, os amigos discordavam, pois havia quem fosse colorado. Havia quem não fosse nem colorado, nem gremista, e só quisesse discordar, caso típico do Tiago. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah como sinto falta, mas não sinto falta só do Tiago. Sinto do Cristian, do Rodrigo, do Fábio, do Douglas. Sinto falta do Vinícius, do Gordo. Tento me lembrar do oitavo amigo, e me vem a mente que o oitavo era eu. Não que eu fosse muito significante, não era, mas se pudesse usar um espaço como esse, para dizer o quanto eu fui feliz com vocês, o faria. Penso já estar fazendo, e penso ainda que se cada um de vocês, meus amigos, lerem esse texto, me sentirei melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente uso esse tom nostálgico na minha narrativa, pois o tempo, cruel que é, foi nos separando. A gente vai crescendo, não que já não fossemos grandes antes – o Gordo que o diga - , mas muitos de nós cresceram profissionalmente e isso me conforta, outros cresceram intelectualmente, o que convenhamos não era difícil, outros ainda cresceram em ambos, e aí sim tiveram o que mereciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se, ou eu sei, que sinto falta de todos vocês. Que as risadas que demos foram sinceras, e que os oito do posto nasceram ali, naquele postinho onde reinava o Bolão, mas o que ali foi construído é pra sempre, e transcende a delimitações das bombas de gasolina, e é levado aonde quer que eu esteja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-4523614953661768244?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/4523614953661768244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=4523614953661768244' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4523614953661768244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4523614953661768244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/07/oito-amigos-e-um-posto.html' title='Oito amigos e um posto'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2444367060910757715</id><published>2009-07-20T17:22:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T17:33:03.068-07:00</updated><title type='text'>Orivan, o ex-monstro da ex-zaga</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Após o primeiro toque na bola, eles entenderam: estavam diante de um craque. Os lances do Orivan eram mágicos, estupendos, coisa de gênio. O carrinho que dera em Oziel foi qualquer coisa de tirar o fôlego. Que jogador. Zagueiro para ninguém botar defeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dizem até hoje, que Orivan nasceu para ser craque, mas que no decorrer da vida, a carreira de caminhoneiro o chamou mais atenção, pois em primeira mão lhes digo; isso não passa de uma inverdade. E aqui, todos saberão a verdadeira história de Orivan, o zagueiro do caminhão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ah poiseh divulga hoje, uma entrevista exclusiva que realizou com Orivan, o monstro dos gramados. O jogador, que atualmente mora no Acre,mas declara-se gaúcho de coração, embora quisesse ter nascido no Uruguai, ainda afirma ser gremista e revela o por que parou de jogar, e casos engraçados que aconteceram no campo, embora pra ele, futebol não seja uma piadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah poiseh: Orivan, muitos dizem que tu foi o melhor zagueiro que já viram jogar. Era de fato assim, tão bom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Tu ta brincando, né? Tu ta de sacanagem? Vai tomar no seu c*” Eu não era bom, eu era fudido. Não passava ninguém por mim. Eu entrava no campo, e não via nada mais, a não ser os meus adversários. Neguinho não botava o pesinho na minha área. Uma vez me confundi e acertei o massagista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Ah, o Mão-de-Fada (como era chamado o massagista do time), entrou no campo depois de uma contusão do Leal, meu companheiro de zaga. Só que eu não vi ele entrando. Achei que neguinho tava querendo se aproveitar do lance e cobrar falta rápida, entrei solando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: E o que aconteceu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Não gosto muito de falar. Foi sem querer, sabe qual é, na minha zaga ninguém entra. O Mão-de-Fada teve que ir pro hospital, e hoje em dia o apelido dele é outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Qual é o apelido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Pirata, por favor, não peçam o que aconteceu com a perna dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Orivan, qual a real razão pra você ter parado de jogar futebol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Olha. Sabe como é a vida... (Orivan está emocionado)...ela me seduziu. Eu achei que com ela, eu não precisaria do futebol. Tinha tudo. Ela era apaixonante. Era linda, gostosa, charmosa, cozinha que era uma maravilha, lavava as roupas em casa, cuidava do lar. Só que no futebol, eu não tinha tempo pra ela. Ai, larguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neguinho fica dizendo que eu preferi ser caminhoneiro. Não é isso, cara. Eu preferi a Marilene. Só que ela me ferrou. Emprenhou, e depois que eu larguei do futebol, fugiu com as cria, e com as minhas coisas. Não quero falar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan está chorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Orivan, tu não quer mais falar sobre isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Não. Mas eu te amo Marilene, volta pro Ori, vai. Já faz muito tempo. A gente pode ser feliz ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta, é isso. Desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Voltando à sua carreira. Em quais times tu já jogou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Comecei no 14 de Julho, de Livramento, depois, fui pro Gurani de Bagé, e quando eu estava sendo vendido pro Grêmio, ela apreceu. Sabe, era o meu sonho, sou gremista, todo mundo sabe, e acabei com tudo. Eu ia jogar com o Adilson Batista, por que foi la por 94 ou 95, não lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Tu ainda joga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Cara, olha pra mim. Eu sou gordo, grande, e tu não viu o pior. Vou te mostra minhas frieiras e minhas unhas do pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Não, não. Não precisa, não faz isso...não, nãããão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele tirou o chinelo havaianas que calçava, em seguida tirou a meia branca e realmente me mostrou o que eu hesitava em ver. Não tenho dúvidas que qualquer necrólogo sentiria náuseas em ver aquilo. Não vou me estender, pois a entrevista é de fato mais importante, além do que lembrar da cena me causa enjôo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Tu viu? Quer que eu jogue?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Não, não, mas quero que tu ponhas a meia de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o susto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Conte-nos fatos engraçados que ocorreram dentro do campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Futebol não é piadinha, guri. É isso que as pessoas tem que aprender. Vejo zagueiro de brinquinho por ai. Que isso? Zagueiro se pudesse, tinha que entrar de coturno no campo. Não com essas boiolagem. Não tenho histórias engraçadas, por que eu nunca fui palhaço, mas uma vez...não, deixa quieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Pode contar, Ori.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Que isso? Ori, só o que me faltava. Mais respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: É que uma vez, levamos umas moças pra concentração. Mas isso foi la no 14 de Julho ainda. Na verdade, e concentração foi na casa do Dinélis Falcatrua, e a gente levou uma meia dúzia de puta pra lá. Mas sei la, se o Alçapão (técnico do time) não tivesse chego com a arma la, tudo teria dado certo, é uma pena pro Derlei, que acabou perdendo os ovos, mas enfim, né, nem todo mundo pode procriar. (risos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Muito obrigado Orivan, pela entrevista exclusiva que tu nos concedeu, esperamos que a tua história sirva de lição para muitos jovens que hoje pensam em jogar futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Beleza, então, fico feliz que eu possa ter exposto a minha história, é uma satisfação pra mim poder mostrar pra todos o que não se deve fazer quando se tem um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Ta desligado já, né? Como é que fica aquela história da cervejinha que a gente combinou? Era duas caixas né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AP: Isso, isso, o combinado era esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orivan: Beleza, então, vai vir um pessoal aqui em casa e tal. Não quero decepcionar né.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2444367060910757715?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2444367060910757715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2444367060910757715' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2444367060910757715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2444367060910757715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/07/orivan-o-ex-monstro-da-ex-zaga.html' title='Orivan, o ex-monstro da ex-zaga'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-1722388179150817721</id><published>2009-07-13T08:38:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T08:39:19.573-07:00</updated><title type='text'>Brilham mais ainda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu temia, aliás, temia e ainda temo por uma desagregação folclórica que se abata sobre nosso tão apaixonante solo pátria. Ouço histórias, e sempre às ouvi, de feitos passados, mas não de um passado assim tão distante, mas coisas que há poucos anos, ou muitos para os tempos onde a cada dois dias se lança um novo celular, histórias que me fazem ir além, ao imaginar como pessoas simples se faziam célebres e incontestavelmente populares.&lt;br /&gt;Não uma, nem duas vezes, ouvi boatos sobre um senhor, que por volta das 15h, chegava em Porto Alegre, sentava-se em um balcãozinho, ali, naquele bar da Cidade Baixa, e tomava sua cachaça. Era calmo e tranquilo, tratava todos da forma como o tratavam sempre, com todo o respeito possível. Os cabelos brancos revelavam uma experiência que com palavras ele confirmava. Se perguntassem o nome, ele respondia: “Sou o Bezerra”. Insistindo no sobrenome, encolhia-se, talvez tímido, mas acho mais provável que fosse para manter-se anônimo em meio a tantos, e com o chapéu coco sombreando a face, respondia: “da Silva...Bezerra da Silva”.&lt;br /&gt;O talento inegável de Bezerra, não era do tamanho da sua empáfia, Bezerra não à tinha. Colecionou, durante a vida, fãs, que além da morte ainda tem. A maior marca que alguém pode deixar para o mundo, é um legado pós vida. Bezerra o deixou.&lt;br /&gt;O quão diferente um mundo dentro de seu contexto único é capaz de ser, compara a simplicidade, à excentricidade, e premia as duas. Não tem-se notícias de que o lendário rei do pop, Michael Jackson tenha sido, em qualquer momento de sua vida, uma figura simples, do contrário, era excêntrico, talvez perturbado pela ausência da infância a ele privada pela quantidade de talento que possuía.&lt;br /&gt;Michael resolveu viver a infância que não tivera, após a suposta maturidade, não se faz cabível julga-lo, uma vez que jamais o faria. O que tenho a declarar, é que em um mundo onde tão poucos talentos surgem, e tanta porcaria é vendida, muito se perde ao calar da voz suave do astro mais excêntrico que o mundo já viu.&lt;br /&gt;Michael agora é de fato o astro que sempre sonhou em ser. Porém, quando o quiseres ver, não se paga ingresso, não se move multidões, apenas, olha-se para o céu. A estrela que mais brilhar, tenha certeza, representa Michael. E quem sabe ao seu lado, discreta, mas sem menos brilho, esteja o não menos brilhante Bazerra da Silva.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-1722388179150817721?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/1722388179150817721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=1722388179150817721' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1722388179150817721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1722388179150817721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/07/brilham-mais-ainda.html' title='Brilham mais ainda'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-3741369588938453564</id><published>2009-07-06T16:03:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T16:08:29.715-07:00</updated><title type='text'>A síndrome da baleia</title><content type='html'>O Edgar cresceu sem nunca ouvir uma única opinião sobre sua vida sexual. Era ativa, uma vida sexual ativa, disso não se duvidava, porém, nunca uma mulher comentou com ele, qualquer coisa que fosse. Que dissessem então que era ruim, mas aquele silêncio, aquilo o incomodava. Fosse qual fosse a opinião, ele queria saber.&lt;br /&gt;Estava tendo um casinho, como gostava de dizer, com a Joice, e seria ela quem diria a ele qual o seu desempenho embaixo dos lençois, ou em cima, ou em qualquer lugar que fosse. Ia perguntar, a Joice até hoje nunca lhe mentira. Queria uma avaliação. Isso, o seu diagnóstico sexual seria dado pela Joice, de forma única e definitiva.&lt;br /&gt;-Joice, quero te perguntar uma coisa- proferiu suado, após uma sessão de sexo sem pudor.&lt;br /&gt;- Pois, pergunte.&lt;br /&gt;- Como eu sou na cama?&lt;br /&gt;- Poxa, Ed, que coisa pra se perguntar.&lt;br /&gt; - Quero saber. Preciso saber.&lt;br /&gt;Joice notou o pingo de clemência que aquele “preciso” carregava consigo. Matutou. Como diria que o Edgar não era nem bom, nem ruim. Que dava pro gasto. Que não a faria ter orgasmos múltiplos, mas na maioria das vezes a fazia ter orgasmos?&lt;br /&gt;- Diretamente? - ela perguntou&lt;br /&gt;- O máximo possível&lt;br /&gt;- Olha, não sei como descrever.&lt;br /&gt;- Compare à alguma coisa.&lt;br /&gt;-Ao quê?&lt;br /&gt;- Não sei, a alguma coisa. Uma comida, um filme, um artista.&lt;br /&gt;- Um artista, é uma boa!&lt;br /&gt;“Um artista é uma boa”, pensou Edgar enquanto Joice preparava-se para descreve-lo. Torceu para que a moça dissesse que era um Brad Pitt do sexo. Ou ainda fosse pelo lado musical, gostava de jazz o Edgar. Quem sabe fosse comparado a Dave Milles. Quem sabe ela dissesse que era uma lenda da cama.&lt;br /&gt;- Posso te comparar a um filme?&lt;br /&gt;- Filme?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Ta, pode.&lt;br /&gt;- Free Willie – disse ela por fim, segura.&lt;br /&gt;- Free Willie?&lt;br /&gt;- É. Não que seja ruim. A maioria das pessoas até já viu. Mas não tem aquela emoção toda. Um filmezinho tranquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edgar foi-se embora sem olhar para Joice. E desde esse dia, tem aversão à baleias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-3741369588938453564?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/3741369588938453564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=3741369588938453564' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3741369588938453564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3741369588938453564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/07/sindrome-da-baleia.html' title='A síndrome da baleia'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-6053621599569839181</id><published>2009-06-13T10:35:00.000-07:00</published><updated>2009-06-13T10:43:01.037-07:00</updated><title type='text'>O Roubo do sofá (parte 3)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Capítulo 3&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A velha cabana &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A casa da Tia Rosmarie era esquisita, não que fosse mal decorada, não era, porém, alguma coisa por ali era estranha, maus fluídos, quem sabe, ou apenas fluídos, alguma coisa não dava conta da normalidade. Ninguém nunca tinha entrado na casa da Tia Rosmarie para conversar, a casa dela era um segredo de estado, mais um dos tantos que habitam a mágica, proibitiva e surpreendente Arroio Teixeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diversas fotos antigas circundavam as paredes, que eram de madeira, algo que lembrasse o rústico, mas não propositadamente, era o tempo (e os cupins) corroendo a madeira. O chão coberto de todos os mais variados tipos de tapete, onde instalamo-nos, na sala, o tapete era vermelho, com um xis preto, bem no meio, as pontas do xis estavam embaixo dos diversos sofás que a sala dispunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tia Rosmarie estava desesperada, soluçava, balbuciava palavras indecifráveis, tal qual uma criança que aprendera a falar há cinco dias. Começamos, não com um motivo, menos ainda com eficácia, um interrogatório. O velho Teixeira começou, levemente embriagado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rosmarie. Não é de hoje que conheço a senhora – Teixeira nesse momento rondou seu olhar pela sala, descontraiu-se, sua face era de pavor, quando retomou o assunto – aliás, Rosmarie, percebo o quanto estamos velhos. Há muitos e muitos anos que eu te conheço. Um velho não se deixa enganar com a facilidade de um jovem, já fui tolo Rose, se me permite, e saiba que aprendi com isso, portanto, farei perguntas e quero pura e simplesmente respostas.&lt;br /&gt;Tia Rosmarie voltara subitamente a realidade e olhava para Teixeira com um ar assombrado, perplexa eu diria. Proferiu: - Teixeira, eu fui assaltada, não sou a suspeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o ar de superioridade que Teixeira havia imposto na pergunta anterior, se desfez, a expressão confiante tornou-se instantaneamente desacorçoada e ele então defendeu-se com a frase que até hoje não me sai do pensamento. Um argumento inteligente, uma escapada triunfal, era esguio o Teixeira: - Ah, pois é – disse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompi o papo tão produtivo que tinham Teixeira e Rosmarie, começando a prestar maior atenção a detalhes da casa, e ai, não tive dúvida do quão nazista era Rosmarie. O junco que constituía o roda forro era todo marcado com pequenas suásticas. Diversas fotos de Hitler se espalhavam na velha cabana.&lt;br /&gt;Seria possível que vi aquilo? Não, não seria. SIM, seria. É, eu vi aquilo. Meu deus, Tia Rosmarie abraçada a Hitler em uma foto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rosmarie, todos sabemos, e aqui dentro, temos ainda mais certeza do quão a senhora é uma, por assim dizer, admiradora nazista. Todos sabemos também, que a dona Denise, uma senhora negra, quase que retinta, as senhoras nunca tiveram nenhum tipo de desavença? – perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu rapaz, desavença nunca houve. Ela simplesmente não gosta de mim, são os fatos. Muito embora, em uma certa vez, tivemos uma pequena rixa, mas creio eu que já superada por ambas a partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que rixa seria aquela? Teria motivado o grotesco roubo do sofá? Dona Denise seria capaz de cometer tal atrocidade? Descubra nos próximos capítulos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-6053621599569839181?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/6053621599569839181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=6053621599569839181' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6053621599569839181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6053621599569839181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/06/o-roubo-do-sofa-parte-3.html' title='O Roubo do sofá (parte 3)'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-4337029187541087845</id><published>2009-06-06T08:41:00.000-07:00</published><updated>2009-06-06T09:43:40.151-07:00</updated><title type='text'>O roubo do sofá</title><content type='html'>Capítulo 2&lt;br /&gt;Rosmarie, Tia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma parte interessante da história, Tia Rosmarie. Abrirei um capítulo a parte para que tenhamos uma breve aula de conhecimentos gerais sobre a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rosmarie Frederich, 89 anos, viúva. Grau de insanidade elevado, jura que era amiga intima do ditador alemão Adolf Hitler. Certo é que esteve presente na Segunda Guerra Mundial, sendo deportada logo após o seu final. Motivos alegados para a deportação: crimes de guerra.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O destino nos escolheu. Dentre todo o turismo pujante teixeirense, nós que estávamos ali, quando a histérica saiu porta a fora aos berros, portanto, nós fomos enviados por alguma força maior, para de alguma forma - ainda que seja difícil encontrar em nós alguma serventia – ajudar, a Tia Rosmarie, solucionar um crime hediondo, com proporções catastróficas, e dimensões assaz destrutivas, que era o roubo do sofá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sofá era conhecido pela praia, arrisco-me a dizer que por todo litoral, é difícil achar que não tenha ouvido falar no famoso, misterioso, emblemático e confortável, é bom que se diga que é confortável além de tudo, um sofá tem que ser confortável, sofá da Tia Rosmarie. Sem dicas de decoração, seguirei a narrativa. O sofá da Tia Rosmarie é lenda, e como toda a lenda, por trás dele há uma história, ai vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Era 30 de abril de 1945, A Segunda Guerra ia chegando ao fim. Os japoneses dali há alguns dias se renderiam, e Hitler sabia disso. Estava exausto, a guerra o havia afetado por inteiro, sua sede por poder o havia obcecado, a morte era o caminho mais fácil. Ainda assim, mesmo estando no bancker providenciado por ele, para os momentos mais fatídicos, não esquecia da bela moça loira que conhecera há semanas atrás. Rosmarie.&lt;br /&gt;O fim se aproximava, as coisas não iam bem, porém, eis que desce as escadas, ninguém menos que ela, a musa, a deusa, o xodó de Hitler, Tia Rosmarie, ou melhor, Rosmarie, até então, só Rosmarie.&lt;br /&gt;Sentaram-se ao sofá, onde ao que se sabe, se amaram, e ali o fim ia chegando"...O sofá que após muitos acabaria por ser roubado em Arroio Teixeira.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As reticências que botei ao final da lenda, não estão ali por acaso. Não se tem a clara certeza do que de fato aconteceu, o que se sabe é que há um algo mais nessa história, e assim que o desvendarmos a solução do crime estará por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após acalmarmos a Tia Rosmarie, entramos em sua casa, e iniciamos a conversa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua nos próximos capítulos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-4337029187541087845?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/4337029187541087845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=4337029187541087845' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4337029187541087845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4337029187541087845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/06/o-roubo-do-sofa.html' title='O roubo do sofá'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2614048328692437068</id><published>2009-05-30T18:25:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T18:31:13.431-07:00</updated><title type='text'>O roubo do sofá (parte 1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Primeiro Capítulo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Tudo no Sereia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma coisa acontece quando se chega a Arroio Teixeira. Seja o sol, a areia, o mar, as pessoas, o infinito, ou até o vendedor de milho que perambula pela abarrotada e estreita faixa de areia texana, durante o verão. Fato é que o lugar é mágico, místico, iluminado, cabalístico. O que ao certo se sabe, é que não há como ir à Arroio Teixeira sem viver uma história pulsante, isso, pulsante é a palavra certa.&lt;br /&gt;Assim, lembro-me vagamente de situações que vivi em determinadas praias, porém, nenhuma brilha tão claramente em minha absorta mente juvenil, quanto as lembranças dos verões texanos. E foi lá, posso assegurar, que foi lá, que tudo aconteceu, foi lá, que o crime dos crimes, o terror dos terrores aconteceu. O Roubo do sofá da tia Rosmarie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era pouco mais das 21h, aliás, era muito mais das 21h, penso eu que já deveria ser algo entre 23h, e eu estava no badalado(até então) bar Sereia, à beira mar Teixeirense. Tranqüilo que estava, bebericando, - que adoro usar a palavra bebericar –discursando, diria quem sabe filosofando sobre qualquer coisa que o ambiente praiano pudesse proporcionar, se a memória não me falha, sobre os seios da Monalisa. Ah sim! Os seios da Monalisa, eram um espetáculo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Suspeito 1: Monalisa Centero; 21 anos, solteira, balconista do Sereia Bar. Ambiciosa, sexy, e acima de tudo, louca, absolutamente louca por bis branco.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;...se faziam presentes, serelepes, firmes e extremamente decotados toda e qualquer vez que pedíamos mais uma rodada de cerveja. Definitivamente, AT (me dei ao direito de abreviar), têm um algo mais em seus ares.&lt;br /&gt;A visão dos seios de Monalisa me desviaram do assunto principal, o crime, o horrendo crime,começou a se desenvolver quando dona Denise, atravessou o espaço o bolicho aos gritos de, “safada, safada, aquela Rosemarie. Ela me paga, ninguém mexe comigo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Suspeito 2:Dona Denise: Sócia-proprietária do Sereia Bar, 56 anos, viúva, passado obscuro, e acima de tudo irrevelável. Rixas antigas já foram registradas entre a vítima e a referida pessoa. Em sua ficha criminal, Denise tem apenas um registro, no Revellion de 85 quando fora detida dirigindo um trator (sabe-se lá de quem), despida e alccolizada.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nossa atenção foi detida à ela por alguns minutos, Denise parecia enlouquecida, algo de muito ruim tinha acontecido, não fazíamos a menor idéia do que, porém, tínhamos certeza de que a história não pararia por ali, Dona Denise é vingativa, e isso explica muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite ia chegando ao seu fim, até por que já estávamos pra lá de alcoolizados, e sem nenhuma condição para debater, encenar, filosofar, quanto menos desvendar crimes que ainda estavam por ocorrer. Refiro-me a estávamos, pois além de mim, encontravam-se no local, Ari, meu velho e bom amigo, com faro e tino investigativo; Hermenes, que apesar do nome é um galanteador de primeira; e Teixeira, um senhor de idade, conhecedor de todas as ruas do vilarejo, dizendo-se inclusive ser descendente do Velho Teixeira, fundador da praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaminhávamo-nos para nossas respectivas casas, que não eram longe, nem de onde estávamos, nem umas das outras, inclusive por que as casas em AT não tem como serem distantes. Quando ouvimos o latido do Hitler, o cachorro da tia Rosemarie. Em seguida, vem ela, saltitando e esbravejando em seus esganiçados gritos: “Meu sofá, meu sofá, meu precioso sofá”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua nos próximos episódios. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2614048328692437068?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2614048328692437068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2614048328692437068' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2614048328692437068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2614048328692437068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/05/o-roubo-do-sofa-parte-1.html' title='O roubo do sofá (parte 1)'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-1159298534752256176</id><published>2009-05-26T08:56:00.000-07:00</published><updated>2009-05-26T15:25:46.630-07:00</updated><title type='text'>As torres, meu vinho...aos Gaúchos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai, vez que outra me convoca para uma comedida, analisada e derradeira partida de xadrez. Enxadrista que sou, aceito, e a jogatina começa. A partida é um plano de fundo para debates, assuntos das mais diversas estirpes são discutidos e analisados sob o embalo um bom vinho seco.&lt;br /&gt;Em geral, os peões se digladiam enquanto falamos sobre o futebol. É claro, qual seria o assunto senão futebol: - Pra mim, o Tcheco é volante. Tem habilidade pra passar a bola, inteligência, e não é afoito – digo eu após os primeiros combates no tabuleiro.&lt;br /&gt;-É filho, agora me diz, quem vai dar velocidade ao nosso contra-ataque? Quem vai pensar a jogada ali na frente, se o Tcheco ta na volância?&lt;br /&gt;- Ta certo, Tcheco é meia. Tudo ficou claro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perco meu peão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O futebol decorre, até dos peões sobrarem cinzas, e entrarmos definitivamente na zona de combate, na área de perigo, o jogo centraliza-se e cada erro pode custar uma vida. A conversa não é diferente, conforme aumenta o grau hierárquico do jogo, aumenta o tom e a importância da discussão.&lt;br /&gt;Entramos na política, e mais vinho!&lt;br /&gt;- O Lula! Esse sim tem me decepcionado, onde está aquele trabalhista? Onde foi que ele escondeu o metalúrgico que ele tinha em si? Pra mim, virou um humanista- vocifera meu pai.&lt;br /&gt;- Eu já tinha te alertado quanto á isso. Pra mim, quem não investe em educação e quer dar tudo pronto ao povo, não merece muitas honras.&lt;br /&gt;- Saudade do Brizola! (meu pai)&lt;br /&gt;- Saudade do Brizola! (eu)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, perdi minha torre. Meu hoque se foi, sem minha torre, meu tradicional sistema de defesa, meus três zagueiros, foi destruído. A raiva começa a irromper no meu ser, o clima começa a se alterar. Meu pai, olha-me com o queixo ereto, um sinal de superioridade, ele sabe que está em vantagem, e deve pensar: “eu que te ensinei a jogar isso, vou ser teu eterno carrasco”.&lt;br /&gt;O jogo segue, eu já nem dou muita bola para a conversa, quero ganhar, porém, meu pai, puxa outra vez um assunto interessante:&lt;br /&gt;- Se Bento não tivesse feito o que fez, seríamos um povo sem caráter.&lt;br /&gt;- Nem ele acreditava na revolução,pai.&lt;br /&gt;- Mas a fez, o que comprova a fibra do nosso povo.&lt;br /&gt;Levantamo-nos e em uníssono cantamos: “Povo que não tem virtude acaba por ser escravo”. As taças tilintam no ar. UM BRINDE AOS GAÙCHOS!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Surpreendi meu pai, levei o bispo dele. A-ráá, as coisas estão começando a mudar, hein?!&lt;br /&gt;Não lembro-me se fiz essa pergunta á ele, sei que se não à fiz, ele deve ter decifrado meu olhar, por que ao mesmo instante ele derrubou meu cavalo, e olhou-me, desafiador.&lt;br /&gt;A conversa era interessante, o jogo derradeiro, e o vinho... “mais vinho, pai”...era ótimo.&lt;br /&gt;Tudo conspirava para um bela noite entre pai e filho. Mas não, eu não pretendia perder. Sabia que a derrota era eminente, mas não sou assim de me entregar, ta na minha história, se desistisse tão fácil das coisas, não seria do povo que sou, muito menos torceria para o time que torço.&lt;br /&gt;-Aos gregos – diz meu pai, mais uma vez levantado a taça para um brinde, quando começamos a debater as teorias de Platão.&lt;br /&gt;- Aos gregos- eu repito, com o mesmo movimento.&lt;br /&gt;Minha rainha se foi, estou de luto. Meu pai me deixou apenas o Rei. Sou bravo, não vou desistir. Corro com o rei para um lado, para o outro. Enfim, ele me olha, com a expressão de quem me ensinou, e diz: - Xeque...mate.&lt;br /&gt;Realmente, meu pai me ensinou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conversas assim, são agradabilíssimas. As tenho com a minha mãe também, mas sem o xadrez, que ela não gosta de jogos, e sem o Tcheco, que ela nem sabe quem é. Porém, conversamos. E como é bom conversarmos com quem sabe mais da vida do que a gente.&lt;br /&gt;Todo e qualquer ser humano tem uma história pra contar, do catador de papel, do porteiro do teu prédio ao prefeito da cidade, ao mais importante empresário do município. Cabe a nós ouvir, com sabedoria, criando assim, um infinito leque de possibilidades e conhecimento.&lt;br /&gt;Espero, que com tudo o que já aprendi, e com tudo que tenho certeza que vou aprender, eu vença a partida de xadrez da minha vida. Que eu perca as peças pelo caminho, por que isso a isso já me acostumei. Agora, o xeque-mate, esse quem me dá, é só o meu pai. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-1159298534752256176?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/1159298534752256176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=1159298534752256176' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1159298534752256176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1159298534752256176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/05/as-torres-meu-vinhoaos-gauchos.html' title='As torres, meu vinho...aos Gaúchos'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-8323467861035550051</id><published>2009-05-14T17:53:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T17:25:16.035-07:00</updated><title type='text'>Tu é a Noêmia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sabe a Noêmia? Já devo ter falado dela, aquela que dizia sempre a famosa frase: “se Deus não quis, é por que não era pra ser".Ta, se não contei, presta atenção ai, caro companheiro, por que vale a pena.&lt;br /&gt;A Noêmia namorou um amigo meu, o Gláucio. Os dois se conheceram numa ambulância, mas outra hora eu conto a história. O que acontece é o seguinte. O Gláucio é um rapaz meio violento. Não que ele seja agressivo, não é isso. Mas ele é um pouco nervoso, acho que explosivo é a palavra certa. Isso, Gláucio explosivo. Pois bem, a Noêmia era crente, mas crente mesmo, de carrega bíblia embaixo do braço, e abanar bandeirinha em Corpus Cristi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Gláucio, pobre desgraçado, trabalhava demais, estava sempre estressado e descontava a sua raiva do chefe, em casa, na Noêmia, ou no hamster Hamtaro. Xingava, esbravejava, esbofetiava o ar, enquanto manchava com ofensas a pobre alma imaculada da Noêmia.&lt;br /&gt;Noemia, depois de ouvir todas as lamúrias do seu homem, bradava, ainda que com os olhos baixos, e a insegurança na voz: “Meu bem, se Deus não quis, não era pra ser”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me esqueço disso. Mas não é que não me esqueça por que a história é interessantíssima, ou me marcou uma época da vida. Não, não me esqueço dessa história, por que cada um de nós, cada um dos brasileiros, sim, até mesmo você, que ta ai sentado lendo esse texto medíocre, até mesmo tu tem a Noêmia no teu âmago.&lt;br /&gt;Falta-nos vergonha na cara, falta-nos voz ativa perante à corrupção que nos é imposta, falta-nos imponência para apontarmos o dedo na cara daqueles que pensam que somos estúpidos e inferiores, e dizer-lhes, “olha aqui, eu não sou Noêmia"!&lt;br /&gt;Quer uma triste notícia? Mas triste mesmo. O argentino é assim, o argentino não se omite, é bem verdade que as coisas também não andam as mil maravilhas com os hermanos, mas de todo modo, eles levantam o queixo e o nariz e dizem, “nossotros somos los mejores”, claro, só eles acreditam nisso, mas já é o suficiente.&lt;br /&gt;Ta marcado, meu ilustre leitor, brasileiro é povo festeiro, é solidário, animado, porém, ouse o senhor discordar que a Noêmia não ta ai dentro! Ta vendo, não ousou, tu não duvidou de mim, tu não quis saber de discussão, tu baixou a cabeça ,humildemente, e disse: “ta bom, mas se Deus não quis, é por que não era pra ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-8323467861035550051?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/8323467861035550051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=8323467861035550051' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/8323467861035550051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/8323467861035550051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/05/tu-e-noemia.html' title='Tu é a Noêmia'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-6120566049420653642</id><published>2009-04-30T19:14:00.000-07:00</published><updated>2010-03-04T08:37:45.639-08:00</updated><title type='text'>Lucinha. As coxas...meu nariz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei bem ao que ou à quem me referi quando houve o mal entendido. Ela estava ali, com aquele par de coxas moldadas a mão e feitos no mais distante forno divino. Ah meu companheiro, aquilo sim eram coxas. Mas COXAS, não coxinhas, nem coxetes, coxas, daquelas que se enche a boca para falar, ou para fartar-se com uma bela abocanhada.&lt;br /&gt;Eu não sei por que diabos, eu notei, o certo é que notei. Não podia deixar que me visse. Era filha do meu amigo, Roberto, onde eu estava com a cabeça? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lucinha tinha agora algo como 19 anos, e eu ali, completamente boquiaberto, degustando com os olhos aquilo tudo que a Terra há de comer. E foi aí onde eu errei. Pensei nesse famoso dito popular e me pronunciei:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Pois se a Terra não comer, deixa pra mim, que sou canhoto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, foi meu erro. Eu estava fadado ao insucesso, ao infortúnio, ao olhar pesado do Roberto, e o pior, além do olhar, o punho pesado do Roberto estava por atingir meu frágil e rinítico nariz. Seria inevitável que eu caísse desmaiado se o brutamontes do Roberto, por ventura desferisse um coice em minha face.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu tinha que desfazer a situação, ele ainda estava assimilando a frase, ainda não fizera o efeito total, não tivera sua devida interpretação. Era minha chance, agora ou nunca, ou emendava com alguma outra frase e desvirtuava totalmente o rumo da conversa, ou seria nocauteado em plena praça de alimentação do Praia de Bellas. A luz divina brilhou sobre minha mente e a brilhante frase me irradiou com sua presença:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-...por que esse Mcdonald’s é coisa de outro mundo. O Agenor, lembra do Agenor? Pois é, me contou que outro dia ele comeu um que veio com terra junto, fez um estardalhaço, processou os americanos e tudo. Mas mesmo assim, é coisa de outro mundo, coisa muito boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto olhou-me meio desconfiado, mas dissimulou, e a conversa tomou outro rumo.&lt;br /&gt;Poxa, há quanto tempo eu não via o Roberto, ele estava morando na Itália há tantos anos, que me lembro bem, Lucinha ainda tinha quatro ou cinco anos na última vez que à vi. Não ia perder o amigo (e parte do meu nariz) a toa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentaram-se ali, bem a minha frente. E se tenho uma certeza na minha vida, é que a Lucinha estava me dando mole, aquele espetáculo de mulher, àquele espetáculo de coxa, estava me dando mole e eu quieto, indefeso, parado, como se tivesse brochado, como se ela esfregasse àquele par de coxa em mim, e eu negasse fogo. Alias, era tão real, sentia na minha imaginação, ela passando seu pé na minha masculinidade. SENTIA POR QUE DE FATO A DESGRAÇADA ME ACARICIAVA COM PÉ. Meu Deus, que ordinária, Lucinha queria alguma coisa comigo. Ou seria só um teste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajeitei-me, não podia dar o mínimo sinal de excitação, o Roberto perceberia e seria meu fim.&lt;br /&gt;Lucinha continuava, eu falava com Roberto sobre a bolsa de valores e meu libido quase nocauteava-me o queixo. Vez que outra eu soltava gritos de excitação que tinham que ser logo emendados para evitar um duplo sentido. - Pois é, Beto,mas a bolsa sobe, e..AI QUE DEL...icada essa situação, por que se analisarmos bem, é um período instável para investimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era sempre algo assim, soltei mais de quinze frases levando-me pelo instinto e tendo que negociar com meu português e minha criatividade, para que ambos me salvassem de uma catástrofe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversamos por horas, o Roberto e eu, mas notei que ele olhava-me estranho, será que ele havia percebido? Algo tinha dado na vista do Betinho? Aquela safada da Lucinha, que agora acalmara-se, mas rabiscou em meu guardanapo seu número de telefone, estava sentada a minha frente, fazendo-me caras e bocas, as quais eu nem prestava mais atenção. Roberto em um determinado momento levantou-se e me disse:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Isso aqui ta estranho, Tchê. Alguma coisa ta me cheirando mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, o Roberto descobriu tudo, ia me pegar, a safada tinha me arruinado, perdi um amigo, quem sabe um futuro sócio, um homem influente, e acima de tudo, meu nariz. O Roberto então, exaltado, levantou-se , deu um soco na mesa e proferiu a frase: - Essa merda de Mcdonalds veio com terra de novo. Bem que tu me avisou, bem que tu me avisou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-6120566049420653642?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/6120566049420653642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=6120566049420653642' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6120566049420653642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6120566049420653642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/04/terra-o-terra.html' title='Lucinha. As coxas...meu nariz'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7260509616232411421</id><published>2009-04-27T08:30:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T08:18:25.265-07:00</updated><title type='text'>O incenso proibido</title><content type='html'>Sim, assumia. Na verdade não era assim tão assumido, mas se perguntassem, ele assumiria. Era uma pessoa magnífica, todos o admiravam, todos eram seus amigos, ou, caso não fossem, gostariam de ser. Era do tipo amigão, daqueles que ninguém tem reclamação nenhuma. Mas tinha como vício fumar aquele cigarrinho proibido por lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa dele, era sempre o mesmo. Os pais o adoravam, o veneravam, era o legítimo filho perfeito, claro, que não sabiam do seu “segredinho”. Mas também, não faziam força para o identificar, era como uma alienação a verdade, não faziam questão nenhuma em saber, ou fingiam que não sabiam o que era ruim. E foi em uma agradável conversa com ele, que cheguei a essa conclusão. Siga meu raciocínio, nobre amigo, e veja se concorda com a minha linha imaginativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu do trabalho, do qual estava exausto. A velha intriga entra patrão e funcionário, a labuta sempre é menos remunerada do que de fato deveria ser. O trabalho o estava estressando, ele tinha a maneira perfeita para aliviar a pressão. Fumaria seu baseado. NÃO, não fumaria, estava tentando evitar o vício. Chegaria em casa e descansaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou sua moto, uma dessas mobiletes da nova geração, sentou-se no banco, tal qual um cavaleiro do asfalto, e sentiu o vento bater em sua face, na mais pura da sensação de liberdade terrena. Chegou em casa, banhou-se, relaxou enquanto olhava o programa que mais gostava, e foi para o seu quarto, onde permaneceu, por horas, até adormecer no mais profundo, porém inquieto sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virava-se de um lado para outro da cama, nos sonhos, a maldita lhe convocava para o fumo. Não, não era por assim dizer, viciado, mas gostava, era uma tarefa diária, quase como escovar os dentes. Acordava, banhava-se, fazia toda sua fisiologia, fumava um, trabalhava, fumava um e dormia, as vezes não nessa ordem, mas o fazia. Não via como obrigação, nem vício, mas compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resistiu, levantou-se em plena madrugada, pé por pé foi até o quarto dos pais, sorrateiramente, conferiu se ambos dormiam, e de fato o faziam. Voltou ao seu quarto, onde selou a porta, a fechadura estava estragada, o perigo era eminente. Os quartos eram muito próximos, seus pais a qualquer hora poderiam o pegar com a boca na butija, ou no baseado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu bola para o perigo, a adrenalina lhe subiu as veias, e ele botou o cigarro na boca, acendeu, a fumaça infestou seu quarto, mas aquilo foi tão lindo, tão bom, tudo estava tão perfeito. Lindo, lindo. Plaft, plaft, plaft (onomatopeia para identificar barulho de pantufas encontrando o assoalho)...oh não, tudo estava perdido, nosso herói maconheiro ia ser pego, alguém acordara e sentiria o cheiro, caso não sentisse, o veria com a prova do crime. Eis que a porta do quarto se abre, sua mãe, com a cara mais feia que se é possível fazer, olha pra ele e decepcionada diz, pondo fim ao nosso suspense: :&lt;br /&gt;- Ah não, filhooo! Tu sabe que tua irmã tem asma, por que insiste em acender esses incensos de maçã?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7260509616232411421?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7260509616232411421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7260509616232411421' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7260509616232411421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7260509616232411421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/04/o-incenso-proibido.html' title='O incenso proibido'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-1312313214801320434</id><published>2009-04-20T08:34:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T08:36:08.638-07:00</updated><title type='text'>Protesto contra a falta de cultura</title><content type='html'>Um destino precário, uma verdade absoluta. Lutava assim por uma solução menos conveniente ao meu âmago. Destinei-me, certa vez a entender que filosofia usávamos para entender a mais pura capacidade de compreensão.&lt;br /&gt;Sim, e ai foi onde peguei você, aposto, que estava lendo atentamente cada palavrinha sem nexo que escrevi ai em cima, apenas pela forma agradável com que soaram aos seus ouvidos, ou ao que saltaram ao seus olhos. Ai que chego, não menosprezo ninguém, mas como é fácil escrever. Claro que nem sempre algo que preste, mas é simples escrever algo que agrade, senão a mim, ao outros.&lt;br /&gt;Sou modesto e todos sabem o quanto me auto-avalio, ou ainda me auto-critico (nem aí se agora tem hífen ou não). Mas de certo modo, escrevendo palavras bonitinhas, engana-se a torcida, ou no caso, o leitor.&lt;br /&gt;Tal análise é feita agora por mim sem a mínima intenção de achincalhar e muito menos depravar o teu conhecimento, nobre leitor, mas sim, na intenção de perguntar-lhe. Em que rumo está andando a nossa cultura? Não afirmo que tu seja um completo aculturado, e acho que de fato não o és, caso contrário não estaria mantendo-se inteirado, ou ao menos nem estaria aqui, lendo. A-haaa! Ler, quem sabe é isso que falta ao nosso povo. Ah, também, quer saber, quem sou eu, para falar de algo que nem eu mesmo sou capaz de definir. Quero voltar a princípios para talvez entender um pouco sobre a mesmice cultural dos nossos tempos.&lt;br /&gt;Em um determinado tempo, a leitura, era específica, não era permitido abuso de linguagem, e a escrita era feita por quem realmente a entendia. Não se permitia declínios de qualidade na cultura literária. Pois é, os tempos vão passando, e a nova ordem sendo estabelecida. Qualquer um escreve, qualquer um lança livros, e qualquer um posta besteiras sem tamanho em um blog de qualidade pífia (caso do ah-poiseh). A tecnologia deveria nos proporcionar mais informação, e mais aprendizado, não foi o que fez, apenas, deturpou um quadro que já era instável, transformando-o assim, em quase clinicamente morto.&lt;br /&gt;Eu estou propondo aqui, uma inovação cultural, claro que fiz toda essa análise incrivelmente sem noção, para promover meu mais novo blog que está saindinho do forno. Tu já deves ter lido ai embaixo a descrição dessa brilhante e estonteante inovação. Então fica a dica, participe dessa inovação, dessa manifestação, e acima de tudo, desse protesto contra a falta de intelecto cultural. Nos ajude, talvez você não ganhe nada com isso, mas pelo menos, tu não vais ficar aqui nesse blog, lendo essas besteiras por mais tempo da tua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-1312313214801320434?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/1312313214801320434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=1312313214801320434' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1312313214801320434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1312313214801320434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/04/protesto-contra-falta-de-cultura.html' title='Protesto contra a falta de cultura'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7236935231710261759</id><published>2009-04-16T16:23:00.000-07:00</published><updated>2009-04-21T08:24:17.415-07:00</updated><title type='text'>www.tude-cide.blogspot.com</title><content type='html'>Valho-me desse espaço, pouco lido, pouco frequentado, e muito menos aclamado pela "crítica literária gramandese", para divulgar a nova sensação do mundo blogueiro (espero).&lt;br /&gt;Quatro amigos, e projetos de escritores, ou blogueiros, reunem-se e em consenso tomam a decisão:&lt;br /&gt;Farão um blog interativo, ao pé da letra. No qual a participação do leitor é fundamental para o desenvolvimento da narrativa. Quando um personagem se ve uma situação defitinitiva para a sequencia da história, o leitor entra em ação.&lt;br /&gt;Cada amigo escreverá um capítulo da história, e quando ele terminar, dará três opções de continuação da história, ai, cabe a você, nobra companheiro, julgar o destino traçado por nossos personagens, por votação através do link de comentários, aquele que for mais votado, será o destino utilizado.&lt;br /&gt;Os blogueiros serão:&lt;br /&gt;Cristian (Gló),dono do aclamdo espaço online, &lt;a href="http://www.nadacerto.blogspot.com/"&gt;http://www.nadacerto.blogspot.com/&lt;/a&gt; , Ricardo(Cadinho), dono desta bela porcaria aqui, Rodrigo(Pudim) filosofa no seu &lt;a href="http://www.queridoamigopudim.blogspot.com/"&gt;http://www.queridoamigopudim.blogspot.com/&lt;/a&gt;, o senso crítico  social de Vinícius Schneider (Cotonete), dono do &lt;a href="http://www.semtrava.blogspot.com/"&gt;www.semtrava.blogspot.com&lt;/a&gt;  . As atividades no &lt;a href="http://www.tude-cide.blogspot.com/"&gt;http://www.tude-cide.blogspot.com/&lt;/a&gt; começam na próxima quarta-feira, por favor, não se desespere, o tempo voa e tu nem verás os dias passando até la.&lt;br /&gt;Não esqueçam desse nome &lt;a href="http://www.tude-cide.blogspot.com/"&gt;http://www.tude-cide.blogspot.com/&lt;/a&gt;, ele entrará na tua vida, e tu, entrará na dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7236935231710261759?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7236935231710261759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7236935231710261759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7236935231710261759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7236935231710261759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/04/wwwtude-cideblogspotcom.html' title='www.tude-cide.blogspot.com'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2478758020462366227</id><published>2009-04-14T17:38:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T18:01:02.373-07:00</updated><title type='text'>Marca de que?</title><content type='html'>A cancha de bocha ficava a menos de 10 metros da casa do Azevedo, aliás, ele, o Camargo, o Tonico, e o Marquinha, passavam horas do dia na tal cancha, sempre com os mesmos papos, as mesmas duplas, os mesmos truques, as mesmas brigas quando o Camargo tentava marcar um ponto a mais para ele e o Marquinha. A cachaça era a mesma, 51, com um pouquinho de coca-cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 30 dias eles ficavam na praia, em fevereiro. Passavam o carnaval ali, a cancha lhes servia de passarela, a Sapucaí em Capão da Canoa. A vida muda um pouco quando se tem mais idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol sempre fez parte das disputas mais acirradas dos quatro amigos, o Camargo sempre reclamando do calor, a testa suava, e o seu preparo físico, pouco invejável, do alto dos seus 130 quilos, não lhe dava todo amparo possível para um exaustivo jogo de bocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou uma discussão, mais um questionamento que uma discussão:&lt;br /&gt;- Marquinha? Por que diabos te chamamos assim?- indagou o Tonico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tchê, nem sei, sempre me chamaram assim, e nem me lembro mais o real motivo- revelou Marquinha, com aquela linda camisa regata do Posto Texaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali, passaram horas questionando a alcunha do amigo referido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas tchê, não tinha um apelido mais macho para pormos em ti? - brincou o Camargo, depois de alguns copos de 51 e coca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que isso tchê, Marquinha é macho, vocês não acham?- lembrou o Marquinha&lt;br /&gt;Risos ecoaram por todo o parque onde encontrava-se a cancha.&lt;br /&gt;- Marquinha é a coisa mais gay que eu já ouvi um ser humano ser chamado, inclusive, nem sei o teu nome, só sei do Marquinha- proferiu o Azevedo.&lt;br /&gt;Mais discussão entre os bochófilos. “Marquinha, gay ou não gay, eis a questão”. Venceu por unanimidade: Marquinha é gay.&lt;br /&gt;A cachaça acabou, o jogo também, atracavam-se no tapa o Azevedo e o Tonico, pois discutiram e acirraram opiniões de que o Marquinha tinha o apelido por diferentes motivos. Tonico dizia que era por que ele tinha uma marca de nascença. Azevedo dizia que o apelido tinha a ver com a marca do cigarro que o Marquinha usava.&lt;br /&gt;O Marquinha ouvia quieto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminaram a discussão como começaram, sem saber o por que do apelido que eles mesmos inventaram.&lt;br /&gt;As coisas começaram a se acalmar, o Azevedo, que era o típico bêbado chato, começou a jogar a coca-cola que tinha sobrado em todos os amigos. “Que brincadeira idiota”, diziam os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bocha e a reunião dos amigos pararam por ali, depois da atitude lamentável do Azevedo. Mas foi assim, que tiveram a surpresa. Surgiu como um lampejo de felicidade, como se os bons e áureos tempos da juventude, quando os três recém tinham começado com a atividade da bocha na cancha da praia, tivera voltado. Depois de ter sua camisa regata, da Texaco, suja de coca-cola, o Marquinha resolvera tira-la do corpo. E quando estava indo embora, os amigos enxergaram, aquela linda marca branca da camisa, clara e nitidamente desenhada e estampada naquele corpo vermelho, como se nem tivesse de fato a tirado do corpo, lembraram da origem do apelido, o Marquinha, antes Juvenir, nunca tirava a camiseta, pegava sol e mais sol na praia, com aquela linda regata, quando a sacava do corpanzil, la estava, entalhada naquela púrpura pele de gringo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Lembrei-me agora, é por causa da marca da camisa, desenhada pelo avermelhamento dos braços do Marquinha- disse o Camarfo- Mas escuta, alguém, sabe do Nevasca? - indagou&lt;br /&gt;- O Nevasca! Mas que saudade, será que ta vivo ainda? - questionou o Tonico.&lt;br /&gt;- Claro que sim, e esse, me lembro direitinho o por que do apelido- disse o Azevedo- tinha muita caspa o infeliz.&lt;br /&gt;- Não, não, ele morava em Gramado, e vivia contando histórias geladas pra nós – lembrou o Camargo.&lt;br /&gt;- Ah, mas não é isso mesmo- disse um por fim, e iniciaram a discussão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2478758020462366227?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2478758020462366227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2478758020462366227' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2478758020462366227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2478758020462366227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/04/marca-de-que.html' title='Marca de que?'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-123013532205358400</id><published>2009-04-06T16:16:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T16:18:35.528-07:00</updated><title type='text'>Jair e o Zodíaco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sagitário&lt;/strong&gt;:&lt;em&gt; Hoje, tu terás um dia difícil, o trabalho será entediante, porém e você poderá discutir com seu chefe. As possibilidades de você ser traído são grandes, evite chegar mais cedo em casa. A noite tente não brigar com seus amigos, pois a discussão pode acabar em esfaqueamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Nossa, meu bem, tu viu meu horóscopo hoje- indagou Jair, enquanto tomava café da manhã.&lt;br /&gt;-Dei uma olhada sim, amor, mas não se pode acreditar nessas bobagens né.&lt;br /&gt;- É, nunca acreditei muito nisso, até por que, sei que tu não faria isso comigo.&lt;br /&gt;- Tu ta jogando verde que eu sei Jair- disse Marta, gargalhando.&lt;br /&gt;- Mudando de assunto? Sei, sei- dizendo isso, Jair despediu-se e foi ao trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou na empresa, sentou-se em sua cadeira, acomodou-se, e ficou lá, sem nada fazer o dia todo, eis que na metade do dia, toca o telefone:&lt;br /&gt;- Jair, vem cá- era o chefe.&lt;br /&gt;- Bom dia Cleiton- disse Jair quando entrou na sala do chefe.&lt;br /&gt;- Bom dia. Seguinte, quero te comunicar, que iremos fazer um remanejo no pessoal, devido à crise, e tu serás rebaixado de arquiteto á servente.&lt;br /&gt;- Tu ta brincando seu velho safado? Eu não acredito que isso seja verdade&lt;br /&gt;- Olha como fala comigo, ou nem servente tu vai ser.&lt;br /&gt;- Pois tu não passa de um velho brocha, que só sabe me explorar, eu vou trabalhar catando latinha que ganho mais do que aqui.&lt;br /&gt;- Então trate de comprar um carrinho para recolher latas. E pra não dizer que fui completamente mal agradecido contigo, aqui vai uma dica, cata papelão também, por que da mais dinheiro.&lt;br /&gt;- Safado. E digo mais, safado, pilantra e brocha.&lt;br /&gt;- Brocha? Tua mulher nunca reclamou, aliás, daqui há uma hora, quando eu for na tua casa pega-la ela não vai reclamar.&lt;br /&gt;- Eu não acredito em uma palavra seu esdrúxulo- disse Jair, virando as costas e indo embora dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu da empresa, entrou em seu carro, e rumou para qualquer lugar, queria pensar, refletir. Estacionou, ficou mudo por alguns minutos, ouvindo, uma linda canção do Amado Batista, quando pensou, “Meu Deus, eu não acredito que isso está acontecendo...estou ouvindo Amado Batista”.&lt;br /&gt;Ligou o carro e correu para casa, chegou lá e encontrou a safada da Marta, na cama com aquele bunda branca de 70 anos, do Cleiton.&lt;br /&gt;Gritou com ela, bateu no velho, apanhou do velho, correu, caiu, bateu no velho, apanhou do velho de novo. Foi uma selvageria. Mas saiu de casa o Jair.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A noite se aproximava, Jair não sabia mais o que fazer quando Lembrou-se de seu amigo, Miguel. Ligou para ele:&lt;br /&gt;- Miguel, vamos jantar comigo, preciso conversar, minha vida está toda errada.&lt;br /&gt;- Claro, Jair, vamos em uma churrascaria nova, que abriu ao lado da minha casa?&lt;br /&gt;Quando Jair ia concordar com o fato, ele pensou, “espera ai, briga com chefe, traição, só falta a facada do amigo”, foi quando teve uma brilhante idéia, temendo as facas, Jair falou:&lt;br /&gt;- Miguel, acho melhor irmos á um restaurante japonês. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-123013532205358400?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/123013532205358400/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=123013532205358400' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/123013532205358400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/123013532205358400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/04/jair-e-o-zodiaco.html' title='Jair e o Zodíaco'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-8064176461470937311</id><published>2009-03-27T20:04:00.000-07:00</published><updated>2009-03-27T20:07:56.375-07:00</updated><title type='text'>Sexo, sexo, negócios a parte</title><content type='html'>Denise tivera sua integridade ameaçada por um ex marido, que a caluniou diante de todos. Entrara, então com um processo contra o ordinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu advogado, o Carlos, era tido como um dos melhores advogados do estado, e estava disposto a ajuda-la, porém, cobrava caro, muito caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa feita, combinaram um encontro, para tratar dos negócios, pois Denise ainda não conhecia os serviços especialistas de Carlos. O encontro, foi em um restaurante na zona nobre da cidade, inclusive muito próximo da casa do Carlos. Sem segundas intenções, jurou ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro foi correndo tranquilamente, os valores foram acertados, o ex marido de Denise foi diversas vezes chingado e algumas taças de vinho foram tomadas, algumas dezenas de flertes rolaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, Denise, minha mulher, e meus filhos, estão viajando, e eu estou sozinho na minha casa, odeio dormir sozinho – disse Carlos diretamente a paquerando.&lt;br /&gt;- Pois é, Doutor...&lt;br /&gt;Foi interrompida: - Carlos, por favor.&lt;br /&gt;- Sim, Carlos, eu estou há alguns anos sozinha, acho que não seria má ideia, acompanha-lo a sua casa, e por la ficar.&lt;br /&gt;- Ótima ideia, Denise.&lt;br /&gt;Denise, com suas coxas fartas, seu cabelo negro e seios grandes levantou-se, e pediu um tempo, pois queria ir ao banheiro, antes de ir à casa do advogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto transavam, Denise reparou que Carlos fazia sinais com os dedos, algo como uma criança ensaiando a tabuada. No mínimo estranho, “as pessoas tem costumes estranhos quando estão com tesão”, pensou ela&lt;br /&gt;A noite passou, Denise teve uma das noites de maior prazer da sua vida. Esse sim era um bom advogado.&lt;br /&gt;- Sabe, Carlinhos, sempre me disseram que tu era meio mercenário, mas me surpreendi contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bom, Denise, fico feliz em ter te feito mudar de ideia, adorei a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é, sempre me disseram que dinheiro era tudo pra ti, mas pelo visto, erraram.&lt;br /&gt;- Com certeza, amor, erraram.&lt;br /&gt;Dizendo isso, Denise foi saindo da cama, botando a roupa, e quando abria a porta para se despedir, Carlos olhou pra ela e disse:&lt;br /&gt;- De, tu não está esquecendo de nada?&lt;br /&gt;- Ah sim- disse ela, voltando e tascando-lhe um beijo.&lt;br /&gt;- Não, não! Meus honorários, Denise! - falando isso, soltou uma gargalhada.&lt;br /&gt;Denise riu como nunca. E rumou para a saída.&lt;br /&gt;- Denise, eu não estava brincando, R$1200 a noite..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-8064176461470937311?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/8064176461470937311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=8064176461470937311' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/8064176461470937311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/8064176461470937311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/03/sexo-sexo-negocios-parte.html' title='Sexo, sexo, negócios a parte'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7912007567783496546</id><published>2009-03-26T18:05:00.000-07:00</published><updated>2009-03-26T18:11:55.081-07:00</updated><title type='text'>Grande Oscar</title><content type='html'>Outro dia, encontrei um velho amigo na rua. O Oscar, sempre foi muito querido por todos, um cara de conversa agradável e franca, um rei da simpatia, fique entusiasmado com a possibilidade de uma conversa depois de tantos anos.&lt;br /&gt;- Grande, Oscar!&lt;br /&gt;- Opa!&lt;br /&gt;- Ta lembrado de mim né? Fomos colegas no ensino médio&lt;br /&gt;- Lembro – respondeu secamente.&lt;br /&gt;- Mas e ai, cara, como estão as coisas?&lt;br /&gt;- Normais.&lt;br /&gt;- Mas e as novidades, a turma como anda? Nunca mais vi ninguém- insisti, mesmo não tendo muito papo.&lt;br /&gt;- Não vi mais ninguém, e tenho que ir embora.&lt;br /&gt;- O que é isso, Oscar? Está brabo comigo?&lt;br /&gt;- Não, só estou sem saco para ficar com conversinhas com gente que não gosta de mim- respondeu-me ele, de forma irreconhecível.&lt;br /&gt;- Como assim, Oscar, sempre fomos amigos, não é por que perdemos o contato que eu deixei de gostar de ti.&lt;br /&gt;- Ah sim, e eu por acaso não sei como tu era no colégio?! Por acaso não lembro daquele dia em que tu me destratou e me chamou de louco?&lt;br /&gt;- Oscar, eu nunca fiz isso, sempre te elogiei, tu era um dos meus melhores amigos.&lt;br /&gt;- Não me minta, ou te agrido, fiz aulas de kung fu.&lt;br /&gt;- Somos amigos, e eu não to entendendo.&lt;br /&gt;- Ah sim...siga sem entender, então.&lt;br /&gt;Dito isso, o diretor do manicômio nos encaminhou para os respectivos quartos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7912007567783496546?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7912007567783496546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7912007567783496546' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7912007567783496546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7912007567783496546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/03/grande-oscar.html' title='Grande Oscar'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-5919523814029389259</id><published>2009-03-18T18:46:00.000-07:00</published><updated>2009-03-18T18:51:11.423-07:00</updated><title type='text'>E mundo louco!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta bom, todos sabem, e eu não preciso ficar aqui comentando, que o meu blog, não é e nem será um blog “senso comum”. Não é um blog de notícias, até por que eu já faço isso todos os dias no meu trabalho, gosto de postar apenas textos meus. Mas um fato me chamou muito a atenção durante essa semana, e eu não poderia deixar passar uma coisa dessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando éramos novos, e víamos estórias (isso mesmo, com “E”) de mutantes e aberrações, acreditávamos que tudo não passava de imaginação e seria só coisa fictícia, que jamais a realidade poderia ser igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Víamos animais que não deveriam voar, com asas e voando, seres sem fala, conversando. Viamos até porcos sem focinho. OPA!! Porcos sem focinho, isso não é passível de aceitação, onde já se viu um porco sem focinho. Aham, conte-me outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão sentados? Pois permaneçam. Está de pé? Sente-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceram na China, mais especificamente na província de Jingcheng, no sul chinês, dois espécimes de porco, aqueles bonitinhos, com rabinho enrolado, a cor rosada e o focinho arrebitado. A-HAAAA, peguei vocês. Porco não tem nariz arrebitado, ao menos não tem mais. Atentem-se a foto postada abaixo... &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/ScGks8gcDDI/AAAAAAAAABY/95dcG1GOka8/s1600-h/porcos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314710127337278514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/ScGks8gcDDI/AAAAAAAAABY/95dcG1GOka8/s320/porcos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animaizinhos coitados, nasceram sem focinho!!! Ai você se pergunta: “Tá, e o que eu tenho a ver com isso”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu te respondo: Seu safado, tu é tão safado quanto eu, por que esses bichinhos nasceram sem focinho por que a poluição os transformou em aberrações, em mutações genéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde já se viu, caros amigos, um porco sem focinho? Onde isso vai parar? Está tudo tão louco, que uma hora dessas, eu apareço bonito por ai...Ai todos saberão que os tempos definitivamente mudaram, e pra muito pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não espantem-se, caso, com uma picada de aranha crie um herói, ou uma tartaruga que vive em um esgoto possa usar tchacos e combater o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só um aviso que eu estou dando, é hora de começarmos a rever nossos conceitos, pois de repente, o fim pode estar próximo, ou pior, ele pode não chegar, e teremos que viver nesse mundo louco por mais muito tempo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-5919523814029389259?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/5919523814029389259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=5919523814029389259' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5919523814029389259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5919523814029389259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/03/e-mundo-louco.html' title='E mundo louco!'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oASg7_t1abI/ScGks8gcDDI/AAAAAAAAABY/95dcG1GOka8/s72-c/porcos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-3608710105784911653</id><published>2009-03-03T07:06:00.000-08:00</published><updated>2009-03-03T07:13:19.627-08:00</updated><title type='text'>O jogador da madrugada</title><content type='html'>INFERNO!- Começa assim a história, ou melhor, a jornada, ou ainda diria mais,a missão , e por que não dizer a saga, a odisseia, e epopéia, a onomatopéia (acho que ai foi feita uma pequena confusão pela terminação da palavra), de Olino- sim, Olino é o nome. Sua mãe acreditou ter a vida salva por um vidro de Olina enquanto o esperava em sua barriga, daí a homenagem.- Pois bem, me perdi em devaneios mas a história de Olino merece atenção especial.&lt;br /&gt;-Inferno! Não aguento mais essa vida cheia de dívidas, contas, prestações e alugueis atrasados. Como seria bom Bonácio, se eu tivesse dinheiro, se eu...se eu...eu ganhasse na loteria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou em um bar, alias como a maioria das boas histórias, depois de algumas quantas garrafas de cerveja,.&lt;br /&gt;-É isso Bonácio, vou jogar na mega sena. Quero ser rico. Vem “homi” vamos catar um lotérica aberta.&lt;br /&gt;- Mas Olino, já passa da meia-noite.&lt;br /&gt;- Eu to com aquela sensação boa, minha unha encravada ta doendo, quer dizer, não que seja uma sensação boa, mas normalmente é sinal de sorte, entende? Se não for hoje, nunca mais ganho.&lt;br /&gt;- Olino, tu tem certeza...- Bonácio parou de falar quando viu que Olino já estava longe. Não podia abandonar seu melhor amigo , e la se foi ele, atrás do jogador das madrugadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonácio correu, correu e correu, mas não alcançava Olino, inclusive, se perguntou como um homem com a unha encravada podia andar tão rápido. Essa é a superação da vida, meu caro Bonácio (filosofia especial do autor).&lt;br /&gt; Finalmente Bono (simplifiquemos assim) conseguiu alcançar Olino (simplificado seria pior), porém, os dois andavam, sem rumo, andando ao esmo, até quem sabe, por uma obra do destino encontrarem uma agencia lotérica aberta naquela hora.&lt;br /&gt;Havia começado há mais de meia hora sua caminhada, e nada da tal lotérica. Eis que de repente, Bono olha pra traz e vê três homens bem suspeitos andando rapidamente atrás dos dois. Bono cutuca Olino e os dois correm. Correm louca e desesperadamente, até que o trágico acontece, os três indivíduos alcançam nossos heróis.&lt;br /&gt;Os dois param, horrorizados, e os três rapazes olham pra eles com cara de decepção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Viu Ernesto, eu disse que não eram eles- bradou um deles.&lt;br /&gt;Depois da frase proferida, os três rapazes explicaram que confundiram Bono e Olino, com uma dupla sertaneja que despontava no momento, Getúlio e Varlêi.&lt;br /&gt;O mal entendido se desfez, e para a sorte dos dois, tudo deu certo, aliás, nada eu certo, pois a maldita casa lotérica ainda não aparecera.&lt;br /&gt;Bono desconfiava que já tinha andado cerca de 120 quilômetros, e nada da desgraçada lotérica. Eis que surge, em face de maior encanto... (ta, não vou usar palavras tão requintadas ao me referir a uma mera casa de apostas)...porém, ela estava lá, imponente e austera. Uma miragem pensaram os dois, mas não, era real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Andaram, ao som imaginário da canção da vitória (do Ayrton Senna)... pam pam pam...pam pam pam pam pam...&lt;br /&gt;- Mas que merda cara, por que infernos uma casa lotérica fecha à...à.. 1h e 15min da madrugada -disse Olino.&lt;br /&gt;- Eu te disse meu velho, eu te disse, desiste disso, além do mais, uma coisa que exija tanto sacrifício, não deve ser algo bom.&lt;br /&gt;- É mesmo Bonácio, tu tem razão, desistoOs fiéis amigos vão pra casa conversando, e Olino revela em quais números apostaria caso localizasse uma casa lotérica:- 01, 17, 23, 36, 54, 59. Esses são os números Bono, mas enfim, não há de ser nada.Olino chegou em casa, dormiu, acordou, foi ao trabalho, e esqueceu a jogatina, afinal, se não fosse naquela noite, não seria mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de o resultado da loteria, acumulada em mais de 10 milhões de reias, ter sido divulgado, Bono apareceu morto em sua casa, morte natural, diziam os amigos. Sabe-se que, conhecidamente ou não, os números da sorte naquele dia foram 01, 17, 23, 36, 54, 59, e Olino nunca mais foi visto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-3608710105784911653?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/3608710105784911653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=3608710105784911653' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3608710105784911653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3608710105784911653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/03/o-jogador-da-madrugada.html' title='O jogador da madrugada'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-5403147716406327440</id><published>2009-02-24T09:54:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T10:00:47.234-08:00</updated><title type='text'>O que é nosso ta guardado e abençoado por Jah</title><content type='html'>As vezes a gente se sente meio desprotegido. É como se um pedaçinho da gente estivesse de desprendendo do corpo, e andando em meio ao esmo, em meio a um mar de nada. As coisas parecem tomar um rumo meio de repente, assim, como uma surpresa, algo que tu não imagina acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ai, meu amigo, tu começa a entender que o tempo está passando e que tu já não é mais aquele guri que sentava lá no fundo da sala no colégio, aquele guri que só incomodava os professores, e que falava o tempo todo. Tu percebe, que cresceu, e com o teu crescimento, vieram as responsabilidades, e foram-se amigos.&lt;br /&gt;É tão ruim, quando tu espera que as coisas possam se resolver sozinhas, e tu entende então, que não é assim, que tu precisa abrir teus olhos e buscar o teu futuro, mas que pra isso, é preciso coragem, é preciso acima de tudo, ter certeza do que tu quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, não me estenderei mais, fiz esses meros parágrafos, nesse texto medíocre, feito por um blogueiro medíocre, numa ressaca de carnaval. Mas o fiz com um único pensamento, desejar boa sorte e toda a benção de Jah aos meus amigos Cristian Gló, e Rodrigo Pudim, que estão indo em busca de algo novo. Que tiveram coragem de arriscar, e ao contrário dessa criatura que vos fala, vão buscar o seu futuro, onde ainda há um futuro os esperando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-5403147716406327440?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/5403147716406327440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=5403147716406327440' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5403147716406327440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5403147716406327440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/02/o-que-e-nosso-ta-guardado-e-abencoado.html' title='O que é nosso ta guardado e abençoado por Jah'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2451863701639032005</id><published>2009-02-20T08:16:00.000-08:00</published><updated>2009-02-20T08:18:20.620-08:00</updated><title type='text'>Liberdade pra dentro da cabeça</title><content type='html'>Aquela sensação de estar em paz, de ser livre, de pegar com a mão qualquer pássaro que esteja passando por ti. Essa é a melhor sensação terrena. É a melhor e maior emoção que qualquer ser racional pode ter.&lt;br /&gt;  Saber que todas aquelas ondas que estão na tua frente, foram feitas por uma força maior, para ti. Tu podes nadar, e nadar, e nada...e seguirá, por uma infinidade de quilômetros no tão distante mundo, que todos vivem, mas muito poucos sabem viver.&lt;br /&gt;  A alegria de um sorriso, dado por quem realmente te ama, nunca vai ser substituída por qualquer coisa que possa ser comprada. Eu sei, eu sei, meus pensamentos estão se perdendo em um infinito de possibilidades, e tu pode até estar pensando que eu enlouqueci. Ah não é isso, não é mesmo. O bom de se viver, é saber que o errado e o certo, o louco e o são, estão na cabeça de cada um.&lt;br /&gt;  Eu queria voar, voar, para ver o mar, e levar, pros olhos de todos aqueles que estão quase desistindo da vida. Pra que eles vejam, que há um motivo para que eles vivam, há um mundo lá fora, um lindo mundo, que eles poderão aproveitar, se deixarem de lado a ganância, a violência, e o mal.&lt;br /&gt;  O azul que está por ai, do céu, do mar é todo o bem que já foi feito, é um pouquinho da essência boa que cada um tem no peito. O verde que existe pelo mundo, significa toda a paz que todos sabemos que ainda pode existir.&lt;br /&gt;  O teu peito ainda bate caro companheiro, porém, meus pensamentos devanearam, e estão indo longe, aonde o meu corpo não alcança, mas sei, que ainda antes de morrer, eu terei viajado, conhecido muitos lugares, se não materialmente, por alma, por coração, por pensamento.&lt;br /&gt; Me sinto tão bem que sou capaz de voar, me sinto tão bem, que meu corpo a qualquer momento poderá ser visto flutuando por qualquer lugar. Pergunte-se o motivo de toda essa felicidade, e eu te respondo, simples e objetivamente: Eu vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2451863701639032005?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2451863701639032005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2451863701639032005' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2451863701639032005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2451863701639032005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/02/liberdade-pra-dentro-da-cabeca.html' title='Liberdade pra dentro da cabeça'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-4968904637998792431</id><published>2009-01-30T13:15:00.001-08:00</published><updated>2009-01-30T13:22:15.573-08:00</updated><title type='text'>Um caso de amor</title><content type='html'>“Existem dias, que o melhor é nem sair de casa”. Roberto sempre pensava isso, quando seu dia não estava, por dizer assim, brilhante. As coisas davam errado muitas vezes na vida dele. Não que o Roberto fosse perfeccionista, mas de fato a vida dele não era um mar de rosas. Havia acabado de perder sua namorada, perdeu-a para um câncer. Nunca mais amaria, dizia ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliana era tímida, nunca havia se apaixonado por alguém, e muito menos ido para a cama com quem quer que fosse. Uma moça a la moda antiga. Não que a Juliana se orgulhasse muito, por ter 26 anos e ser virgem, mas havia jurado que sua primeira vez seria só por amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditava, a Juliana, que como em um dos livros de Sheakspere que ela lera, um caso de amor de tirar o folego a teria como personagem principal. Ingenuidade a dela, diziam suas amigas, porém, Juliana sabia o que queria pra si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto pouco saía, era um pouco fiasquento demais, não que fosse de proposito, mas as vezes as coisas fugiam do controle. Não era fácil deixar de ser o atrapalhado que Roberto era. E em todas as festas que ia, além de não estar a vontade, a saudade de Luisa, sua ex, era enorme. Nunca mais amaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Ju andava um tanto monótona, e por mais inibida que fosse, ela adorava uma balada, porém, estava prestes a desistir. Sua intenção sempre fora a de encontrar uma alma gêmea, a outra metade do seu ser. Mas sua busca, até então, fora fracassada. As amigas diziam: - Ju, joga tudo pro alto, aproveita, por que a vida é só uma.&lt;br /&gt;Irritada, Juliana dizia:- Eu que sei o que eu quero pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida prega peças, e nem todas são ruins. Em uma noite úmida, em pleno inverno, um amigo de Roberto praticamente o arrastou à inauguração de uma boate, que seria a mais “bombante” da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliana não esperava a hora de ir até a mais nova boate da região, ao lado de seu prédio, a noite prometia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fila, gente aglomerada, bonita e feliz. Isso tudo deixava Roberto “P” da vida. Não gostava de ver as pessoas se divertindo, ainda mais, depois de ter sua vida arruinada, como ele mesmo dizia. Estava quase em depressão o Roberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliana era a primeira da fila para entrar na nova boate. Estava pilhadíssima para conhecer o novo lugar, alguma coisa dizia a ela que estava para conhecer hoje o homem de sua vida.&lt;br /&gt;Depois de muito ser encoxado, empurrado, xingado, e esculachado, o Roberto e conseguiu entrar na tal da boate, que tinha um nome um tanto quanto diferente: “Romeu e Julieta”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá dentro, Roberto não achou nada demais, o lugar era bacaninha, e só isso, o que tirou a atenção de Roberto, foi uma jovem, que dançava enlouquecidamente na pista, era tão linda, alguma coisa naquela garota era especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite estava divertidíssima, Ju dançava enlouquecida na pista. A música era agradável, mas Ju tinha reparado em um rapaz, um tanto quanto triste que estava escorado no balcão. Sua cara era tão triste, mas ela havia achado algo de especial nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, enfim, a moça dançarina resolveu sentar-se, Roberto tomou uma atitude, era preciso esquecer-se nem que fosse por uma só noite, da sua falecida mulher. Estava ali, sua chance, na moça dançarina. Levantou de onde estava sentada, andou a largos passos até onde a moça havia sentado-se. Quando lá chegou, mantinha na mão drink, que por algum motivo, o qual não o impressionava, ele tropeçou, e caiu sentado, o drink voou todo no colo da bela dançarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto não continha a vergonha, havia feito um fiasco, mais um. Não era possível. Com que cara olharia para a garota? Como ficaria sua situação? O que ele faria da vida? Decidiu-se. Não olharia mais para a garota. Mal sabia ele, que fazendo isso, estava deixando o amor de sua vida ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sorte Juliana, que ficou desolada com o pobre rapaz estabacando-se ao solo, resolveu tomar a atitude. Ofereceu sua mão para que o rapaz, que ela havia achado tão interessante, pudesse se levantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, depois de muita vergonha, e muito constrangimento, olharam-se nos olhos, tudo parou, os sons, a luzes, os cheiros, até a fala dos dois estagnou. Tudo foi para um terceiro plano, uma cena tipicamente hollywoodiana, onde estavam só os dois. Algo nos dois se completava, era como se o lugar que muito tempo passou cativo, esperando um espectador, agora estivesse ocupado, e muitíssimo bem ocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor, depois de uma semana sem notícias, Ju não tinha certeza se era ou não o que ela havia sentido. Sabia que algo nela estava diferente, mas não tinha como afirmar, afinal nunca amara antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Amor, só pode cara. Eu to amando de novo, Bruno. Minha ex nem esfriou no caixão e eu já estou amando outra- disse Roberto à seu amigo.&lt;br /&gt;Roberto sabia que estava amando, mas queria um tempo pra si, para ter certeza de que era isso mesmo que ele queria. Tinha medo de estar errado, e acabar quebrando a cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliana, espera, ao lado do telefone, que estúpido, teima em não tocar. “Eu dei meu número pra ele.Ele tem que me ligar”. E eis que em um rompante ele toca mesmo. Juliana atende e infelizmente, é um operador de telemarketing, um maldito operador de telemarketing. “Que se explodam esses cretinos. Quero meu Ro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto pegou o telefone na mão e decidiu, amava Juliana como nunca amara ninguém, era hora de ligar. Discou o número dela, porém, estava ocupado. “Deve ser algum outro homem interessado nela, acho que vou desistir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juliana não aguentava mais a espera, resolveu sair para espairecer. Foi ao parque.Roberto não sabia mais o que fazer, resolveu espairecer. Foi ao parque.&lt;br /&gt;Encontraram-se (por uma obra de Deus?), no parque, e ali, foram felizes. Daquele dia em diante, nunca mais um abandonaria o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, de seis meses, Ju deicidiu apresentar Roberto a seus pais. Algo que não foi, por assim dizer, interessante. Pois, os pais de Juliana, principalmente o PAI de Juliana, não gostou do Roberto. Disse que o rapaz era mal caráter e que só estava interessado no dote e na vergonha de Juliana. (chegamos aqui a uma parte ainda não descrita no texto, Juliana era muito rica, milionária. E Roberto, era uma pessoa humilde.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BARRADO, essa foi a definição dada pelo pai de Juliana ao namoro dos dois. Juliana nem quis saber, e continuou a dar todo o amor de seu peito á Roberto. E Roberto, mesmo com medo, resolveu ser o par de Juliana.&lt;br /&gt;O pai da moça não gostou da idéia, as coisas tinham que ser do jeito que ele queria. Avisou a Roberto em uma certa noite, pelo telefone:- Rapaz, aqui é o Figueira, pai da Juliana. Tu vais largar da minha filha, ou eu vou dar um jeito para que isso ocorra- disse ele&lt;br /&gt;- Mas...mas..Seu Figueira, eu amo a sua filha.&lt;br /&gt;- Amor é o caralho, tu quer o dinheiro dela. E isso eu não vou permitir.Com isso, o telefone foi desligado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto passou a viver com medo, resolveram fugir, ele e Ju. Trocou até de nome, renegou sua própria identidade, em nome do seu amor. Viviam o seu conto de fadas longe, muito longe para quase qualquer um, mas não para as mão vingativa do Seu Figueira. O homem descobriu onde eles estavam, e decidiu mandar um matador de aluguel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O matador achou os dois, e a chacina foi completa. A notícia que Seu Figueira leu no jornal na manhã seguinte foi a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Casal brasileiro morre em crime ainda sem razão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os corpos de Juliana Figueira (26) e Roberto Silva (29), foram encontrados no hotel Palace, em Novo México. Os dados passados pelo delegado da cidade, Juan Mostardeiro, dão conta que o crime teria sido encomendado por algum mandante ainda desconhecido. O que se sabe, é que o bandido errou seu alvo, pois tentou acertar Roberto com um tiro no peito, porém, sua parceira, Juliana, tomou a frente de seu homem e o impediu de morrer. Em seguida, a segurança do hotel rendeu o homem, impedindo que Roberto fosse alvejado. Porém, o rapaz, estava desolado com a morte de sua amada, e atirou-se do 18° andar do prédio, tendo morte instantânea. O motivo do crime ainda é desconhecido, porém, o que se notou, é que Roberto amava muito sua Juliana&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Figueira, pela primeira vez em décadas, chorou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-4968904637998792431?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/4968904637998792431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=4968904637998792431' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4968904637998792431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4968904637998792431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/01/um-caso-de-amor.html' title='Um caso de amor'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-6124134845488402651</id><published>2009-01-16T06:45:00.000-08:00</published><updated>2009-01-25T14:41:31.356-08:00</updated><title type='text'>Efeito Inseticida</title><content type='html'>Certa feita, quando voltei no tempo, mentalmente, refleti, analisei os fatos e me encarreguei de pensar como uma terceira pessoa. Pensei, como se o eu, fosse outro, e como se o outro não fosse eu. Tamanha minha surpresa, depois de criar minha própria linha cronológica, uma linha que fosse traçada com todo o cuidado de quem faz uma cirurgia em si mesmo, correndo o risco de com um corte errado, acarretar desproporcionais danos e modificar toda uma história, e percebi, o quanto somos frágeis, o quanto uma escolha que julgamos equivocada em alguma ocasião passada, poderia ter-nos mudado a vida.&lt;br /&gt;Assim, pus-me a interpretar se, em alguma hipótese remota, mesmo sendo um assunto batido, eu pudesse voltar no tempo, e me remetesse a alguma situação onde a vida pôs-me em frente a uma bifurcação cotidiana. Se, eu tivesse tomado o caminho da esquerda e não o da direita, onde eu poderia estar agora? Tudo poderia ter dado certo. Ou até mesmo tudo poderia ter dado errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando assim, lembro-me da história que me contou o Tadeu, numa certa noite de Révellion. Estávamos sentados, a beira da praia, num barzinho qualquer. Tomando a nossa cervejinha. Dentro de 3 horas o ano novo estaria chegando. O Tadeu era um cara excepcional, com uma alma nobre, porém, suas histórias, eram um tanto quanto absurdas.&lt;br /&gt;-Sabe, Ricardo- Me disse ele- Certo dia, eu estava em casa, e não lembro-me como, comecei a devanear em meus pensamentos, ali, sentado no meu sofá, pus-me a viajar, fui longe. Quando dei por mim, estava na minha cozinha, de pé, com a porta do refrigerador aberta.&lt;br /&gt;-Tu é sonambulo Tadeu? - perguntei à ele.&lt;br /&gt;- Não cara, deixa eu terminar. Estava la, com a geladeira aberta. Quando, de repente, sem nenhuma explicação lógica, fui sugado, sem a mínima chance de defesa, viajei por um túnel iluminado. Te juro, cara, que achei que estava morrendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa parte, eu não me contive, o interrompi as gargalhadas.&lt;br /&gt;- É sério, escuta só. De repente, eu estava há 10 anos atrás, no exato dia em que conheci a Lúcia. Me senti ridículo, com aquelas roupas feias, da década de oitenta. Mas de todo modo, eu estava ali, parado, a mesa daquele bar, tomando meu drink, quando vi ela, ali, dançando. Cara, tudo igual a como foi.&lt;br /&gt;- Tadeu, tu está usando drogas cara?&lt;br /&gt;- Já te falei, escuta. Vi ela ali, e tomei uma decisão. "Não vou estragar toda a minha vida de novo. (Mais uma vez eu o interrompi aos risos)- É cara, não quero filhos, não quer ter que sustentar uma casa, nem muito menos ter que dar explicação da minha vida pra ninguém.&lt;br /&gt;- Tu não está falando sério né Tadeu? Tu sonhou?&lt;br /&gt;- Espera. Eis que, eu deixei a Lúcia la, dançando, e outra pessoa se aproximou dela. Era o Elias, cara, o Elias, meu amigão. E a safada beijou ele. Não que eu estivesse espionando os dois, mas pude ver os dois saindo de mãos dadas de lá. Cara, ele levou ela embora. Ah não, entrei num taxi, e disse: "Motorista, siga aquele carro" (cena de filme). Tu não vai acreditar, Ricardo. Eles foram pra um motel. Cara, o que é isso. Me botei, pedi pro taxista entrar com o carro no motel. A recepcionista nos olhou meio desconfiada, mas deixou a gente entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, o Tadeu parou de falar, e se perdeu em mais pensamentos, parou, pensou, refletiu e por fim falou: -Será que ela achou que a gente era veado? Puxa cara, nem tinha pensado nisso. Mas também, não vem ao caso agora. O certo, é que, dali onde eu estava, escondido atrás de uma folhagem, eu vi os dois, o Elias, aquele mau caráter e a Lúcia entrando no quarto do motel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava ali, agora quieto, só ouvindo e vez que outra soltando gargalhadas.&lt;br /&gt;- Bati na porta do quarto dos dois, ela me atendeu cara, de calcinha e sutiã, já era sem vergonha naquela época cara. Bom, eu disse que trabalhava no motel, e tinha ido la, por que ia fazer uma detetisação no quarto. Tá, eu sei que é tosco, mas foi a única coisa que eu pensei no momento. Os dois não acreditaram muito na minha história. Ficaram lá, me olhando, como se eu estivesse louco, imagina, eu louco? Nunca. Não queria sair, o Elias disse que se tivesse que ser envenenado, que fosse enquanto estava ali com a Lúcia, o desgraçado tentando agradar. Não resisti, contei tudo. Disse que eu era, e o que estava fazendo ali. Falei, que EU era o marido dela, e que o Elias era, mas só era meu amigo. Eles riram cara, riram de mim. Mais uma vez acharam que eu tava louco. Ai, eu tive que apelar.&lt;br /&gt;-O que tu fez Tadeu?&lt;br /&gt;- Contei tudo cara, o que eu sabia sobre a vida da Lúcia. Perguntei pra ela como eu saberia que ela não consegue dormir sem meias, se eu não a conhecesse. Como saberia que ela tem vontade de ter dois filhos, um com o nome de Luca, e outro de Carlo, como eu saberia que ela tem um sinal de nascença na virilha. Como eu saberia de tudo isso se não a conhecesse?-Ela ficou boquiaberta cara, e saiu correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uns dois dias, eu fui atrás dela, na casa onde ela morava, ali, conversei com ela. Expliquei tudo e cara, ela me entendeu. Beijei ela muito, e ali, nos amamos, se é que tu me entende.&lt;br /&gt;- Cara, me desculpa, mas não acredito nessa história- eu disse pra ele.&lt;br /&gt;- Quando voltei a realidade, estava de novo no sofá, a Lúcia ali, de meu lado, e paralisada, como eu. Em um súbito, ela voltou ao normal. E me disse: "Tu não vai acreditar no sonho que eu tive".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ele ter me dito isso, as coisas mudaram de figura, então, eu perguntei pra ele:&lt;br /&gt;- Cara, mas se tu disse que não queria estragar tua vida, por que fez isso?&lt;br /&gt;A resposta dele foi impressionante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ricardo, tu sabe que eu sou um grande amigo, não queria estragar a minha vida, mas também não ia deixar o Elias estragar a dele né.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-6124134845488402651?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/6124134845488402651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=6124134845488402651' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6124134845488402651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/6124134845488402651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/01/efeito-inseticida.html' title='Efeito Inseticida'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-1089001005385401101</id><published>2009-01-10T08:22:00.001-08:00</published><updated>2009-04-16T16:49:40.281-07:00</updated><title type='text'>Ins-piração</title><content type='html'>Ai, esse prefixo - que a bem da verdade acho que nem prefixo nao é, mas eu o coloco assim, por não me prestar a buscar outra maneira de explica-lo- enfim, esse inicio de palavra (melhorou?!) "ins", isso tem me faltado, mas sem dúvida nenhuma, essa semana me sobrou a piração. Talvez, o trocadilho que eu fiz aqui, só eu mesmo tenha entendido. Explicarei: faltou "ins", sobrou "piração", juntas elas formam a palavra??? INSPIRAÇÃO. Agora ficou fácil né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, como ultimamente tem me faltado inspiração, eu decidi fazer o que muitos fazem, contar fatos da minha vida. E como ja lhes falei, essa semana foi louca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contarei dois fatos mais importantes que nela ocorreram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aprendiz de jornalista, conhece a imprensa "manezinha"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que eu, nessa promissora ascendência jornalística (piada), fui acompanhar os treinamentos do Avaí, time que está realizando sua pré-temporada em Gramado. E como faço parte da imprensa gramadense, fui, de certo modo, apresentado a imprensa catarinense, conheci comunicadores das rádios CBN e Guarujá, e jornalistas do Diário Catarinense, bem como o assessor de imprensa do Avaí. E tenho uma certeza na minha vida, alias, tenho duas, a primeira é que eu gosto de mulher (mas essa não vem ao caso agora) e a segunda, descoberta nesse dia, é que de fato é isso que eu quero pra mim, ser jornalista, se for esportivo, melhor ainda, mas quero fazer isso da minha vida.&lt;br /&gt;Torçam por mim (se é que alguém lê essas bobagens que escrevo aqui, mas enfim,torçam por mim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo II&lt;br /&gt;Golaço pro Silas ver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém lembra do Silas? Aquele cara que jogou em diversos clubes brasileiros, o maior deles foi o São Paulo. Jogou também no San Lorenzo de Almagro, na Argentina. Inclusive, caros amigos, defendeu a seleção brasileira em uma Copa do Mundo.&lt;br /&gt;Pois bem, esse rapaz, agora é técnico do Avaí, e eu fui convidado a jogar em um time formado por membros da prefeitura de Gramado e imprensa, que realizaria um jogo contra a comissão técnica do Avaí.&lt;br /&gt;Fui eu, de tênis de futsal, jogar no campo, onde a chuva bateu a tarde inteira, e contra um cara que jogou na seleção, e por mais que a idade tenha o alcançado, ainda deixa o ronaldinho no chinelo quando se trata de aspécto físico. Resultado, eu nao conseguia parar de pé, corria 10 metros e na hora de parar, ou era tombo, ou eu me equilibrava com a maxima habilidade possível.&lt;br /&gt;Mas pasmem, fiz um gol, de calcanhar, tudo bem, que foi em um rebote, e que o goleiro estava quase caído, mas, para quem me conhece, e acima de tudo conhece o meu futebol, sabe que isso é lance de craque. Certo, que eu joguei mais ou menos uns 20 minutos e desisti, afinal, se eu quisesse brincar de deslisar, comprava um patins.&lt;br /&gt;O jogo terminou 10x4 para o avaí, mas eu fiz o primeiro gol do nosso time, e de quebra vi um craque jogando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To be continued....I hope&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-1089001005385401101?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/1089001005385401101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=1089001005385401101' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1089001005385401101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1089001005385401101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2009/01/ins-pirao.html' title='Ins-piração'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-5492250838060283421</id><published>2008-12-30T14:21:00.001-08:00</published><updated>2008-12-30T14:21:21.550-08:00</updated><title type='text'>Irracionalidade</title><content type='html'>A vida, velha a traiçoeira, como uma cobra pronta pra dar o bote. E não é que em muitas vezes, ela te acerta. Te pega em cheio, na jugular, e quando tu menos espera o veneno se espalhou por dentro de ti. É o cúmulo, é como esperar algo de alguém, e receber justamente o contrário.&lt;br /&gt;Ah meu amigo, não espere de alguém, mais do que esse alguém pode te dar, não crie falsas expectativas, o ser humano é o bicho mais imundo que existe. Intrigas, mentiras, fofocas, quem criou isso tudo fomos nós, os seres “racionais”. Ha-ha-ha, conte-me outra, pois de racionais temos muito pouco.&lt;br /&gt;Ai, como é fácil iludir-se, como é fácil ser levado a crer que luz é ouro. Como é fácil enganar sentimentos, ou ainda, te-los enganados por alguém. Aaah, seria pedir demais, que alguem especial aparecesse, assim, como num passe de mágica, e tomasse um lugar cativo na platéia dos que assistem ao show de palhaçadas protagonizadas por esse pobre palhaço de plantão que vos fala.&lt;br /&gt;Estúpido, idiota, iludido. Talvez sejam palavras fortes. Mas nenhuma é um ofensa tão grande ao meu ver do que a palavra que faço questão de grifar: MENTIRA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-5492250838060283421?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/5492250838060283421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=5492250838060283421' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5492250838060283421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/5492250838060283421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2008/12/irracionalidade.html' title='Irracionalidade'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-4402607150179913746</id><published>2008-12-18T16:43:00.000-08:00</published><updated>2008-12-18T16:48:54.336-08:00</updated><title type='text'>Sidarta, a paz e a ovelha falante</title><content type='html'>Em busca de paz, Sidarta subiu as belas escadas das montanhas do sul. Oriente ou não, sabe-se que degrau por degrau, ele subiu, na intenção de chegar a um lugar, onde nada o atingisse , onde toda a dor, a raiva e o mal, estivessem extinguidos.&lt;br /&gt;Subia ele, analisando tudo, flor por flor, nuvem por nuvem, atento a cada detalhe, estava Sidarta, jovem, porém astuto, ele respirava, seu corpo já não respondia tão bem, quanto no começo da jornada, as escadas iam se aproximando do fim. O suor tomava seu corpo, cansado, não estava, porém, já não era mais o mesmo. Sua mente, estava intacta, seu corpo não sabia disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao último degrau, avistou o paraíso, em sua mais bela forma, cachoeiras, árvores, plantas, animais,de fato, era o paraíso. Sem saber, se dava um último passo, para chegar ao mais belo lugar que seus olhos castanhos já haviam enxergado, e que nem em seu mais extraordinário pensamento havia imaginado, estagnou.&lt;br /&gt;Parou, pensou, refletiu, e subiu. Entrou no paraíso, sua mente estava em completo estado de êxtase. Nunca mais seria o mesmo depois daquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá em cima, depois de banhar-se na mais límpida água do mais belo rio que desembocava na mais linda cachoeira, ele foi ao encontro das plantas, belíssimas plantas, rosas, margaridas, algumas que ele nunca tinha visto, crisantemos e mais crisantemos, era o jardim do hédem. Sim, estava no paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando quase terminava sua estada naquela terra de sonhos, encontrou ovelhas, uma delas encontrava-se mais a frente, olhou bem aos seus olhos, e disse: - Sidarta, meu filho...é muito fácil ser uma pedra, o difícil, é ser a vidraça!&lt;br /&gt;Depois disso, ele foi embora, e não mais falou com as ovelhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-4402607150179913746?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/4402607150179913746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=4402607150179913746' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4402607150179913746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4402607150179913746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2008/12/sidarta-paz-e-ovelha-falante.html' title='Sidarta, a paz e a ovelha falante'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2996220504516535877</id><published>2008-12-13T07:22:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T07:23:41.333-08:00</updated><title type='text'>Azul, Preto e Branco</title><content type='html'>Sem devaneios, e de maneira nenhuma, tomarei outro caminho, que não seja, orgulhar-me, por ter nascido gremista. Orgulhar-me, por ter um time, o qual não esbanja dinheiro, não é uma constelação, nem muito menos joga por futebol de classe. É bonito, ter um time, que joga como o gaúcho deve jogar, no “canelaço”, na marcação, na raça. Sem dinheiro, mas com o coração na ponta da chuteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse, caros amigos, é o glorioso imortal tricolor, é aquele que surpreende expectativas, que cala multidões, que chora, vibra, bate quando tem que bater, e ao contrario do que muitos dizem, joga ao estilo vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, até pode ser, que o dinheiro valha muito mais que a força de vontade, pois, todos sabemos, que dinheiro compra quase tudo, inclusive juízes, e ingressos pro show da Madonna, mas ali, dentro de campo, superamos muitas adversidades, fomos além de qualquer prognóstico, e sagramo-nos campeões, nem que seja da superação, mas campeão. Não campeão moral, pois está longe de nós almejar um título que há 3 anos pertence a um outro clube gaúcho, mas campeão da torcida, pois, pra nós, os gremistas de verdade, o Grêmio é campeão, por tudo o que fez nesse campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vistam suas camisas tricolores, ou melhor, pilchem-se, ao melhor estilo GRÊMIO GAÚCHO de ser. Sintam orgulho nas suas almas, não deixem, que os invejosos alheios, estraguem a nossa conquista. Pois sim, essa foi uma conquista, não é qualquer time que conquista uma vaga na libertadores da América, e faz frente ao tão poderoso São Paulo. Ainda mais, sendo uma equipe desacreditada e sem dinheiro. Por isso, digo e repito, sintam orgulho, do que fez o capitão Tcheco, das lágrimas do Jean, do Réver e do Victor. E tenham uma certeza, eles fizeram o melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2996220504516535877?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2996220504516535877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2996220504516535877' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2996220504516535877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2996220504516535877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2008/12/azul-preto-e-branco.html' title='Azul, Preto e Branco'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2290884411632315306</id><published>2008-12-06T09:03:00.000-08:00</published><updated>2010-02-22T06:15:37.912-08:00</updated><title type='text'>Água na Boca</title><content type='html'>Vontade, isso não me falta. Vontade de botar uma mochila nas costas, encher com tudo o que de mais importante eu tenho e me lançar em busca de novos horizontes. Pegar um trem, um ônibus, uma bicicleta, que seja, mas ir além. Não ficar aqui, estagnado, vendo a vida passar diante dos meus olhos, sem nem ao menos tirar uma lasquinha dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero viver, conhecer gente, lugares, quero fazer parte do passado, sem nunca, absolutamente nunca, esquecer o meu presente. Quero, ter história pra contar, poder dizer á quem quer que seja: “eu vivi”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subir no alto da mais bela montanha, cantando um reggae, conversando com todas as plantas e seres que aparecerem a minha frente. Chegar la em cima, encontrar a mais absoluta paz interior. Chegar bem pertinho de Deus, e poder dizer pra ele: “Cara, valeu!”. E la em cima, olhar pra baixo, e ver, o quão é lindo o mundo em que tu vive. E que, se os problemas existem, eles que fiquem na deles, e me deixem viver, por que, aqui onde estou, sou feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero sair, me apaixonar, levar aquela pessoa mais que especial até a beira do mar, entrar na água gelada, e gritar pra ela, la de dentro: “Eu te amo!”. Ficar ali, sentado na areia, vendo o tempo passar, só os dois, contando o número de ondas que rolam no mar. Contar uma história pra ela, a fazer rir, se emocionar, e por fim, beija-la, beija-la muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou, mergulhar profundamente, em um sonho, porém, um sonho real, no qual, verei cachoeiras, estarei com todos os meus amigos, faremos um churrasco, e estaremos em paz. Em paz com nós mesmos, em paz com os outros, em paz com a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorrerei quilômetros, milhares de quilômetros, de um lado a outro desse mundão enorme, no qual vivemos. Vou parar de não ser quem eu sou. Vou dar a cara a tapa. E dizer não mais aos outros, que vivi...Direi isso a mim mesmo, quem sabe assim, eu acredite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2290884411632315306?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2290884411632315306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2290884411632315306' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2290884411632315306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2290884411632315306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2008/12/gua-na-boca.html' title='Água na Boca'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-4920618972047622489</id><published>2008-11-18T15:50:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T15:58:42.652-08:00</updated><title type='text'>NINOOO!! RAAAIOS E TROVÕEEES!!</title><content type='html'>PROMOVIIIIIDOOOO até que enfim!! ihaaaaaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e senhores, vocês agora estão diante do mais novo comunicador da P.M.G, ou para os menos familharizados, Prefeitura Municipal de Gramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, sinto informar a vocês, que agora, a bela voz que ouvirião divulgando todo e qualquer evento relacionado á prefa, será miiinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje já gravei quatro boletins informativos, os quais serão vinculados essa semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se qurem saber bem uma coisa...to mais feliz que quando eu perdi minha virgindadeeee (nao, nao, acho que nao)...mas enfim...to muuuuuito feliz..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquem com Deus, e em breve Globo, Band, Record, ou até mesmo a Gaúcha, que me aguaaardem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-4920618972047622489?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/4920618972047622489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=4920618972047622489' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4920618972047622489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/4920618972047622489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2008/11/ninooo-raaaios-e-troveees.html' title='NINOOO!! RAAAIOS E TROVÕEEES!!'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-2293214226699718034</id><published>2008-11-18T15:47:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T15:49:51.173-08:00</updated><title type='text'>Metamorfose</title><content type='html'>O tempo? Esse se esvai e passa por entres os dedos. Os outros? Que autoridade eu tenho para falar de quem eu não conheço os sentimentos?! As coisas? Que conhecimento eu tenho para falar sobre o que não tem sentimento? Pois, sendo assim, resta-me analisar o que? Ou a quem? Sim.a mim mesmo, a meu ser, ou, como diriam os mais “poéticos”: a minha pessoa.&lt;br /&gt;  Há quem diga, que somos estáticos sentimentalmente. Há ainda que diga, que nossas emoções não afloram de acordo com as ocasiões. Há que ache que somos única exclusivamente escravos do tempo. E há, quem simplesmente ache. Simplesmente não  tenta assimilar, apenas vive como acha que é certo, como acha que deve ser. Eu particularmente penso, melhor ajo, ou melhor acho, assim.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Aqui, eu traçando uma linha cronológica mentalmente, confrontei-me com situações, as  quais, me fizeram entender, que eu não estou aqui me definindo, estou aqui, me redefinindo. Não sou mais o mesmo que fui há cinco, dez, ou quinze anos atrás, não sou mais o mesmo que fui há uma mês atrás. Infelizmente.&lt;br /&gt;  Nos meus exercícios mentais, lembrei-me de todas a brincadeiras que fiz, de todas as alegrias e tudo, que da alguma forma me deixou feliz algum dia. Lembrei-me também, de todas as sensações boas,ou ruins que tive. Ah! Como era diferente a alegria de ganhar um brinquedo novo. Era uma sensação única, a qual, nunca mais viverei, um misto de felicidade por ter em suas mão o objeto de desejo dos seus sonhos, com a vontade de já usa-lo e o medo de poder quebra-lo.&lt;br /&gt;  Fui crescendo, e aos poucos o sentimento bom que acompanhava um brinquedo novo, passou a ser substituído, por um sentimento novo em minha vida naquele momento, o prazer de estar com uma guria entrelaçada pelos braços. A emoção do primeiro, do segundo, a de uma serie insaciável de beijos os quais provei em minha pré-adolescência, e na adolescência, era algo único também, uma sensação nova, algo que misturava paixão, com tesão, ou qualquer excitação momentânea.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Porém, redefinindo-me, é difícil encontrar sensações que levem-me ao êxtase, ou a um simples lapso de alegria momentâneo. O que, hoje em dia leva-me ás estrelas? (claro, que sempre há exceções) Porém, o que de fato me tira o fôlego?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ganhar um aumento, ser promovido? Não, eu sinceramente não queria apelar para o trabalho. Mas fico aqui, imaginando, essa maldita linha cronológica não sai de minha mente. E eu defino, redefino, invento uma palavra nova e re-redefino. Enfim, chego a uma conclusão. A simples e única saída que me restou analisar, depois de um longo e pensativo momento de reflexão.Eu vivo hoje, o melhor momento da minha vida, pois além de estar experimentando todas as sensações mágicas que já vivi até hoje, em lembrança, porém experimentando, eu ainda posso sentir o abraço apertado de uma guria, posso brincar com meus amigos, posso até, gostar do meu trabalho.   Descubro então, que de fato, não paramos de mudar. Somos o que de fato nos agrada, e levamos daqui, o que nos fez bem algum dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-2293214226699718034?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/2293214226699718034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=2293214226699718034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2293214226699718034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/2293214226699718034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2008/11/metamorfose.html' title='Metamorfose'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-1748199695500770597</id><published>2008-11-15T08:16:00.001-08:00</published><updated>2010-04-07T10:12:12.167-07:00</updated><title type='text'>É Tempo de Crescer</title><content type='html'>Não é difícil, andando pelas ruas de toda e qualquer cidade, cidadela, ou vilarejo, encontrar um daqueles “pit boys”, bombadinhos, com suas regatas, e milhares de tatuagem, nos braços andando quase igual ao um pingüim, devido ao fato de seus músculos os incapacitarem para algumas tarefas, um exemplo, é; andar igual a uma pessoa normal.&lt;br /&gt;  Pois bem, ainda que não os ache um exemplo de grupo social a se seguir, é compreensível que andem de tal forma, se vistam de tal maneira, e tenham o seu próprio estilo. Agora ridículo mesmo, são os denominados por mim, nesse exato momento, “psicologicamente bombados”. Sim, essa é a pior raça de marombeiros de toda a sociedade, exatamente pelo fato de não serem marombeiros, apenas pensarem que são.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quem nunca viu, em algum canto do mundo, espalhados em zonas urbanas ou rurais, um cidadão que anda como se tivesse acabado de engessar os dois braços? E o pior, os dois braços são praticamente duas varas de medir açude. Mas de todo e qualquer modo, o dono desses mega-braços, ao invés de envergonhar-se por ter-los, não, ele opta por deixá-los  bem a mostra, para que não reste duvida que faz mais ou menos, duas semanas que começou na academia, e a mãe dele disse quando ele chegou em casa que ele já estava quase como o Stalone. Pobre “PB”, ainda acredita nas bobagens que sua mãe fala para agradar-lhe.&lt;br /&gt;  Os “PB”, andam por ai, ao ar livre, sem nenhuma proteção, orientação, noção, e por fim, sem músculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  De maneira nenhuma, este que vos fala, é portador de uma musculatura invejável, e talvez ai esteja o principal motivo para eu ser um “APB” (anti-psicologicamente-bombado), eu, por incrível que possa parecer, e muitos duvidarão, tenho noção, e sei que pelo fato de eu também ter os braços mais parecidos com um varinha do clássico jogo de cata-vareta, não é muito lógico eu sair por ai mostrando meus belos atributos físicos, e nem, muito menos, andar tal qual um sujeito que acabou de botar fogo nos pelos de sua axila, e agora não pode encostar o braço no tronco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Pois bem, de certa forma, não cabe a mim, julgar se os PB devem ou não mostrar seus belos membros superiores, andar por ai como um pingüim imperador, ou ainda achar toda e qualquer artimanha para mostrar seu exoesqueleto  pra lá de atraente (obviamente que só na mente dele, próprio PB), assim como a velha, batida e conhecida frase: “Tu viu meu cachorro, ele foi por ali? Ou por ali?” Agora, cabe a ele, ao infame PB, acordar, antes que seja tarde, e antes que ele vire motivo de chacota municipal, nacional, ou ainda num fim mais triste, virtual. E perceba que é tempo de mudar, ou ele se torna, verdadeiramente um “bombado”, ou ele assume que vai ser um graveto de começar o fogo pro resto da vida. Por que, continuar se enganando é ingenuidade de mais, porém, ele pode transformar sua falta de bom senso, em senso do ridículo, e mudar, para melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-1748199695500770597?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/1748199695500770597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=1748199695500770597' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1748199695500770597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1748199695500770597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2008/11/tempo-de-crescer.html' title='É Tempo de Crescer'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-1712589992538399777</id><published>2008-11-11T15:01:00.001-08:00</published><updated>2008-11-13T14:19:38.469-08:00</updated><title type='text'>O Homem da Casa</title><content type='html'>Conheceram-se pela internet o Beto e a Carla. Os dois eram idênticos, tanto em atitudes, quanto em personalidades, gostos culturais e na beleza eram imbatíveis. O beto dizia sempre que se ele nascesse mulher, se chamaria Carla, e seria igual sua companheira. Nessa idéia os dois não concordavam muito, pois a Carla nunca se imaginara homem.&lt;br /&gt;  Casaram-se pouco tempo depois do primeiro encontro, numa lanchonete de centro da cidade onde moravam. O casamento foi lindo uma cerimônia de dar inveja, pois de tão parecidos que eram Beto e Carla, acertaram todos os detalhes sem nunca discordar, os convidados foram todos bem vindos, afinal de contas, a Carla adorava os amigos do Beto, e o Beto por sua vez tinha enorme simpatia pelas amigas da Carla.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  A lua de mel foi linda, em um hotel na beira da praia, os dois se amaram sob a luz de um luar magnífico, tudo conspirava a favor do Beto e da Carla, até a divina obra do Criador estava do seu lado. Tudo perfeito, um casamento pra durar por toda uma eternidade. Durante a primeira noite de amor do casal, pois os dois tinham feito um trato, de bom grado, que só manteriam algum relacionamento carnal depois do casamento, Beto indagou:&lt;br /&gt;  -Amor..tu ta feliz com o nosso casamento?&lt;br /&gt;  -Claro amor...mas agora não é hora para esse tipo de pergunta né Beto?!&lt;br /&gt;  -Como não amor, agora é uma hora super boa pra isso.&lt;br /&gt;  -Beto, você está estragando todo o clima- disse a Carla inconformada e atirando -se para o seu lado da cama.O Beto pensou um tempo, ficou ali, argumentando mentalmente, se de fato ele não tinha razão. Era sentimental o Beto, e estava percebendo que sua amada não era tão sentimental quanto ele. Do outro lado da cama, a Carla pensava se o Beto não havia gostado de sua performance sexual.&lt;br /&gt;  A lua de mel dos dois continuou, não com tanto ardor e tesão, porém, continuou, firme e forte. Beto evitou fazer perguntas sentimentais para a Carla, e ela por sua vez, não mais pensou que não estava agradando sexualmente seu parceiro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Depois de voltarem pra casa, os dois estavam um pouco diferentes. O Beto não ligava mais para os amigos, não saia mais para jogar futebol, era outro Beto. A Carla não se preocupava mais com a aparência, não ia mais ao salão, e suas amigas nunca mais apareceram na sua casa.Algo estava estranho, Beto fazia ligações escondido, tal qual Carla. Porém, ambos não descobriam o motivo de tais ligações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Beto tomou a decisão: iria falar com a Carla, aquilo precisava acabar, ele mostraria quem era o homem daquela casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Carla tomou a decisão: iria falar com Beto, precisava admitir que perdera o controle, queria descobrir onde estava o homem da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Marcaram então, um jantar para esclarecer os fatos ocorridos. Um pouco nervosa, a Carla tomou a frente e começou a falar:&lt;br /&gt;  - Beto, tenho um assunto serio&lt;br /&gt;  .-Eu também tenho Carla.&lt;br /&gt;  - Eu preciso dizer, que eu descobri, com esse nosso relacionamento, que eu não gosto de você.&lt;br /&gt;  - Pois eu, descobri, com esse nosso relacionamento, que eu não gosto...&lt;br /&gt;  - Beto foi interrompido por Carla:&lt;br /&gt;  - Você não gosta de mim Beto?&lt;br /&gt;  - Não, eu descobri, que não gosto de mulheres.&lt;br /&gt;  Nisso, ouviu-se buzinas a frente da casa dos dois, Carla foi espiar, e avistou suas amigas na porta. Gritou para Beto:&lt;br /&gt;  - Que saco, as gurias vieram, mas eu não convidei elas.&lt;br /&gt;  Beto pegou sua bolsa, botou no ombro e disse:&lt;br /&gt;  - Não seja boba querida!! Quem as convidou fui eu.E ouviu-se um grito não muito bem identificado quando Beto entrou no carro delas, mais ou menos assim:&lt;br /&gt;  Vamos liberar geral gurias!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O Beto, hoje em dia trabalha como Betina, em uma famosa boate GLS em hollywood, fazendo performances sexuais. Enquanto a Carla, mudou de nome também, chama-se Carlão Trator, e trabalha na borracharia do Zé, e coitadinha: teve que assimilar, que o homem da casa, sempre foi ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-1712589992538399777?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/1712589992538399777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=1712589992538399777' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1712589992538399777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/1712589992538399777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2008/11/o-homem-da-casa.html' title='O Homem da Casa'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-8458219748094786094</id><published>2008-11-08T13:48:00.000-08:00</published><updated>2008-11-08T14:01:14.900-08:00</updated><title type='text'>Vazio</title><content type='html'>Vazio...Sinto o eco ressoar dentro de mim.&lt;br /&gt;"Sensação desprezivel, digna de pena"- diriam alguns- Pois eu sei, tenho total e plena sabedoria que estou sendo no mínimo abominavel. Porém, é dificil saber que nao pode contar com quase ninguem. É dificil se ver em frente a qualquer bifurcação que a vida lhe coloca, e você precisa de um ombro amgigo para levar-lhe ao caminho certo...mas ele nao está ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Não se trata de qualquer crise, muito menos tratamento de auto-ajuda, trata-se unica e exclusivamente da verdade. Verdade essa que dói, rasga a alma, e assola o coração. Minha alma está mais vazia que qualquer ser sem vida, ou qualquer objeto inanimado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Consigo, se prestar atenção, ouvir os sussurros, e os ecos formados pelo que não esta mais dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Infeliz, quando eu mais precisava estar feliz...é essa a definição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Ah!! Como eu queria defrutar da vida. Como eu queria gravar um comercial de margarina, ou de um banco qualquer, e realizar todas as lições de vida que eles nos oferecem. Tudo parace ser tão fantástico quando se olha pela T.V, mas não é. Juro, eu queria ser mais feliz, menos estressado, queria viajar, queria namorar mais, queria conhecer gente nova, queria...inegavelemnte, queria. Mas não é assim tão simples. A vida é infinitamente mais difícil do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ainda estou aprendendo a viver, espero que eu aprenda, espero, do fundo do meu coração...coração esse, momentaneamente sem vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-8458219748094786094?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/8458219748094786094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=8458219748094786094' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/8458219748094786094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/8458219748094786094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2008/11/vazio.html' title='Vazio'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-7619358540367537585</id><published>2008-11-05T06:45:00.001-08:00</published><updated>2008-11-05T06:46:07.323-08:00</updated><title type='text'>Na Contramão da Evolução</title><content type='html'>O mundo está ai, cada vez mais louco, cada vez mais globalizado, cada dia mais estranho, e muito, mas muito pouco formal. A vida não está nada fácil nessa bola azul de imensas proporções. Nada está de acordo com o que previam os cientistas, ou o que diziam os poetas. Infelizmente...ou não.&lt;br /&gt;   Por onde se anda, ouve-se falar na tal da moda, moda vai, moda vem, e muito pouco se é dito sobre a origem dessa moda, pois bem, aqui vai uma de suas principais origens, chama-se: música.&lt;br /&gt;   Pensem e reflitam comigo, há cerca de dez anos, estava no auge, o chamado axé, aquela coisa sensual, configurada pelo saudoso (ou nem tanto) “É o Tchã”,  pois bem, o que era moda naquela época então? Eu respondo. Eram os micro shorts, as micro saias, as micro blusa e uma série de micro ou mini que por aí estão, claro que nessa caso, pela parte feminina. Demonstro aqui, minha saudade daquela época. Ah! Aqueles sim eram bons tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Pois bem, música “boa” acaba, e com ela, vai-se a moda. O axé bagaceiro acabou-se e levou junto seu figurino. Eis que surgiu o famigerado (ou não) funk. Uma mistura de ritmos, elevando ainda mais a sensualidade feminina, e tirando cada vez mais roupas do vestuário das mesmas. Agora, o que era mini, ou micro, passou a ser quase que impercebível, e o que antes era usado como um cinto, agora, pasmem, passou a ser usado como saia, e o  que antes era no máximo um sutiã, agora é chamado de top, usado explicitamente, como se fosse uma peça normal de roupa, por sorte dos machos de plantão, assim como esse que vos fala.&lt;br /&gt;  Acabou-se o funk, que depois voltaria, mais isso não vem ao caso nesse exato momento. Pois começou a ser difundido pela sociedade, já nos anos dois mil, o chamado “emo-core”, e quando a gente pensa que a coisa vai evoluir, como eu já disse no principio, ao contrario do que diziam os cientistas, elas regridem, e as roupas voltam ao vestuário feminino, não roupinhas, e sim, roupas, não as que não cobrem pernas e barriga, e sim as que cobrem quase todo o corpo, uma espécie de burca ocidental e cristã. E, pra não dizer que não falei das flores, ou dos espinhos, muito embora no caso dos emos, flores combinaria mais, no armário masculino também mudou bastante coisa. Mas como eu ia dizendo, o “emo-core” é uma música sentimental, cheia de emoção (daí o nome EMO core) e sensibilidade. Sensibilidade essa levada muito a sério por alguns. As roupas agora passaram a ter um visual mais cadavérico, listras agora estão na moda, e aquelas roupas que se usava em mil novecentos e bolinhas, voltaram a tona. Foi uma onda de choro convulso, por onde se olhava, via-se gente espremida num canto, com os pés tortos, a cabeça baixa e a maquiagem borrada. Essa, caros amigos, é uma época da qual eu não sinto falta nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Felizmente, a fase do “emo” acabou, em sua grande maioria, pois é claro que sempre ficam um ou outro remanescente de toda e qualquer moda já criada, porém, os emos deixaram de ser o ápice do mundo social, e deixo aqui, minha gratidão á quem acabou com isso.&lt;br /&gt;    Chegamos aos dias atuais, claro que depois de um regresso não tão distante, pois se fossemos falar de longevidade, eu ficaria dias aqui argumentado, e, imagino eu que isso não seja o mais adequado para os que degustam minha humilde redação.&lt;br /&gt;    Ah! Os tempos modernos, a atualidade, a tecnologia, e a evolução, não pensem que a música não evoluiu, pois ela evoluiu sim, com toda certeza, o que não evoluiu foram os músicos e o público alvo. Vamos á um exemplo: Certa vez, a música era tocada por um músico, é óbvio, não? Pois vou dizer, que nem tanto, por que hoje, ela é tocada, por quem aperta o play, e fica aumentando ou abaixando o volume. Nossa, isso sim é ter cultura. Uma série de batidas indecifráveis, dançada freneticamente pelos milhares de fãs que essa nova moda conquistou. Moda essa, denominada agora: Eletro, incluindo ai, uma série de outros sub-estilos, como: psy, house, progressivo e trance. Não me pergunte que diabos de diferença há entre eles, inclusive, eu acho que não exista diferença nenhuma, com exceção do nome. Contudo, o que se sabe, é pessoas surtam ouvindo tal tipo de música, estando elas sob efeito de seus alucinógenos, ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O eletro continua por ai, sendo a principal moda do segundo milênio, porém, seus dias estão contados, pois como toda e qualquer moda, ela é passageira, e o visual, meio rip modernizado, que é como se vestem os “baladeiros” adeptos a essa nova onda, já pode ir procurando o armário mais próximo para se esconder e voltar, quem sabe daqui há uns vinte anos.&lt;br /&gt;  Analisando tudo o que foi dito anteriormente, volto ao assunto, do qual me aproveitei em duas situações diferentes nessa redação, os cientistas estavam redondamente enganados, pois de fato, mudam os tempos, mudam as músicas e mudam as roupas e a moda se vai, porém, de quem se esperava progresso, nós, os seres humanos, ai, meu amigo, acomode-se e espere sentado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-7619358540367537585?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/7619358540367537585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=7619358540367537585' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7619358540367537585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/7619358540367537585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2008/11/na-contramo-da-evoluo.html' title='Na Contramão da Evolução'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8323692380246550308.post-3424860758994869518</id><published>2008-11-04T15:16:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T15:23:36.419-08:00</updated><title type='text'>A Fala Futebolística e o Jogo Politico</title><content type='html'>Frases feitas, é essa a melhor definição dadas á um conjunto de palavras que já nos soa como um chavão, aquelas frases repetitivas, que ninguém mais nem presta atenção, apenas escuta, fingindo assimilar, quando realmente não ouviu sequer uma conjugação verbal. Quer saber dois lugares onde ás encontramos sem qualquer dificuldade? Pois sim, pasmem caros amigos, e jogue a primeira pedra quem nunca ouviu a frase relatada á seguir: “Pois é, a gente fez tudo o que o professor pediu, o time procurou marcar bem e sair pro jogo, infelizmente tomamos um gol bobo, mas vamos procurar melhorar e reverter isso ai no segundo tempo”. E agora então, jogue a segunda pedra, ou a primeira, caso não tenha jogado a pedra de antes, quem nunca ouviu esse maldita frase: “Prometo, caros amigos, que a segurança, será aumentada em nosso estado, a saúde será exemplo para o país, e as crianças terão estudos decentes”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Não seria incoerência minha, dizer que os principais formadores de frases feitas, são os jogadores de futebol, e os políticos brasileiros. Pois, tanto em uma entrevista realizada a beira do gramado, quanto em um comício feito em pleno ano de eleições, é um festival de deja’vus, é aquela coisa do já te vi ontem, ou melhor, já te ouvi ontem, torna-se além de repetitivo, chato, e maçante para quem tenta ou se arrisca a sequer prestar atenção no que os protagonistas principais estão falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Mas enganou-se aquele que pensou que param por ai as semelhanças lingüísticas entre os futebolistas, e os congressistas e parlamentares, não, elas acabaram de começar. Inclusive, é difícil de entender, a diferença entre uma CPI, ou um gramado onde esta sendo travada uma ferrenha “batalha” entre dois times de futebol. Pois bem, prestem atenção nas comparações: Primeiro tempo de jogo, a bola é disputada acirradamente entre os rivais, porém, um deles entra cometendo falta violenta no segundo. Os gritos da torcida, e dos jogadores em campo, são iguais, ou até um pouco mais educados, do que os gritos dados pelos parlamentares quando vem á tona que seu nome está envolvido em um escândalo. È um  xingamento de mãe convulso, um descaso total com uma serie de familiares dos adversários, sejam eles políticos, ou jogadores.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Semelhanças verbais entre políticos e boleiros podem até não ser do mesmo raciocínio, muito menos da mesma eficácia, pois obviamente, que palavras ditas por um político, mesmo sendo ele sem credibilidade nenhuma, é melhor ouvida do que palavras ditas por quem teoricamente não tem instrução lingüística alguma, porém, comparando-as em gênero, número e grau, ambas representam as mesma bobagens ditas, reditas, lidas e relidas milhares de vezes.Mas não é só de bobagens que são feitos políticos e jogadores, as semelhanças entre ambos ainda estabelece mais um conceito, os esquemas. Não é difícil associar estratégias traçadas por um técnico a beira do gramado, gritando, esbravejando e comandando seu "exército", com sinais e esquemas táticos, á políticos e seus consultores, uma vez que esses também são os responsáveis pela estratégia política, mas essa, não montada em campo, sim uma estratégia de marketing, e de propaganda.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;   O futebol pode sim ser a atração nacional, e a política pode ser alvo de xingamentos constantes, porém, é ali, nas entrelinhas, nos vestiários do português que os dois se encontram e trocam figurinhas, ou melhor, trocam verbos, advérbios, e pronomes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8323692380246550308-3424860758994869518?l=ah-poiseh.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/feeds/3424860758994869518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8323692380246550308&amp;postID=3424860758994869518' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3424860758994869518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8323692380246550308/posts/default/3424860758994869518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ah-poiseh.blogspot.com/2008/11/fala-futebolstica-e-o-jogo-politico.html' title='A Fala Futebolística e o Jogo Politico'/><author><name>Ricardo Bertolucci Reginato</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01561546224927445982</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/-noH57XsifPA/TvicBtwmeMI/AAAAAAAAAHw/kHvlD5mdIfo/s220/IMG_8418.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
